domingo, 28 de agosto de 2016

Música ao Domingo #15: Samuel Úria "Forasteiro"



Produção: Motion Stripes | Pos-produção: Bruno Fonseca | Realização: Hugo Gomes
Música e Letra de Samuel Úria | Samuel Úria: voz, guitarra, coros | Miguel Sousa: teclas, coros | Filipe Sousa: baixo, coros | Tiago Ramos: bateria, coros | Jónatas Pires: guitarra solo | João Só: coros | David Pires: shaker
 Canção gravada por Nélson Carvalho e Tiago de Sousa | Produzida por Nélson Carvalho

Se o mundo é uma pedra de tropeço, eu arremesso-o
E ofereço a esfera ao espaço, está suspenso o meu apreço
Se o mundo me merece tanta prece, nem por isso
A mundos dou interesse, nem a crises dou acesso

Se o mundo é uma bolha de lamento, eu arrebento
E tento não estar dentro se se encontra em pronto pranto
Se o mundo não demora, que a agrura morra agora
E eu choro com quem chora pra os pescar do mundo fora

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado

Se o mundo é só um espelho do que eu valho, então trabalho-o
Eu definho o grilho velho que ainda escolho quando falho
Se o mundo é só a mágoa com que meço, então despeço-o
E regresso ao troço estreito exterior ao Universo

Tresmalho o rebanho
Aqui eu sou estranho
Minha marcha é recta
A vida é rotunda
O que não me afecta
Já não me afunda

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado

E eu sou doutro lado

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Os blogues que sigo #2: Estante de Livros

Um dos blogues literários que sigo há mais tempo é o Estante de Livros. Ainda o meu vício pela leitura se estava a consolidar e já partilhava a minha humilde biblioteca com a Célia Marteniano, para que a partilhasse no seu espaço [ver aqui]. Felizmente está bastante maior e as estantes são outras, apesar de ainda sonhar com umas mais indicadas para livros...

Assim, pedi-lhe que, na continuação desta rubrica, falasse um pouco do seu blogue e do que a leva a conservá-lo. 

http://www.estantedelivros.com/


«O blogue “Estante de Livros” existe desde julho de 2007 e foi criado com o objetivo principal de partilhar opiniões sobre aquilo que ia lendo, com a possibilidade de se tornar um espaço de troca de ideias, sugestões literárias e interação entre leitores. Sempre gostei de ler, mas a presença assídua na Internet mostrou-me todo um novo mundo de possibilidades no que à leitura dizia respeito e, subitamente, vi-me a interagir com pessoas com a mesma paixão que eu pelos livros. Fiz – e continuo a fazer – muitas amizades por causa do “Estante de Livros” e isso é impagável.

Desde que foi criado, o “Estante” passou por diversas fases – algumas mais animadas e dinâmicas, outras mais paradas e apáticas – mas nunca pensei desistir porque é o meu refúgio, já faz parte de quem sou. Todos precisamos de portos de abrigo, daqueles sítios a que nos sabe bem regressar, como quando reencontramos um velho amigo, e o “Estante”, apesar de ser um espaço virtual, tem sido um desses lugares.

Gosto muito de partilhar opiniões sobre o que vou lendo, ainda que tenha a perfeita noção que continua a existir muito espaço para melhorar os textos que escrevo, a nível de sistematização de ideias, de reflexões, de estrutura e de inspiração. Mas não pretendo ser uma crítica literária profissional, por isso penso que não é grave. Penso que já é muito bom conseguir escrever um texto onde transpareça de forma clara as sensações que um livro me transmitiu, sem erros de português. A satisfação que me dá recomendar um livro e depois haver quem me diga que adorou é incomparável.

Gosto mesmo de escrever sobre o que leio – o que se deve notar pela insistência e frequência com que o faço. Mentiria se dissesse que escrevo em primeiro lugar para terceiros; escrevo para mim, como um diário, mas esperando sempre que isso possa ajudar quem vai ao blogue vem procurar ajuda. E espero continuar a fazê-lo durante muito mais tempo.

Obrigada, Helena, pelo convite para falar sobre o meu blogue.»

Muitas das leituras da Célia correspondem aos géneros e autores que também mais aprecio - uma mistura de ficção contemporânea e fantasia, autores consagrados lusófonos e de língua estrangeira, pelo que a continuarei a seguir com a assiduidade habitual. 

Convido-vos a conhecerem as suas opiniões e a segui-la nas seguintes plataformas:

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Roteiros por Beja #4: Museu da Farmácia e Capela de Nossa Senhora da Piedade

O último roteiro por Beja passou pelo Museu da Farmácia e pela Capela de Nossa Senhora da Piedade, localizados na Santa Casa da Misericórdia de Beja. Ambos os locais mereciam uma recuperação urgente e uma apropriada divulgação.

O Museu da Farmácia (ou Botica do Hospital Grande) pode ser encontrado no antigo Hospital Grande da Nossa Senhora da Piedade ou Hospital da Misericórdia, actual Santa Casa da Misericórdia de Beja. 

Apresenta uma exposição de antigos instrumentos utilizados ao longo do período de vida do Hospital, construído em 1490 por ordem de D. Manuel I, Duque de Beja. Podem ser observadas fotografias dos seus principais doutores, frascos contendo os medicamentos utilizados, balanças, aparelhos de electroterapia, entre outros.
 

Sobre o Museu da Farmácia:
Localizado à entrada da Santa Casa da Misericórdia, na rua D. Manuel I, n.º 9, está aberto dos os dias, das 10h às 12h e das 14h às 17h. A entrada é gratuita. Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Beja


Com cerca de 526 anos, a Capela de Nossa Senhora da Piedade foi criada em 1490 pelo Duque de Beja, D. Manuel I, com permissão de D. João II, representando a transição do gótico, o estilo original, para o manuelino.

Contém profusa talha dourada colocada em 1743, de estilo rococó, provinda do Convento de S. Francisco aquando do seu encerramento em 1834. Esta foi cortada de forma a se conseguir colocar nesta Capela, já que é de menor dimensão comparativamente ao local onde estava colocada no Convento. Há a pretensão, por parte da Santa Casa da Misericórdia e da Diocese de Beja, de que seja avaliada por um especialista e, posteriormente, recuperada, dado o seu avançado estado de deterioração. 

Observam-se frescos do século XVI e quadros também provenientes do Convento de estilo italiano retratando: Zacarias e o anjo Gabriel, o nascimento de S. João Baptista e o registo do nome de S. João Baptista pelo seu pai, Zacarias, por exemplo, além de estátuas de Santo António, S. José e Nossa Senhora de Lourdes.

Ocorreram alterações na disposição da Capela devido ao terramoto de 1755, inclusive com perda dos frescos na abóbada. O chão de tacos não é o original, uma vez que está a tapar o de pedra, onde seriam enterradas pessoas, como era usual nas antigas igrejas.

As janelas do coro permitiam que as freiras assistissem aos cultos resguardadas e o óculo gótico é essencial para a entrada de ar e luz.

À entrada/saída da Capela encontra-se uma lápide com a seguinte inscrição "Abençoado seja quem por aqui passa".

Sobre a Capela da Nossa Senhora da Piedade:
Localizada igualmente na Santa Casa da Misericórdia, na rua D. Manuel I, n.º 9, está aberta todos os dias das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h. A entrada é gratuita. Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Beja

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Prémio recebido, leitora feliz!

A querida Sílvia Pedro, vencedora do primeiro passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer, partilhou connosco a fotografia do seu prémio, que já foi lido:

Segundo ela, foi uma leitura fácil e que não a desiludiu, o que naturalmente me deixa muito feliz, além de incentivada a realizar novos passatempos e a partilhar o prazer de ler.

Podem ver a opinião completa da Sílvia aqui (no seu cantinho de nome Joaninha Azul) à qual agradeço a fotografia e a opinião. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Música ao Domingo #14: Ornatos Violeta "Capitão Romance"


PROJECTO 476 |Gravado no Coliseu dos Recreios de Lisboa a 27 de Outubro de 2012 | Realização: Tiago Pereira com Mariana Rodrigues e Rita Neves | Som: Mariana Pinheiro Rodrigues | Uma produção Tiago Cação para a MPAGDP

Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar
Parto rumo à primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu
Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que resistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou

Eu vi
Mas não agarrei

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz

Eu vi

Mas não agarrei

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Passatempo #4: 2 livros + marcadores [TERMINADO]

Nada melhor para começar esta semana do que um feriado... e mais um passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer.

No mês passado prometi que, caso chegássemos aos 400 likes na nossa página do Facebook, haveria uma surpresa [ver aqui]. Pois aqui fica ela:

2 livros + marcadores

Sobre os livros:
Sinopse:

Sabemos que vivemos num país imperfeito, que nós próprios somos imperfeitos e que as duas coisas talvez estejam relacionadas. Quer dizer, por um lado sim, estão, mas por outro lado não, o mais certo é uma coisa não ter nada que ver com a outra. Para o autor, como provavelmente para os portugueses em geral, não há certezas sobre esta relação direta, apenas hipóteses. Poderá ser a nossa obsessão com o «mais ou menos» ou com o «por acaso»? Serão as nossas embirrações e indignações? Ou passará por esta nossa mania de ter opinião a respeito de tudo e mais alguma coisa, de estarmos convencidos de que a crise que se vive é sempre a pior que Portugal já passou ou de nos afirmarmos orgulhosamente tristes e pessimistas ao primeiro inquérito que nos puserem à frente? Estes e outros assuntos intrigam e ocupam o autor ao longo do livro.

Viver em Portugal é também viver Portugal, país cheio de amor ao amor que os outros têm por nós, doidos por malucos, por telejornais de hora e meia, tudólogos e paixões. Compreender Portugal já é outra história completamente diferente.

Sinopse:

Há uma conspiração mortal que está a ser levada a cabo no coração de Roma.

Apenas um homem poderá evitar que o pior aconteça.

Em Roma, no interior da Basílica de Santa Maria, um padre dispara uma arma, provocando um grande estrondo.

O disparo falha o seu alvo, a agente policial Gabriella Fierro, que anda a investigar desvios de fundos numa igreja. Ela está prestes a descobrir a verdade, mas há quem esteja disposto a tudo para que a verdade permaneça escondida.

Agora, o jornalista Alexander Trecchio, destacado pelo jornal La Repubblica para investigar o mesmo caso, terá de agir rapidamente para revelar uma conspiração que ameaça o futuro da Igreja Católica e salvar Gabriella, antes que seja tarde demais.

Génesis: Um Novo Começo é a história que antecede o sensacional romance Dominus, que a Topseller publicou em maio de 2016.

Regras:
1. Só são válidas as participações em que os dados solicitados sejam correctamente preenchidos.
2. Apenas é permitida uma participação por pessoa e por morada (moradas de envio em Portugal Continental e Ilhas).
3. Só são válidas participações de seguidores da página de Facebook e/ou do blogue, que realizem partilha pública do passatempo, tal como solicitado no formulário.
4. O passatempo termina dia 31 de Agosto às 23h59m.
5. O vencedor será escolhido aleatoriamente através de Random.org.
6. O vencedor será anunciado no blogue e contactado pelo e-mail que indicar no formulário. Tem 72h para responder ao e-mail, caso contrário, será sorteado um novo vencedor.
7. O envio do prémio não representa qualquer custo para o vencedor e a administração do blogue não se responsabiliza por eventuais extravios dos CTT.
8. Caso não concorde com algum dos pontos anteriormente referidos, por favor, abstenha-se de participar.