Autor: Nathaniel Philbrick
Tradutoras: Maria João da Rocha Afonso e Ana Cristina Pais
Tradutoras: Maria João da Rocha Afonso e Ana Cristina Pais
Edição/reimpressão: 2015
Temática: Não Ficção e Ensaios - Viagens
N.º de páginas: 320
Para adquirir:

Sinopse:
No verão de 1819, o baleeiro Essex partiu de Nantucket para mais uma expedição de caça à baleia. Quinze meses depois, o impensável aconteceu: numa região remota do Pacífico Sul, um cachalote de enormes proporções provocou o naufrágio do Essex.
"O desastre do Essex não é uma história de aventura. É uma tragédia que por acaso é uma das maiores histórias verídicas jamais contadas" e com tal não posso deixar de concordar.
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Sinopse:
No verão de 1819, o baleeiro Essex partiu de Nantucket para mais uma expedição de caça à baleia. Quinze meses depois, o impensável aconteceu: numa região remota do Pacífico Sul, um cachalote de enormes proporções provocou o naufrágio do Essex.
A tripulação de 20 homens refugiou-se em três botes
salva-vidas rumo à América do Sul, numa jornada épica pela sobrevivência. Três
meses depois, os oito tripulantes que continuavam vivos foram encontrados à
deriva. Para sobreviver, usaram todos os recursos, inclusive o canibalismo.
No Coração do Mar é um relato empolgante de um naufrágio tão
relevante no seu tempo como o do Titanic atualmente. A aventura do Essex
inspirou Herman Melville a escrever o clássico Moby Dick.
Opinião:
Apesar de viver em pleno Alentejo, apartada do mar, o meu fascínio pelo este sempre esteve presente. Leituras como Moby Dick de Hermann Melville, A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson ou Robinson Crusoé de Daniel Defoe ainda mais o acentuaram e introduziram-me na época em que os oceanos, além de caminhos para o desconhecido, eram eles próprios um mistério
Na sinopse de No Coração do Mar - A tragédia do Baleeiro Essex, desde logo se destaca o facto de ter sido esta história a inspirar Herman Melville a escrever Moby Dick - um estímulo sobretudo para quem já realizou esta leitura.
Sendo uma obra de não ficção pressupunha-se um tom mais seco, menos artificioso, o que não se verifica de todo. Nathaniel Philbrick consegue agarrar o leitor com a sua profunda pesquisa acerca de todos os aspectos que rodearam este naufrágio, desde a socialização e psicologia de sobrevivência, como a corroboração e/ou esclarecimento das ocorrências descritas pelos sobreviventes. Ficaram demonstrados os efeitos assustadoramente dramáticos da desidratação e da fome em condições extremas, sendo a recorrência ao canibalismo mais frequente do que se julga nestes contextos.
A abertura da obra apresenta uma introdução à história de Nantucket, ilha que, na época dos acontecimentos - no século XIX -, se havia tornado o maior porto baleeiro, dependendo toda a sua economia desta actividade e, no final, constata-se como a diminuição da baleação a afectou Além disso, os esquemas, mapas e fotografias ajudam sem dúvida os leigos na matéria.
O autor conseguiu, ou pelo menos tentou incansavelmente, deslindar a veracidade entre os relatos nem sempre coincidentes de dois dos sobreviventes, Owen Chase e Thomas Nickerson. O que prevalece não deixa margem para dúvidas: desde o início, toda a tripulação do Essex esteve sujeita a uma terrível conjuntura, quer fosse pelos caprichos da Natureza, quer pelas inexperiência e teimosia dos seus membros, adiando-se a sua salvação muito para lá do razoável.
Apesar de viver em pleno Alentejo, apartada do mar, o meu fascínio pelo este sempre esteve presente. Leituras como Moby Dick de Hermann Melville, A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson ou Robinson Crusoé de Daniel Defoe ainda mais o acentuaram e introduziram-me na época em que os oceanos, além de caminhos para o desconhecido, eram eles próprios um mistério
Na sinopse de No Coração do Mar - A tragédia do Baleeiro Essex, desde logo se destaca o facto de ter sido esta história a inspirar Herman Melville a escrever Moby Dick - um estímulo sobretudo para quem já realizou esta leitura.
Sendo uma obra de não ficção pressupunha-se um tom mais seco, menos artificioso, o que não se verifica de todo. Nathaniel Philbrick consegue agarrar o leitor com a sua profunda pesquisa acerca de todos os aspectos que rodearam este naufrágio, desde a socialização e psicologia de sobrevivência, como a corroboração e/ou esclarecimento das ocorrências descritas pelos sobreviventes. Ficaram demonstrados os efeitos assustadoramente dramáticos da desidratação e da fome em condições extremas, sendo a recorrência ao canibalismo mais frequente do que se julga nestes contextos.
A abertura da obra apresenta uma introdução à história de Nantucket, ilha que, na época dos acontecimentos - no século XIX -, se havia tornado o maior porto baleeiro, dependendo toda a sua economia desta actividade e, no final, constata-se como a diminuição da baleação a afectou Além disso, os esquemas, mapas e fotografias ajudam sem dúvida os leigos na matéria.
O autor conseguiu, ou pelo menos tentou incansavelmente, deslindar a veracidade entre os relatos nem sempre coincidentes de dois dos sobreviventes, Owen Chase e Thomas Nickerson. O que prevalece não deixa margem para dúvidas: desde o início, toda a tripulação do Essex esteve sujeita a uma terrível conjuntura, quer fosse pelos caprichos da Natureza, quer pelas inexperiência e teimosia dos seus membros, adiando-se a sua salvação muito para lá do razoável.
A adaptação cinematográfica toma algumas liberdades quanto à narrativa de Nathaniel Philbrick, criando interacções entre personagens que não terão sucedido. Tornou, desta forma, o filme mais coeso pelo preenchimento de algumas lacunas impossíveis de desvendar, exceptuando-se o uso excessivo da aparição da vingativa baleia.
"O desastre do Essex não é uma história de aventura. É uma tragédia que por acaso é uma das maiores histórias verídicas jamais contadas" e com tal não posso deixar de concordar.
Classificação: 4,5/5*
Sobre o autor:
Nathaniel
Philbrick é autor dos livros Mayflower: A Story of Courage, Community, and War
e Sea of Glory: The Epic South Seas Expedition, 1838-1842, que venceu o
Theodore and Franklin D. Roosevelt Naval History Prize. No Coração do Mar, vencedor do National Book Award,
encontra-se traduzido em 23 línguas e deu origem a uma adaptação
cinematográfica realizada por Ron Howard e produzida pela Warner Brothers, com
Chris Hemsworth como protagonista. Nathaniel Philbrick vive na ilha de Nantucket, nos Estados
Unidos da América. Fonte: Editorial Presença











