quinta-feira, 30 de junho de 2016

Colecção de Clássicos para Leitores de Hoje [Divulgação]

"Para comemorar os seus 35 anos, a Relógio D'Água lança uma colecção de Clássicos para Leitores de Hoje, com traduções cuidadas, prefácios que contextualizam as obras e preços entre 5 e 10€." Conheçam os títulos disponíveis aqui.


E depois disto, não me venham com desculpas para não se lerem autores clássicos!

( via Giphy )

terça-feira, 28 de junho de 2016

1.° piquenique da ASSESTA: entre palavras e partilhas

E, tal como anunciado aqui, dia 25, Sábado, decorreu o 1.° piquenique literário da ASSESTA, inserido na programação do Beja na Rua, e no qual estive presente. Esta presença deveu-se ao convite da escritora e autora do blogue Alentejo Literário, Olinda P. Gil, que já tinha tido prazer de conhecer. 


Os eventos programados decorreram maioritariamente no Largo da Conceição, em frente ao Museu Regional, onde se deu, em simultâneo, o Mercado Livre [iniciativa periódica, da responsabilidade da Arruaça Associação Juvenil, que visa a venda ou troca de produtos usados - aquilo a que se chamaria de feira da ladra e de velharias e que acontece no início de cada estação do ano]. 


E foi aí que a exposição em banca com as obras dos autores no Mercado Livre esteve.


Por volta das 11h, deu-se a flash mob da palavra dita, com Joaninha Duarte, contadora de histórias, Marta D'Almeida, música e cantora e Napoleão Mira, que muito gostei de ouvir na declamação de poemas.


O piquenique literário, mais exclusivo do que o esperado, decorreu no Jardim Público: entre garfadas de salada, mãos cheias de frango assado e apreciados refrescos para o calor aliviar, partilharam-se histórias e anedotas, não se esquecendo alguns livros que marcaram. De modo a preservar a intimidade do momento, optei não tirar fotografias.

Nas arcadas do Museu Regional de Beja, discutiu-se se "Ainda vale a pena escrever?". Com introdução musical de Marta D'Almeida e moderação de Luís Miguel Ricardo, os participantes (Olinda P. Gil, Vitor Encarnação, Joaninha Duarte, Mercedes Guerreiro, enquanto escritores e eu, enquanto leitora e crítica, e, ainda, o participante espontâneo António Oliveira) falaram sobre a sua relação com a escrita, a edição, a leitura, a crítica/opinião, a narração oral. Foi interessante observar como em tão soalheira tarde se juntaram perspectivas tão diferentes sobre o mundo livresco.  E sim, ainda vale a pena escrever, mais não seja pela expressão, pela partilha e pelo enriquecimento do imaginário colectivo, ainda que seja um caminho árduo, repleto de ilusões e, sobretudo, desilusões.


Tive o prazer da oferta de dois livros para opinião no blogue: Contos Breves de Olinda P. Gil e Contos ASSESTA - Alentejo de variados autores: Carlos Campaniço, Dora Nunes Gagos, Fernando Évora, Fernando Guerreiro, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Contente, Luís Miguel Ricardo, Maria Ana Ameixa, Napoleão Mira, Olinda P. Gil, Vítor Encarnação. Curiosa com ambos, já iniciei a leitura do primeiro. 


Em jeito de conclusão, apenas posso agradecer a forma como fui recebida por todos e por ter feito parte de um grupo tão encantador, além de, cereja no topo do bolo, ter sido agraciada com o estatuto de Amiga da ASSESTA.



Para mais informações:

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Passatempo #2: Dia Mundial da Criança [VENCEDOR]

Após o seu término no passado dia 25, chegou a hora de anunciar o vencedor do segundo passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer, especialmente dedicado ao Dia Mundial da Criança [para recordar aqui]. 

Este passatempo contou com 109 participações válidas, tendo sido excluídos alguns participantes que não cumpriram todas as condições de participação ou pelo uso de perfis fraudulentos. 

Realizando-se então a listagem com os participantes validados, o número do vencedor via Random.org é o...
... 56, que corresponde à cara M Maria Silva


Muitos parabéns!

( via GIPHY )

Aguardarei que me forneça a morada de envio, por mensagem privada, para a página oficial do Facebook do As Horas... que me preenchem de prazer.

Não posso terminar sem antes agradecer a todos os que participaram. Até ao próximo passatempo! 

domingo, 26 de junho de 2016

Música ao Domingo #6: Jamie Cullum "All at Sea"


A propósito da sua presença no Cascais Groove'16, aqui deixo o vídeo + letra de uma das músicas que mais gosto deste eterno puto com cara de menino, dedos electrizados e voz cativante.


I'm all at sea
Where no one can bother me
Forgot my roots

If only for a day
Just me and my thoughts
Sailing far away

Like a warm drink it seeps into my soul
Please just leave me right here on my own
Later on you could spend some time with me
If you want to, all at sea

I'm all at sea
Where no one can bother me
I sleep by myself

I drink on my own
I don't speak to nobody
I gave away my phone

Like a warm drink it seeps into my soul
Please just leave me right here on my own
Later on you could spend some time with me
If you want to, all at sea

Now I need you more than ever
I need you more than ever now

If you don't need it every day
But sometimes don't you just crave
To disappear within your mind
You never know what you might find

So come and spend some time with me
And we will spend it all at sea

Like a warm drink it seeps into my soul
Please just leave me right here on my own
Later on you could spend some time with me
If you want to, all at sea

Ooh, if you want to, all at sea
If you want to

sexta-feira, 24 de junho de 2016

"Aos Olhos da Rita" de Rita Bulhosa [Opinião]

Título: Aos Olhos da Rita - Como sinto e vivo a paralisia cerebral
Autora: Rita Bulhosa
Data de edição: 2015
Editora: Guerra e Paz
Temática: Memórias e Testemunhos
N.º de páginas: 176
Para adquirir:

Sinopse:

Ler a Rita é criar nitidez, terminar o impreciso, o indefinido, sobretudo da vontade.

Há um sol de uma galáxia interior que se pôs no centro deste livro. Caminhamos na pura luz. A cada texto transparecemos.

Opinião:

A Rita é uma menina muito especial, não pela problemática que a acompanha desde o nascimento, mas porque, exactamente pela "diferença" que a paralisia cerebral lhe trouxe, se tornou mais sensível e alerta ao mundo em seu redor.

O seu optimismo transparece constantemente, não fosse o sorriso a sua imagem de marca. Por isso, tem uma visão descomplicada - e consciente - do mundo, apelando sempre aos sentimentos mais puros que existem na espécie humana: o amor, a amizade, a solidariedade, a determinação - palavra indissociável do carácter da Rita, a qual, na minha humilde opinião, deverá ter orgulho da personalidade que possui com tão tenra idade, quando os jovens da sua idade ainda se debatem em exclusivo com questões meramente individualistas e do foro íntimo.

Este é um livro que deveria ser inserido no Plano Nacional de Leitura, uma vez que consegue perfeitamente demonstrar uma realidade que os jovens da actualidade, imersos nos seus umbigos, no geral, não conseguem alcançar; não sendo, por isso, desaconselhado a graúdos que, absorvidos por um dia a dia extenuante, se vão esquecendo dos valores pilares dos relacionamentos.

De realçar ainda a sua escrita, despretensiosa, com imensa margem de crescimento, o tocante prefácio de valter hugo mãe e as ilustrações, muitas das quais adoro. Recomendo!

Classificação: 3,5/5*

Esta opinião pode igualmente ser encontrada no Marcas de Leitura.



Sobre a autora:
«Eu sou a Rita, o meu nome completo é Ana Rita Bulhosa da Rocha Pereira. Nasci em Espinho em 17 de Dezembro de 1999, tenho portanto 15 anos. Na verdade eu era para ter nascido dois meses depois mas apressei-me e nasci antes do tempo. Por ter chegado mais cedo, passei dez dias fechada numa incubadora e essa pressa toda fez com que me fosse diagnosticada paralisia cerebral.


Dizem-me que foi por falta de oxigenação das células do cérebro. Não se assustem, isso não quer dizer nada de especial, apenas me condiciona a marcha, a minha forma de caminhar. Preciso de ajuda de uma canadianas. Passei agora para o oitavo ano e adoro escrever e contar histórias. Já agora quero que saibam que estou sempre a sorrir, há até uma associação que tem o meu nome, “O Sorriso da Rita”.» Fonte: TEDxVilaReal

quarta-feira, 22 de junho de 2016

1.º piquenique literário da ASSESTA [Divulgação]


É já no próximo dia 25 de Junho (Sábado) que vai decorrer o 1.º piquenique literário (entre outras actividades) da ASSESTA, integrado no Beja na Rua - Festival de Artes de Rua - e eu não vou faltar! O programa será o seguinte:

10:30 – Receção aos participantes com inscrição, formação de grupos de trabalho e distribuição de missões literárias. (Expositor da ASSESTA no Mercado livre – Largo do museu Rainha Dona Leonor).
11:30 – Flash mob da palavra dita. Com as participações de Joaninha Duarte: escritora, investigadora e contadora de histórias; Napoleão Mira: escritor e artista de spoken word; Marta D´Almeida: música de jazz alentejano; e José Candeias: recitador de poesia. (Mercado livre – Largo do museu Rainha Dona Leonor).
13:00 – Piquenique com letras e iguarias - trazer farnel de letras e iguarias. (local a designar).
15:00 – Tertúlia temática “Ainda vale a pena escrever?”. Com as presenças de Vítor Encarnação: poeta, contista e cronista em vários órgãos de comunicação social; Olinda P. Gil: autora de várias obras em versão e-book – no grupo Porto Editora; Luís Contente: autor de literatura de viagens e fundador da publicação literária Efémera; Helena Isabel Bracieira: blogger e crítica literária; Luís Miguel Ricardo: autor e editor.
16:30 – Balanço das atividades de grupo – plantação de ideias literárias.
17:00 – Encerramento do 1º piquenique literário da ASSESTA.

Durante todo o dia está patente no mercado livre – uma mostra e venda de livros de autores participantes no evento.



Sobre o organizador:
A ASSESTA é Associação de Escritores do Alentejo. Foi pensada em meados de 2013 e constituída em setembro de 2015 (3 de setembro – Castro Verde). Na sua génese estiveram 15 escritores naturais do Alentejo ou com fortes vínculos à região empenhados em promover a literatura nas terras desafogadas de além Tejo. A Sede é na Casa da Cultura de Beja, mas o seu terreno de semeação é o Alentejo todo e as terras vizinhas. A ASSESTA apresenta-se como uma entidade mediadora entre criadores literários e comunidade consumidora de conteúdos literários.

Para mais informações: