segunda-feira, 9 de julho de 2018

Aquisições de Maio e Junho

Maio e Junho foram óptimos no que à aquisição de livros diz respeito com a ajuda de passatempos, descontos e trocas. Para aproveitar a verdura circundante, inspirando alguma frescura nestes dias tão quentes, segue-se a habitual pilha: 


Sobre alguns destes livros atrevo-me a dizer:

Com estas aquisições de valter hugo mãe - publicação da mortalidade, o filho de mil homens  e o apocalipse dos trabalhadores - faltam-me o nosso reinoa máquina de fazer espanhóis o remorso de de baltazar serapião, no que toca aos romances de sua autoria.

Em Sonetos, Gregorio Duvivier desafiou-se a abordar humoristicamente temas da actualidade numa forma classicista e, ao tomar conhecimento deste livrinho, não lhe resisti por muito tempo.

Na senda de reunir toda a obra de Saramago consegui Caim, do qual ainda recordo o debate que travou na SIC Notícias, onde discutia acaloradamente o seu conteúdo. 

As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral, livro vencedor de inúmeros prémios e cuja sinopse me cativou, demorou mas chegou até mim com altíssimas expectativas. 

Oferta de um amigo, Stranger's in Paradise foi logo lido e, apesar de uma boa leitura, não me tornou fã (I'm sorry, my friend), ainda que não coloque de parte continuar a seguir a série.

E vou finalmente ler Cartas Amorosas de uma Religiosa Portuguesa de Soror Mariana Alcoforado, uma das figuras ilustres da história de Beja. À excepção de alguns excertos, tenho a sua leitura integral em falta.
Por último, não posso esquecer a maravilhosa capa DUB, recebida devido a um passatempo no Marcador de Livros.


Se Julho e Agosto forem tão profícuos quanto os dois meses anteriores, então só me posso dar por satisfeita.

Todas as informações sobre os livros:

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Ler os Nossos | Ler Autores Portugueses

Graças à Cláudia Oliveira, a mulher que ama livros, tomei conhecimento do projecto Ler os Nossos e decidi aderir. Tal como se subentende pelo título, o objectivo é ler e divulgar opiniões sobre livros da autoria de escritores portugueses.


Seguem-se as minhas escolhas para a to be read list:


Um livro comprado recentemente: Reload. Menos stress. Melhor performance de José Soares. Foi dos últimos livros que recebi, graças a um passatempo do Bran Morrighan e é a leitura actual.

Um autor português recomendado por alguém: Quando o Sol Brilha de Rui Conceição Silva. Recomendado e oferecido pela minha querida amiga Sílvia A. Reis (O Dia da Liberdade / Boas Leituras -  O Dia da Liberdade), vou retratar-me pela vergonha de ainda não o ter lido, juntando-o a esta tbr.

Um título que não te parece minimamente interessante, mas vais arriscar: Onório, o poeta bêbado de Fernando P. Fernandes. Nem a sinopse nem o título me despertaram particularmente a atenção, por isso evidenciou-se como a escolha ideal para este desafio.

Um livro que te custou uma pechincha: Cartas amorosas de uma religiosa portuguesa de Soror Mariana Alcoforado. Uma pechincha comprada recentemente e, ainda por cima, com desconto e cuja leitura não posso adiar mais, já que Mariana Alcoforado pertence ao imaginário colectivo da minha cidade.

Para o projecto de leitura Ler Saramago: escolho Levantado do ChãoDe Saramago já li Ensaio sobre a Cegueira, As Intermitências da Morte, Claraboia, A Viagem do Elefante, O Homem Duplicado, Ensaio sobre a Lucidez, O Conto da Ilha Desconhecida, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Memorial do Convento, Alabardas e A Jangada de Pedra, não necessariamente segundo esta ordem. Chegou a altura de ler Levantado do Chão, uma das suas obras mais importantes, onde se encontram fortes ligações ao Alentejo, retratando o trabalho do campesinato e a luta de classes.

Espero conseguir dar conta do recado, já que o meu ritmo de leitura vai variando bastante. Boas leituras a todos!

terça-feira, 12 de junho de 2018

"Amor em Minúsculas" de Francesc Miralles [Opinião]

Título: Amor em Minúsculas
Título original:  Amor en Minúscula
Autor: Francesc Miralles
Tradutora: Liliana Sousa
Edição/reimpressão: 2017
Editora: Marcador
Temática: Romance
N.º de páginas: 248
Para adquirir (a edição mais recente):


Sinopse:

Ao acordar no dia 1 de Janeiro, Samuel, um professor de Linguística solitário, está convencido de que o ano que se inicia só lhe trará verbos no passivo e poucos momentos em itálico, até que um visitante inesperado se esgueira para dentro do seu apartamento e se recusa a sair.

Mishima, um gato vadio, torna-se o catalisador que faz Samuel abandonar a comodidade dos seus livros favoritos, dos seus filmes estrangeiros e da sua música clássica, para ir a lugares onde nunca esteve - como a casa do vizinho - e conhecer pessoas que jamais pensaria conhecer - um velho com o qual nunca trocaria uma palavra.

Mas há mais: o gato fará com que ele reencontre Gabriela, uma misteriosa mulher do seu passado, que ele já não tinha esperança de voltar a ver.

Uma história inteligente, divertida e doce que nos comove e revela que os pequenos detalhes são o grande segredo da felicidade. Amor em Minúsculas é uma pequena preciosidade, que conjuga referências literárias e filosóficas com a magia única das pequenas coisas.

Opinião: 

Procurando uma leitura mais leve, para recuperar da densidade de O Jogo do Anjo, veio encontrar-me este Amor em MinúsculasDa Barcelona de Zafón para a Barcelona de Miralles: que diferença significativa! No primeiro, enquanto o ambiente assume quase o papel de uma personagem mutável, no segundo é quase irrelevante, podendo a narrativa ter tido lugar em qualquer outra grande cidade.

Samuel de Juan, um professor-adjunto do curso de Filologia Alemã está na casa dos trinta e tem a sua independência assegurada. Só que a carapaça que em seu torno formou é de tal forma densa que se isolou de tudo e todos, incluindo dos seus próprios sentimentos.

 Entre as todas as suas dificuldades, a principal é a de sair da sua área de conforto e da solidão em que se instalou. Até que à sua porta aparece um gato que veio para ficar e tudo começa a mudar. Aos poucos começa a fazer o impensável: conviver com o vizinho de cima, percorrer novos locais e, curiosamente, reencontrar um antigo amor. 

Algo que me causou uma certa confusão foi o súbito "despertar" de Samuel, como se do nada se apercebesse que a sua vida estava incompleta. Até aí teria agido tal e qual um mero autómato, seguindo a corrente e tendo inclusive atitudes de quem não sabia lidar com as pessoas.

A mensagem que o autor pretende transmitir é positiva, apelando ao rompimento com a estagnação e à saída de zonas cinzentas. Recorre para isso a uma constante de citações literárias, cinematográficas, musicais, sobretudo de autores alemães e clássicos, não fosse o nosso protagonista um académico, para enquadrar as suas reflexões (mas teria sido absolutamente dispensável o spoiler de Werther!). Contudo, tal volume de referências poderia ter sido mais moderado, causando menos quebras na narrativa que, no final, se precipitou em demasia.

Entre o romance e a introspecção, seja esta uma leitura adequada para quem procura o entretenimento, mas com uma certa dose de seriedade. 


Classificação: 3,5/5*

Sobre o autor:

Francesc Miralles é escritor, mas trabalhou durante vários anos como editor e assessor literário sobre obras de autoajuda e espiritualidade. O seu romance Amor em Minúsculas está traduzido em mais de 20 idiomas. Vendeu 15 000 exemplares nos Estados Unidos, num só dia, figura nas listas dos livros mais vendidos na Alemanha e o seu êxito internacional continua. Fonte: Editorial Presença

domingo, 3 de junho de 2018

Rubricas sobre livros #3: Biblioteca de Bolso


"Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros. Um podcast conduzido por Inês Bernardo e José Mário Silva".

Até ao momento, com 92 episódios publicados, espera-se que não tenha ficado por aqui.

Para ouvir através da SoundCloud aqui. | Página oficial no Facebook aqui.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

XIV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja [Divulgação]



«Este ano o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja realiza-se entre os dias 25 de Maio e 10 de Junho.

Inaugura no dia 25, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura.

Mas o Festival também se espalha pelas ruas do centro histórico. Boa parte das exposições estarão patentes no Centro Unesco, no Forno da Ti Bia Gadelha, na Galeria da Rua dos Infantes, no Museu Regional de Beja, no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, no Palacete Vilhena – Sede do EMAS, e no Pax Julia – Teatro Municipal.

São 8, os núcleos expositivos.

E 21, as exposições, com autores de muitas partes do Mundo: Brasil, Espanha (País Basco), França, Itália, Portugal e Suécia.

O Festival oferece ainda aos visitantes uma Programação Paralela bastante diversificada: apresentação de projetos, conversas à volta da BD, lançamento de livros - este ano serão 16 -, sessões de autógrafos, concertos desenhados, etc.

Terá também à disposição de todos o Mercado do Livro, com mais de 60 editores presentes, venda de arte original, venda de merchandising, etc.

Na sexta-feira 25 e no sábado 26 as noites são de concertos desenhados (a programação só termina às 4h00 da manhã).

O primeiro fim-de-semana (25, 26 e 27 de Maio) reunirá os autores representados nas exposições.»

segunda-feira, 21 de maio de 2018

As últimas aquisições

Chegou a hora de actualizar as aquisições mais recentes que, sem ausência de sentido pesar, tenho vindo a adiar! Por isso, sem mais delongas, das recebidas até ao final do ano passado e apresentadas pela formosa e sempre prestável Julieta, constam:


Entre ofertas, trocas e passatempos ganhos, destaco Sonho Febril de George R. R. Martin, autor mais do que badalado e com o qual ainda não me estreei; Fábulas de La Fontaine, mais um volume para juntar a Contos de Hans Christian Andersen, Todos os Contos de Edgar Allan Poe e Contos Completos dos Irmãos Grimm; e A Pousada da Jamaica de Daphne Du Marier, da qual li Rebecca, tornando-se uma autora a repetir.

Todas informações sobre os livros:

Como a pilha que se segue é maior, Milady Julieta cedeu o seu lugar, não se fosse dar um desabamento atentatório à sua vida. E desde o início do ano até Abril temos:


Quiet de Susan Cain e Manual do Gato foram lidos e recomendam-se, cada um dentro da sua temática, obviamente. Em ambas as fotografias surgem livros de Paul Auster, autor que me caiu no goto e do qual pretendo ler o máximo de obras possível na eventualidade de não me vir a desiludir. 

Quase todos constavam da minha wishlist, pelo que não sei qual deles me deixou mais feliz ao juntar-se à minha biblioteca, mas acredito que Flores de Afonso Cruz irá ser inesquecível tal como foi Para onde vão os guarda-chuvas

Todas informações sobre os livros:

E entretanto tenho mais novidades, mas convém que fiquem para a próxima publicação deste tema ou  serei apelidada de...

( via Beetiful Things )