segunda-feira, 8 de outubro de 2018

"O Poder" de Naomi Alderman [Opinião]

Wook.pt - O Poder
Título: O Poder
Título original: The Power
Autora: Naomi Alderman
Tradutora: Sónia Maia
Edição/reimpressão: 2018
Editora: Saída de Emergência
Temática: Romance
N.º de páginas: 368
Para adquirir:


Sinopse:

Romance vencedor do Baileys Women's Prize para ficção 2017

Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?

E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar? Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite.

Ao narrar as histórias de várias protagonistas, de múltiplas origens e estatutos diferentes, Naomi Alderman constrói um romance extraordinário que explora os efeitos devastadores desta reviravolta da natureza, o seu impacto na sociedade e a forma como expõe as desigualdades do mundo contemporâneo.

Opinião:

E após Pequenos Fogos em Todos o Lado, a escolha para o #netbookclub [referido aqui] foi O Poder, uma distopia decorrida num mundo similar ao nosso, mas que se altera drasticamente pelo surgimento de uma força. A capacidade de libertar descargas eléctricas dá às mulheres a superioridade, originando uma troca de papéis que abala todos os alicerces conhecidos. O homem deixa de ser o predador, secundarizando-se perante esta onda de poder.

A autora vai alternando entre as perspectivas das personagens, quase todas femininas: Margot, uma influente política americana, e a sua filha Jocelyn, que se debate com o poder que teima em fugir ao seu controlo; Allie, uma adolescente em fuga da violência familiar e que, ao encontrar refúgio num mosteiro, se reinventa como a Mãe Eva, uma líder espiritual; Roxy, filha de um magnata da máfia inglesa e a mais poderosa.

Há uma excepção, nada ocasional. Tunde, um jovem jornalista, partilha os primórdios da mudança e vibra com eles, testemunhando eventos que tanto o atemorizam como o atraem e esta dualidade é um dos pontos mais interessantes da história. É através dele que a autora mostra que, independentemente do sexo, existem emoções e sentimentos partilhados: o instinto de sobrevivência, o medo, a humilhação, o desespero, a necessidade de conforto e de estabilidade e, sobretudo, o sofrimento que o homem, subjugado, experiencia em igual medida.

A capacidade de chocar da narrativa, mais do que a sua forma, induz reflexão sobre o papel feminino nas sociedades contemporâneas, do Oriente ao Ocidente, nos vários estratos sociais. Senti falta de descrições elaboradas que levassem a uma evolução da acção mais pausada e satisfatória para o meu gosto literário. Já o final em aberto assenta que nem uma luva.

As últimas décadas têm representado um ganho significativo quanto aos direitos das mulheres, ou seja, à concretização dos direitos humanos para ambos os sexos. Ainda assim este livro deve ser considerado um alerta ao seu estado de vulnerabilidade, sobretudo nas sociedades em vias de desenvolvimento, em que estão longe de se afirmar sequer como seres humanos de pleno direito.

Seja quem for que detenha o poder, a degenerescência e o caos podem instalar-se. Iremos a tempo de evitar a perpetuação deste paradigma?

Classificação: 4,5/5*

Sobre a autora:
Naomi Alderman
Nascida em Londres, Alderman frequentou a South Hampstead High School e a Lincoln College, Oxford, onde leu Filosofia, Política e Economia. Mais tarde, estuda escrita criativa na Universidade de East Anglia antes de se tornar uma romancista. Em 2007, o Sunday Times nomeou-a escritora jovem do ano.


Foi a principal escritora da Perplex City, um jogo de realidade alternativa, em Mind Candy de 2004 a junho de 2007. Passou a escritora principal no jogo de vídeo em execução Zombies, Run! que foi lançado em 2012. Escreveu artigos para vários jornais britânicos, e tem uma coluna de tecnologia regular no The Guardian.

Em 2012 Alderman foi nomeada Professora de Escrita Criativa na Bath Spa University, Inglaterra. Em 2013, foi incluída na lista Granta dos 20 melhores jovens escritores. O seu pai é Geoffrey Alderman, um académico que se especializou em história anglo-judaica. Fonte: WOOK

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

"Pequenos Fogos em Todo o Lado" de Celeste Ng [Opinião]

Título: Pequenos Fogos em Todo o Lado
Título original: Little Fires Everywhere
Autora: Celeste Ng
Tradutora: Inês Dias
Edição/reimpressão: 2018
Editora: Relógio D'Água
Temática: Romance
N.º de páginas: 320
Para adquirir:


Sinopse:

Em Shaker Heights, um pacato subúrbio de Cleveland, está tudo previsto - desde o traçado das ruas sinuosas até à cor das casas, passando pelas vidas bem-sucedidas que os seus residentes levam. E ninguém encarna melhor esse espírito do que Elena Richardson, cujo princípio orientador é obedecer às regras do jogo.

A esta idílica redoma chega Mia Warren - uma artista enigmática e mãe solteira - com a filha adolescente, Pearl. Mia arrenda uma casa aos Richardsons. Rapidamente Mia e Pearl se tornam mais do que inquilinas: os quatro filhos dos Richardsons sentem-se cativados pelas duas figuras femininas. Mas Mia traz consigo um passado misterioso e um desprezo pelo statu quo que ameaçam perturbar esta comunidade cuidadosamente ordenada.

Opinião:

A leitura de novidades não costuma ser um hábito. Acabo por delegar as minhas aquisições para oportunidades com preços mais convidativos e abundância de opiniões. Mas em (quase) tudo há excepções e aproveitei como pretexto o #netbookclub, mais uma iniciativa d'a mulher que ama livros, para uma fuga à rotina enquanto leitora.

A sinopse de Pequenos Fogos em Todo o Lado, sem dúvida, é promissora: uma personagem misteriosa, Mia, e a sua filha Pearl, mudam-se para Shaker Heights, o proclamado arquétipo da ordem, e as suas presenças serão a origem de uma série de ignições. A família Richardson é a mais afectada pela sua chegada, sobretudo a sua matriarca. Elena domina marido e filhos e não permite outra senão a vida perfeita. Torna-se-lhe impactante a liberdade e genuinidade das suas novas vizinhas, confrontando-se assim com as próprias inseguranças.

Celeste Ng aborda os dilemas dos jovens, enquadrados nos anos 90, altura em que os efeitos da Internet não se faziam sentir no seu quotidiano. Não obstante são as memórias dos adultos e as suas dúvidas quanto ao presente e ao que se seguirá, o mais cativante.

No início do enredo conhecemos o seu fim: um incêndio na casa dos Richardsons levam a autora a desenrolar, engenhosamente, o novelo dos acontecimentos que durante um ano o vão desencadear. Ainda assim, a sua rápida sucessão levou-me a que, a mais de metade do livro de uma leitura sôfrega, me sentisse refrear por uma certa perda de empatia. 

O final compensou, sem que um desenvolvimento mais longo não tivesse deixado de ser apreciado, dado o manancial de personagens e temas, longe de inoportunos ou superficiais. A autora aborda questões raciais e de classe social de forma bastante pungente, mostrando como o estatuto e a cor da pele influenciam a sociedade e a opinião pública*. 

Todos possuem um lado oculto e não há quem não esconda segredos, duvide e se interrogue sobre certo e errado, bem e mal. E Mia ensina a Elena como é vão o esforço de tudo tentar controlar: nada é estático e tudo se transforma, mesmo quando menos se espera. 

Uma obra que me conseguiu deixar um sabor agridoce, do mesmo modo que nela lhe reconheço evidentes predicados. Não é de admirar que esteja prevista a sua adaptação a série.

*Leitura complementar aqui

Classificação: 4,0/5*

Sobre a autora:
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Celeste Ng cresceu numa família de cientistas. Formou-se na Universidade de Harvard e tirou um mestrado em Belas Artes na Universidade de Michigan, onde recebeu uma bolsa Hopwood, destinada a jovens escritores. Começou por publicar pequenas ficções e ensaios em revistas da especialidade, tendo recebido o prémio Pushcart (que premeia textos literários publicados em revistas). Vive em Cambridge (Massachusetts) com o marido e o filho.

Tudo o que Ficou por Dizer, bestseller do New York Times, foi traduzido em mais de 20 países. Fonte: WOOK Fotografia: CELESTE NG

domingo, 16 de setembro de 2018

Aquisições de Julho e Agosto

O Outono está a chegar e o Verão não podia ter sido melhor: 24 é o total de livros adquiridos. Nem o tórrido calor alentejano conseguiu deter esta necessidade tão arreigada.

[clicar na imagem para aumentar]
 
Entre clássicos e obras de referência encontram-se Os Cadernos de Pickwick de Charles Dickens, O Retrato de Ricardina de Camilo Castelo Branco, Três Homens Num Barco de Jerome K. Jerome, Uma Família Inglesa de Júlio Dinis, A Curva da Estrada de Ferreira Castro, Na Minha Morte de William Faulkner, Se Numa Noite de Inverno um Viajante de Italo Calvino, O Homem que Via Passar os Comboios de Georges Simenon, Homer & Langley de E.L. Doctorow e Carol de Patricia Highsmith.

No sentido de completar séries ou colecções, As Reencarnações de Pitágoras e Mil Anos de Esquecimento, dois volumes da Enciclopédia da Estória Universal de Afonso Cruz; e Titus - O herdeiro de Gormenghast de Mervyn Peake, uma vez que tenho O Castelo de Gormenghast, ambos de uma saga marcante da literatura fantástica.

Parem todos os relógios de Nuno Amado, Cronovelemas de Mário de Carvalho e Alçapão de João Leal, são livros de autores nacionais contemporâneos.

Para o #netbookclub, clube de leitura no Instagram, adquiri e li Pequenos Fogos em Todo o Lado de Celeste Ng (a próxima opinião a ser publicada).

A Minha Verdadeira História de Juan José Millás foi uma ofertaEstação Onze de Emily St. John uma pechincha com 60% de desconto!

Cinco livros da Fundação Francisco Manuel dos Santos, o qual destaco Vale a Pena? Conversas com Escritores de Inês Fonseca Santos, o único comprado porque os restantes vieram gratuitamente com a campanha "Traga um amigo e receba um livro". Uma excelente iniciativa desta Fundação!

Naturalmente o arrependimento é nenhum, até porque os gastos foram minimizados ao máximo, e a satisfação mais do que muita, como uma bookaholic que se preze.

Todas as informações sobre os livros:

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ler os Nossos | Ler Autores Portugueses: Balanço

Especialmente no Verão, altura em que as férias permitem o ócio, surgem várias propostas de maratonas e leituras partilhadas. Os mais atentos saberão que decidi participar no desafio Ler os Nossos

Para além de obras lidas dentro do calendário previsto, consegui publicar as suas opiniões atempadamente, que podem consultar aqui:
Destes livros, da autoria de escritores portugueses, destaco Levantado do Chão, de longe o meu favorito, ainda que não sejam comparáveis por pertença a géneros e estilos literários diversos.

Fiquei então apurada para o sorteio que a Cláudia Oliveira, a mulher que ama livros, realizou a propósito deste desafio e ganhei Cronovelemas de Mário de Carvalho:


A felicidade de juntar mais um livro à minha pequena colecção, de um autor que passei a acompanhar pelas recomendações de Ricardo Araújo Pereira - como se pode constatar no vídeo -, é inegável. 


Por norma sinto um gosto especial ao escrever sobre obras de reconhecida qualidade mas não tão divulgadas. E o melhor de tudo é que, com a contínua partilha de opiniões, poderei induzir à leitura sendo que, neste caso específico, de autores nacionais. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

"Levantado do Chão" de José Saramago [Opinião]

Título: Levantado do Chão
Autor: José Saramago
Edição/reimpressão: 1999
Editora: Círculo de Leitores
Temática: Romance
N.º de páginas: 382
Para adquirir (a edição mais recente):


Sinopse:


A transformação social. A contestação. Personagens em diálogos. As cruentas desigualdades sociais. Surgem as perguntas proibidas. Vai-se adquirindo consciência e espaço, para que tudo se levante do chão. Um livro composto por 34 capítulos. No 17.º está a tortura e a morte de Germano Santos Vidigal. Germano, o nome que significa irmão, o homem da lança. Apesar de vencido, o sacrifício da sua vida indica o caminho. «Já o encontraram. Levam-no dois guardas, para onde quer que nos voltemos não se vê outra coisa, levam-no da praça, à saída da porta do setor seis juntam-se mais dois, e agora parece mesmo de propósito, é tudo a subir, como se estivéssemos a ver uma fita sobre a vida de Cristo, lá em cima é o calvário, estes são os centuriões de bota rija e guerreiro suor, levam as lanças engatilhadas, está um calor de sufocar, alto.»

As mulheres são também chamadas à primeira linha das decisões neste belo romance de Saramago. O diálogo monossilábico entre marido e mulher da família Mau-Tempo vai-se alterando. Interessante observar uma narrativa que vai da submissão ao sentido de libertação, através de gerações.

Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998

Opinião: 

Foi este o último livro para o Ler os Nossos, do qual em breve farei um balanço, e que serviu de pretexto - ainda que não fosse necessário - para ler mais uma obra de José Saramago. Sendo um dos meus autores favoritos, a par de Gabriel García Márquez e Eça de Queiroz, entre outros, não será de admirar que esta leitura tenha sido do meu agrado. 

O Alentejo é o pano de fundo para a história destes homens - e mulheres - desde o início do século XX até à posse dos latifúndios pelos trabalhadores, no pós-25 de Abril de 1974. Por sua vez, o foco está na família Mau-Tempo, a inssurecta, desde Domingos, passando por João, o de olhos azuis, até António, que herda a necessidade de itinerância do avô. São homens que vivem de ofícios ou da árdua lavoura do campo e que, apesar de esforços que arrancam sangue, suor e lágrimas, não vêem a sua situação, nem a dos seus companheiros, melhorar.

As mulheres acompanham os homens, em igual medida protagonistas destas jornadas de sofrimento. Sobrecarregadas pela criação dos filhos - mais braços com destino marcado -  e oprimidas por pais e maridos, são incansáveis na labuta diária que confrange quem a testemunha.

É esta a realidade específica que serve como retrato de um colectivo: o povo assalariado e a sua condição. Um povo que, paulatinamente, se consciencializa e questiona as normas estabelecidas e o seu papel no mundo. Um mundo em que os salários não matam a fome, em eterna precariedade do nascer ao pôr do sol e onde se labora na miserabilidade. 

Iniciado o caminho que levará à libertação, percorrê-lo não é isento de dificuldades e de vítimas, obra da Santíssima Trindade Terrena. O poder do Estado imposto pela autoridade, a guarda, e por Leandro Leandres, responsável da PIDE;  Noberto, Gilberto, Dagoberto e afins como personificação do Latifúndio; e aquela que deve ser a voz de razão e indulgência, o padre Agamedes. O trio que impõe a ordem vigente e dela sugam seus proveitos. O regime responsável por deixar cair a espada da repressão sobre as cabeças daqueles que o renegam, enquanto os privilegiados assistem, refugiados nas muralhas do castelo.

Saramago refere-se a esta obra como aquela em que encontrou a sua voz e é ela para mim, tal como a delícia do seu arguto sentido crítico, o factor de maior atracção nas suas narrativas. O seu narrador polifacetado que reflecte, critica, observa e, sendo omnisciente, tem conhecimento de todos os tempos, num relato de fusão entre discurso directo e indirecto. 

Inequivocamente uma recomendação sem reservas, pela importância de conhecer a provação dos que nos antecederam. Por todos os que se levantaram do chão. 

Classificação: 5,0/5*

Sobre o autor:
José SaramagoAutor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.

As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»

Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
(…)
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.

Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.

No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.

No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.

José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998. Fonte: WOOK

terça-feira, 14 de agosto de 2018

XV Palavras Andarilhas [Divulgação]



As Palavras Andarilhas estão quase, quase aí! De 23 a 26 de Agosto, no Jardim Público e na Biblioteca Municipal de Beja, contos, leituras, oficinas, tertúlias, mercadinho andarilho, marionetas e música, farão parte da programação. Com actividades para todos os amantes da palavra lida e falada, desde as famílias aos técnicos, esta é uma alternativa no mínimo, original, aos habituais planos veraneantes. 

As Palavras Andarilhas são "uma festa da palavra contada, lida, ilustrada que em 2018 integra na coprodução para além do Município de Beja, as associações: Ouvir e contar – Associação de Contadores de Histórias, Laredo – Associação Cultural e Carpe Librum – Movimento Educação pela Arte e pela Leitura – Associação Cultural”. Terão lugar o Encontro de Aprendizes do Contar, o Festival de Narração Oral "Eu conto para que tu Sonhes", o Mercadinho Andarilho - feira da leitura e as Palavras Andarilhas | Estafeta dos Contos (algumas das actividades exigem inscrição prévia).

Toda a programação pode ser consultada em Palavras Andarilhas | Beja - A Cidade dos Contos.

Entretanto convido-vos a recordar a edição anterior aqui e a minha presença na mesma aqui