Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutora: Maria do Carmo Abreu
Tradutora: Maria do Carmo Abreu
Edição/reimpressão: 2010
Temática: Romance
N.º de páginas: 264
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Sinopse:
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«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de
algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre
todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de
romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que
avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e,
quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim,
qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta
dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez
que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que
compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste
caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No
espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia
então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações
que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até
mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o
nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos
temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»
Opinião:
Óscar Drai é um jovem aventureiro que se perde pelas ruas de Barcelona para combater o tédio, até ao dia em que um canto hipnotizante o leva a invadir uma das velhas mansões. Assim conhece Marina e a luz que se acende perante o seu encontro alumiará as suas solidões. É a história de ambos que ele recordará 15 anos depois.
Através das suas investigações, Óscar e Marina encontram aquele que luta obsessivamente contra o inexorável passar do tempo, condenando-se a ele e todos os que quer salvar à sua perdição.
Ao preceder a tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos, não é de estranhar que em Marina encontremos os elementos caracterizadores dos universos de Zafón. Óscar é a personagem masculina dúbia, Marina é a personagem feminina amaldiçoada, mas cuja fortaleza é invejável. E sempre o ambiente barcelonês, repleto de encantos e recantos, onde ao virar de cada esquina se encontram mistérios cujas resoluções causam danos irreparáveis nos destinos dos seus personagens.
Uma atmosfera densa e a presença de elementos sobrenaturais reportam para O Jogo do Anjo, onde se incluem ainda referências steampunk e a evocação de Frankenstein, com o surgimento de María Shelley e do seu pai, o doutor Shelley.
Tendo em conta o tamanho reduzido da narrativa - em comparação com o enorme O Labirinto dos Espíritos - a acção desenrola-se vertiginosamente e o efeito dramático é mais impactante.
Tornou-se uma leitura mais dura do que as anteriores - ainda que a tenha adorado -, onde Zafón deixava, nos seus finais, a porta aberta ao futuro, ainda que não da forma mais imediata. Em Marina, pela tremenda sensação de impotência, fica a certeza de que algo se perdeu e não mais se poderá reclamar, porque a morte é sempre o mais injusto dos fins.
Uma leitura realizada no âmbito do:
Classificação: 5,0/5*
Sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona em 1964. Inicia a sua carreira literária em 1993 com El Príncipe de la Niebla (Prémio Edebé), a que se seguem El Palacio de la Medianoche, Las Luces de Septiembre (reunidos no volume La Trilogía de la Niebla) e Marina. Em 2001 publica A Sombra do Vento, que rapidamente se transforma num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008), O Prisioneiro do Céu (2011) e O Labirinto dos Espíritos (2016) regressa ao Cemitério dos Livros Esquecidos. As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes. Actualmente, Carlos Ruiz Zafón reside em Los Angeles, onde trabalha nos seus romances, e colabora habitualmente com La Vanguardia e El País. Fonte: WOOK [adaptado]


















