O quinto passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer, em que esteve em jogo o livro Os Descendentes de Kaui Hart Hemmings [para recordar aqui], chegou ontem ao fim. Por isso, hoje tenho o prazer de anunciar que a vencedora é...
Muitos parabéns!
Irei de seguida contactá-la e aguardarei que me confirme a sua morada de modo a proceder ao envio do livro.
Muito obrigada a todos os que participaram e até um próximo passatempo!
Tiago Bettencourt - “Furia e Paz “ | Music : Tiago
Bettencourt | Letra : Tiago Bettencourt | Realização: André Gaspar | Conceito:
Tiago Bettencourt | Camera : Pedro Teixeira | Cinematografia : André Gaspar | Edição
: Pedro Teixeira, João Correia | Grading
: Pedro Teixeira | Assistente de produção : Xana Alves, Rui Malvarez | Produção: Diffuse ( diffuse-studios.com ) | facebook.com/diffusestudios
Minha fúria, minha paz, meu bem,
se não fiz o que devia, foi talvez porque temia
não te saber serenar a luta que por dentro fazia alimento do
mundo a gritar
Não me ouviste chamar do alto deste monte
tão longe da mentira, mas perto está o dia
a água desta fonte só nos pode lavar
a sombra não te via, mas alto é o nosso monte bem onde o tempo
brilha
Não me ouviste chamar
mas quando à noite vens, eu sei que és minha.
Minha ausência, minha luz
Eu sei que nem sempre te fiz bem,
bem longe do que querias não te soube encontrar no fundo da
maldade
"Este é um momento particularmente feliz para a ASSESTA.
Passou-se um ano desde a nossa apresentação pública, em Beja, e celebramos
agora o protocolo para o Prémio Literário Joaquim Mestre, com a Direcção
Regional de Cultura do Alentejo.
Um prémio - um bom prémio - que visa também homenagear o
grande escritor alentejano que foi Joaquim Mestre - um mestre para os
escritores alentejanos.
Apareçam por Évora. Haverá contadores de histórias [Joaninha Duarte], spoken word [Napoleão Mira] e jazz alentejano [com Marta d'Almeida e ainda Fernando Évora, a ler um texto de Joaquim Mestre] (!)".
Nas palavras de Luís Miguel Ricardo, aqui vos deixo o convite para no dia 28 de Janeiro, às 16h, na Direção Regional de Cultura do Alentejo (Casa Nobre da Rua
de Burgos, em Évora), marcarem presença na assinatura do Protocolo de colaboração para oficializar a criação do Prémio Literário Joaquim Mestre.
"Este Prémio é instituído pela ASSESTA com o objetivo de
promover, defender e valorizar a Língua Portuguesa e a Identidade e Diversidade
Cultural da Região Alentejo, suas tradições, de promover e incentivar a Criação
Literária nas modalidades de conto e romance, o gosto pela Leitura e pela
Escrita e ainda, simultaneamente, homenagear o romancista e contista alentejano
Joaquim Mestre.
Organizada pela Vanessa Pereira, do blogue Miss Livrinhos e pela Maria João Diogo, do blogue A Biblioteca da João, a maratona Zafon-a-thon vai permitir a leitura e o debate de toda a obra do autor ao longo dos próximos oito meses. Incluirá o mais recente lançamento O Labirinto dos Espíritos que encerra a tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos.
No geral não posso afirmar que seja uma apreciadora de maratonas, já que não gosto de sentir as minhas leituras condicionadas. Porém, sendo este um autor marcante para o meu crescimento enquanto leitora, não consegui ficar indiferente ao convite.
Assim, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo serão, para mim, releituras (algo que igualmente foge aos meus hábitos), sendo a leitura dos restantes livros uma estreia.
Este evento decorrerá no grupo de Facebook Cantinho dos Leitores Felizes, ao qual se podem juntar aqui.
Editora: A Bela e o Monstro Edições/Rapsódia Final
Temática: Romance
N.º de páginas: 178 Para adquirir:
Sinopse: A Gata não foge à regra de toda a obra de Colette e está
patente o seu amor pelos animais. Tem-se dito que há na sensualidade da
escritora qualquer coisa de animal e que uma fraternidade secreta a liga a este
mundo: toda a sua escrita é instintiva. A figura central deste romance é uma
gata – Saha, de seu nome – e Colette retrata-a através de imagens e reflexões
pouco comuns. Com uma mestria única, cria como que a presença física do felino,
tornando tangível o seu corpo flexuoso e macio. Mas a história é também a
análise de um sentimento muito humano: o ciúme.
Opinião:
Obra da autora francesa Colette, publicada em 1959, fala-nos de um trio amoroso entre um jovem mimado e indolente, a gata, por quem nutre profundo amor, e a sua noiva, uma jovem igualmente caprichosa. Alain tem uma adoração obsessiva por Saha, de raça azul russa. Residem numa moradia com um belo jardim que ela explora intensivamente para pura delícia do dono. Colette engrandece a sua figura felina com delicadas descrições das suas deambulações, tanto no jardim como nos aposentos, e demonstrando a relação entre gata e dono:
"Com um salto vertical, subindo no ar como um peixe para a superfície da água, a gata atingiu uma piéride orlada de preto. Comeu-a, tossiu, cuspiu uma asa, lambeu-se numa afectação. O sol brincava no seu pêlo de gata dos Cartuxos, roxo e azulado como a garganta dos pombos bravos.
- Saha!
Ela voltou a cabeça e sorriu-lhe sem disfarce.
- Meu puma pequenino ! gata bem-amada ! criatura altaneira ! Como viverá se nos separarmos? Queres que entremos os dois para as ordens? Queres... eu sei lá !...
Saha escutava-o, mirava-o com um ar terno e distraído, mas, a uma inflexão mais trémula da voz amiga, retirou-lhe o olhar."
Esta harmonia entre Alain e Saha altera-se drasticamente com a celebração do casamento com Camila. Pertencente a uma burguesia decadente, Alain deixa-se conduzir para um matrimónio que parece, à partida, mal fundamentado, surgindo uma crítica às relações por interesse e aos dogmas sociais. Desta forma, Saha sente profundamente o afastamento, adoptando uma postura depressiva que, rapidamente, a leva a definhar. É comum a ideia de que os gatos, ao contrários do cães, são desleais para com os seus donos. Mas é mais frequente do que se julga a depressão nestes felinos perante o desleixo ou o abandono, chegando a falecer por se recusarem a comer e, em última instância, a viver. Quando o seu tutor a resgata e o convívio dos três se impõe, os ciúmes que surgem levarão a uma situação insustentável. Ainda que o objecto de tais sentimentos seja uma gata, Colette conseguiu, em poucas páginas, retratar o ciúme em toda a sua plenitude, numa linguagem poética e encantadora.
Classificação: 4,0/5*
Sobre a autora:
Sidonie Gabrielle Colette nasceu em 1873, em Saint-Sauveur-en-Puisaye. Aos vinte anos, casa com Gauthier-Villars, crítico musical, autor de romances populares, mais conhecido pelo nome de Willy, e vai viver para Paris. Começa a escrever o seu primeiro livro, Claudine l'École, que, depois de corrigido pelo marido, aparecerá em 1900 apenas com o nome de Willy. Aproveitando o enorme êxito obtido, Willy leva Colette a escrever mais cinco romances que serão publicados, como o primeiro, sem que figure o nome da Aurora. Em 1906, os Willy divorciam-se e Colette, para viver, faz-se artista de music-hall, mas sem deixar de escrever. É essa experiência que será aproveitada em La Vagabonde (1911). Em 1912 casa com Henri de Jouvenel, escritor e homem de Estado, com quem vive até 1924. Em 1935 casa, pela terceira vez, com Maurice Goudeket. Entretanto, continuara a publicar os seus livros que, pouco a pouco, a foram impondo como a primeira escritora francesa dos nossos dias. Chéri (1920), Le Blé en Herbe (1923), La Fin de Chéri (1926), La Chatte (1933), Gigi (1943) são verdadeiras obras-primas. Membro da Academia Real da Bélgica (1936) e da Academia Goncourt (1944), Colette, venerada por todos, passa os seus últimos dias imobilizada pelo artritismo. Morre em 1954. O governo francês faz-lhe funerais civis oficiais.Fonte: biografia presente em A Gata Fotografia:The Great Cat