domingo, 24 de julho de 2016

Música ao Domingo #10: Kasabian "Where Did All the Love Go?"



Never took a punch in the ribcage, sonny
Never met a soul who had no shrine
Keep this all in your mind and get it inside my window

What do we become trying to kill each other?
You're faking it son, gonna get you tonight
I suck another breath to the hearts of the revolution
Because you still ain't right

Where did all the love go?
I don't know, I don't know
(I bet you can't see it)
Where did all the love go?
I don't know, I don't know
(I bet you can't see it)

Can't see the signs of a real change a comin'?
Take another sip from your hobo's wine
Get yourself a million miles from the concrete jungle

This is a time full of fear, full of anger
A hero's exchange for a telephone line
Whatever happened to the youth of this generation
Because it still ain't right

Where did all the love go?
I don't know, I don't know
(I bet you can't see it)
Where did all the love go?
Now I don't know why, oh why

The rivers of the pavement are flowing now with blood
The children of the future are drowning in the flood

Where did all the love go?
Now I don't know why, oh why

In this social chaos there's violence in the air
Gotta keep your wits about you, be careful not to stare

Where did all the love go?
I don't know, I don't know
(I bet you can't see it)
Where did all the love go?
Now I don't know why, oh why
(I bet you can't see it)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Roteiros por Beja #1: Seguindo a antiga muralha

Aos mais despistados podem passar ao lado os vestígios que existem da antiga muralha que rodeava a cidade. Por isso, em contexto de mais uma formação, foi-me proporcionada uma visita guiada para os conhecer. [Para mais informações sobre o Castelo de Beja e a sua muralha ver aqui e aqui]

O ponto de encontro foi a chamada Meia Laranja nas Portas de Mértola, junto ao mais antigo café da cidade, o Luiz da Rocha.

Junto à Caixa Geral de Depósitos, este torreão foi o primeiro vestígio observado das antigas muralhas romanas.

 Por cima da Casa Nataly, um mini mercado, revelou-se mais um pouco.

Na Rua Capitão João Francisco de Sousa, ocultada pelas lojas locais.

Fugindo ao tema principal, estes murais realizados recentemente pela cidade aquando do Beja na Rua, tornaram-se motivo de atracção.

E na continuação da observação da muralha, eis que surge um importante aviso...

...surgindo ela: as suas arestas são feitas em mármore e tem embutida uma cabeça de touro, naturalmente desgastada pelo tempo.

 Na Rua das Portas de Aljustrel.

Da Avenida Miguel Fernandes avista-se o depósito de água, já em processo de demolição, e que se situa na zona onde se localizaria o templo romano da Pax Jvlia.

Mais um dos murais anteriormente referidos, neste caso apresentando o retrato de João Honrado, jornalista e antifascista.  

Surgiu igualmente a oportunidade de visitarmos a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres. Construída em 1672, pela responsabilidade da Irmandade da Nossa Senhora dos Prazeres, o seu espaço reduzido e limitado deve-se ao facto de a muralha da cidade delimitar o espaço disponível para a construção.

As famílias pertencentes a esta irmandade eram detentoras de grande poder económico e financiaram a sua construção, o que se deveu, sobretudo, à rivalidade com Évora, já que estas famílias ambicionavam que a Diocese retornasse a Beja, o que veio a suceder no século XVIII.

Na nave surge um mural (cuja foto se encontra mais abaixo): António de Oliveira Bernardes foi o seu projectista, e poderá dizer-se que é uma espécie de banda desenhada com episódios da vida de Nossa Senhora, utilizando estampas já existentes e reproduzidas em França e Itália. O tecto é o primeiro barroco no país e a sua forma indica que a fé não pode ser contida num espaço físico.

Quanto aos estilos temos, predominantemente: 
  • Maneirismo – no altar-mor;
  • Barroco – naturalismo e rococo – na nave.
No exterior encontra-se a capela de Santo Estevão.
( via Beja y Arrabaldes; foto: Rita Cortês)

Voltamos à muralha, continuamente oculta, perto da Santa Casa da Misericórdia de Beja. A reabilitação deste espaço seria de louvar.

Este roteiro terminou na recém-aberta Torre de Menagem do Castelo de Beja, cuja brancura de agora contrasta com as muralhas que a rodeiam.    

A título de curiosidade, todas as pedras usadas na construção estão assinaladas pelos canteiros que, desta forma, garantiriam os seus pagamentos e, ao se chegar ao cimo, na paisagem que surge destacam-se as torres das igrejas relativamente aos edifícios circundantes.

Para a semana haverá mais!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Passatempo #3: "Quadro de Honra"

Crónicas de uma Leitora está em festa! E numa iniciativa espectacular, a Vera Carregueira, que celebrou ontem o seu aniversário, decidiu presentear os seus seguidores e o As Horas... que me preenchem de prazer resolveu ajudar nas comemorações. Por isso, cedi para oferta um exemplar do livro Quadro de Honra e podem participar aqui.


Sinopse:
Entrevistas retrospetivas com elementos de 35 bandas portuguesas. 

Motivada pela vontade de recordar o passado inscrito ao longo de dezenas de edições, a equipa da revista LOUD! encetou um processo de (re)descoberta de alguns dos discos mais emblemáticos da música pesada nacional.

Falando directamente com os intervenientes e, em alguns casos, reunindo músicos que não estavam juntos há anos, pintou-se um quadro fiel das motivações, processos e consequências dos lançamentos mais importantes da música alternativa em Portugal.

Reunidos pela primeira vez num livro, e com vários originais, esta é a história do movimento underground português em todas as suas variantes, contada pela voz dos seus protagonistas.

Mais uma vez, ficam os parabéns à Vera e o agradecimento por me deixar participar na sua festa!
via GIPHY )

domingo, 17 de julho de 2016

Música ao Domingo #9: António Zambujo "A casa fechada"


Ontem coube a António Zambujo encerrar o Beja na Rua e anunciou que estará, na companhia de Miguel Araújo, a 27 e 28 de Outubro no Pax Julia - Teatro Municipal. Os bilhetes estarão à venda a partir da próxima semana. A não perder!


Aquela casa fechada
não tem vasos na entrada
nem se vê luz de uma vela
dizem que a casa está morta
já ninguém lhe bate à porta
nem se assoma na janela

Às vezes passam rapazes
para mostrar que são capazes
jogam pedras ao telhado
esse lar que ninguém quer
já foi de homem e mulher
antes de ser condenado

Aquela casa fechada
onde o sol tinha a morada
e entrava sem bater
já foi estimada por ti
noutros tempos que eu vivi
e não consigo esquecer

No dia em que tu partiste
a casa ficou tão triste
desde aí que não a vejo
fechei a porta da escada
fiz uma cruz na entrada
e mandei a chave ao Tejo

sexta-feira, 15 de julho de 2016

"As Horas" de Michael Cunningham [Opinião]

Título: As Horas
Título original: The Hours
Autor: Michael Cunningham
Tradutora: Fernanda Pinto Rodrigues 
Data de edição: 2002 (1.ª publicação em 1998)
Editora: Público
Temática: Romance
N.º de páginas: 224
Para adquirir:


Sinopse:
"O livro vencedor do Pulitzer não é uma reescrita, é um mergulho no abismo de Virginia Woolf, que traz à tona o que faz dele uma obra: o abismo singular do seu autor, com o seu próprio poeta demente (Richard, que podemos fazer equivaler a Septimus, mas também a Virginia), os seus beijos inesquecíveis (o de Clarissa e Richard, junto a uma lagoa, ao crepúsculo, e, sobretudo, o de Laura e Kitty, ajoelhadas no chão de uma cozinha na Los Angeles do pós-guerra), a sua cidade (da West e da Greenwich Villages, com os seus quiosques de flores, os seus garotos de patins, a sua experiência da sida, a sua sexualidade difusa, as suas horas monótonas, o seu brilho incandescente, as suas horas de desistir e as suas horas de ressuscitar), a Manhattan em que em vez do primeiro-ministro ou da Rainha as estrelas que suscitam burburinho quando saem à rua são Meryl Streep, Vanessa Redgrave ou Susan Sarandon, e em que a filha de Clarissa já não passeará etérea no vestido justo mas usará ténis como tijolos, um piercing e cabelo rapado." - Alexandra Lucas Coelho, Público

Opinião:

Em As Horas os relatos sobre as vivências das personagens, à medida que as horas decorrem, vão-se alternando em forma de capítulos. O autor conseguiu a proeza de, em cada um dos dias destas mulheres, sintetizar-lhes toda a vida até aí, como se fosse o culminar das suas existências.

Desta forma, inicia-se com o suicídio de Virginia Woolf em 1941 e seguem-se três planos narrativos diferentes:

Em 1923, encontramos Virginia Woolf em Richmond, um subúrbio de Londres. Acompanhamo-la no dia em que inicia a produção da sua obra Mrs. Dalloway. O dilema da sua doença; o sufoco de se ver afastada do centro de Londres, onde estava em pleno contacto com as suas fontes de observação e inspiração; a visita da sua irmã e dos seus três sobrinhos, espelho da vida que possivelmente gostaria de ter; o embate com o marido, exigindo-lhe voltar à vida – tudo surge num dia pleno em significado.

Numa moradia nos subúrbios de Los Angeles, acompanhamos Laura Brown, dona-de-casa que consentiu um casamento e uma vida familiar que não a trazem minimamente preenchida. Dan é o marido, Richie o filho e mais um bebé está a caminho. Sentimos como anseia libertar-se, ainda que a sua vida seja aparentemente normal, satisfatória e, até, desejável. A grande questão que a envolve é: será a procura pela felicidade legítima quando em detrimento do que é moralmente correcto ou, pior ainda, quando pode estilhaçar o futuro da sua família?

Clarissa Vaughn, editora de profissão e residente em Nova Iorque, prepara uma festa para o seu amigo de longa data Richard, poeta recém-laureado com um prémio de consagração da sua carreira, porém, doente com SIDA em estado avançado e que continua a ser dedicadamente cuidado pela amiga. Clarissa tem uma relação homossexual, numa união de facto que dura há mais de uma década com Sally, e uma filha, Julia, uma jovem nascida de uma inseminação artificial. A sua ligação a Richard, provinda da juventude, e o triângulo amoroso que formaram com Louis, marcou a sua vida e trará o momento mais marcante do seu dia.

As vidas destas três personagens interligam-se, directa ou indirectamente, sendo a obra Mrs. Dalloway o denominador comum. Além disso, a frustração de se almejar algo que, quando se concretiza, é fonte de consequências nefastas e irremediáveis, é simultânea a Virginia, Laura e Clarissa.

A adaptação cinematográfica, realizada por Stephen Daldry, transpõe e complementa o livro de modo a que, depois de visionada uma e lido o outro, se tornam indissociáveis.

Classificação: 5,0/5*

Sobre o autor:

Michael Cunningham é autor de As Horas, galardoado com o Pulitzer Prize e o PENFaulkner Award e já adaptado ao cinema; Uma Casa no Fim do Mundo, igualmente adaptado ao grande ecrã; e Sangue do Meu Sangue, todos publicados em Portugal pela Gradiva. Vive em Nova Iorque. Fonte: Gradiva Fotografia: Santa Maddalena Foundation

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os blogues que sigo #1: O Dia da Liberdade

A blogosfera é um mundo extenso e repleto de blogues que sigo, com maior ou menor assiduidade, consoante o tempo disponível. Resolvi, por isso, criar esta rubrica onde blogueres convidados falarão um pouco dos seus espaços, incluindo o que para si significam, quais as suas motivações, o que esperam alcançar.

E a primeira convidada foi a querida Sílvia Reis que, em conjunto com a sua família, dinamiza o blogue O Dia da Liberdade e ninguém melhor do que ela para nos contar tudo sobre ele.


«Já temos blogue desde 2008 mas sempre considerámos o blogue como uma espécie de diário familiar. Com a mudança de casa e de zona, toda a nossa vida mudou, a dinâmica familiar alterou-se e decidimos abandonar e acabar com o blogue antigo. No dia 25 de Abril de 2015 decidimos fazer um novo blogue para irmos colocando um resumo do que gostamos de fazer e isso foi evoluindo. O Dia da Liberdade está relacionado com o dia em que decidimos ir para a frente com o novo blog e com o facto de a mudança nos ter dado outra liberdade que não tínhamos anteriormente.

Somos 6, dois pais e quatro filhos e mais um gato e possivelmente um cão em breve. Eu trato da dinâmica no facebook, do wordpress e contactos. O meu marido está encarregue da rubrica “Uma aventura em família” e o filho J. ajuda com críticas literárias e cinematográficas.

Eu fui professora durante vários anos, no ensino superior, embora nos últimos anos também fizesse traduções. Depois de ter deixado o ensino, continuei com as traduções pois, para além de gostar muito desse tipo de trabalho, este permite-me fazer o que mais gosto: acompanhar os meus filhos.

O meu marido é docente de educação especial, algo que lhe surgiu por vocação e o preenche completamente. Para além disso, é um pai e marido maravilhoso, que divide tarefas domésticas e ajuda os filhos com os TPC.

Os nossos rapazinhos dividem-se em duas secções: os adolescentes e as crianças. Os mais velhos gostam de cinema, tv e desporto embora o J. goste igualmente de ler e lê realmente muito. Os nossos mais novos também adoram ler, ver desenhos animados e andar de bicicleta. Não se veem um sem o outro, mas parecem o cão e o gato quando estão juntos.

Para ser mais fácil organizarmo-nos, pois o tempo escasseia, decidimos dedicarmo-nos ao que mais gostamos, por rubricas. À segunda, temos a rubrica Semanalmente em que discutimos assuntos da atualidade que preocupam a família. No dia seguinte, são os livros e à quarta damos as boas notícias, uma amálgama de notícias que achamos que podem interessar a outros também. Quintas são dia de estreias de cinema e na sexta temos a Prendinha da Semana, onde sorteamos uma prendinha. Durante o fim de semana, só temos Uma Aventura em Família. Isso não significa que, por vezes, não possamos fazer outras publicações, frequentemente as Novidades.

No facebook, temos o Blog do Dia, de 2ª a 6ª e, aos fins de semana, a página de facebook do dia e o AAL – Ato Aleatório de Liberdade, onde divulgamos alguma iniciativa de ajuda ao próximo.

O que mais gostamos é a interatividade com outros e sabermos que alguém está a ler o que escrevemos e gosta do que lê. Esperamos conseguir manter este blogue durante muitos anos e que continuasse a crescer. Estamos quase a chegar aos 1000 seguidores no facebook e gostaríamos de vir a ter mais!

A parte boa é que temos conhecido outras bloggers com quem trocamos ideias e aprendemos muito e isso é óptimo só por si!»

O que mais aprecio no blogue da Sílvia são os seus temas eclécticos, que chegam a todas as faixas etárias, de forma tão despretensiosa e sincera. 

Podem encontrar O Dia da Liberdade nas seguintes plataformas: