Autora: Rita Bulhosa
Data de edição: 2015
Editora: Guerra e Paz
Temática: Memórias e Testemunhos
Sinopse:
Ler a Rita é criar nitidez, terminar o impreciso, o
indefinido, sobretudo da vontade.
Há um sol de uma galáxia interior que se pôs no centro deste
livro. Caminhamos na pura luz. A cada texto transparecemos.
Opinião:
A Rita é uma menina muito especial, não pela problemática
que a acompanha desde o nascimento, mas porque, exactamente pela
"diferença" que a paralisia cerebral lhe trouxe, se tornou mais
sensível e alerta ao mundo em seu redor.
O seu optimismo transparece constantemente, não fosse o
sorriso a sua imagem de marca. Por isso, tem uma visão descomplicada - e
consciente - do mundo, apelando sempre aos sentimentos mais puros que existem
na espécie humana: o amor, a amizade, a solidariedade, a determinação - palavra
indissociável do carácter da Rita, a qual, na minha humilde opinião, deverá ter
orgulho da personalidade que possui com tão tenra idade, quando os jovens da
sua idade ainda se debatem em exclusivo com questões meramente individualistas
e do foro íntimo.
Este é um livro que deveria ser inserido no Plano Nacional
de Leitura, uma vez que consegue perfeitamente demonstrar uma realidade que os
jovens da actualidade, imersos nos seus umbigos, no geral, não conseguem
alcançar; não sendo, por isso, desaconselhado a graúdos que, absorvidos por um
dia a dia extenuante, se vão esquecendo dos valores pilares dos
relacionamentos.
De realçar ainda a sua escrita, despretensiosa, com imensa
margem de crescimento, o tocante prefácio de valter hugo mãe e as ilustrações,
muitas das quais adoro. Recomendo!
Classificação: 3,5/5*
Esta opinião pode igualmente ser encontrada no Marcas de Leitura.
Sobre a autora:
Esta opinião pode igualmente ser encontrada no Marcas de Leitura.
Sobre a autora:
«Eu sou a Rita, o meu nome
completo é Ana Rita Bulhosa da Rocha Pereira. Nasci em Espinho em 17 de
Dezembro de 1999, tenho portanto 15 anos. Na verdade eu era para ter nascido
dois meses depois mas apressei-me e nasci antes do tempo. Por ter chegado mais cedo,
passei dez dias fechada numa incubadora e essa pressa toda fez com que me fosse
diagnosticada paralisia cerebral.
Dizem-me que foi por falta de
oxigenação das células do cérebro. Não se assustem, isso não quer dizer nada de
especial, apenas me condiciona a marcha, a minha forma de caminhar. Preciso de
ajuda de uma canadianas. Passei agora para o oitavo ano e adoro escrever e
contar histórias. Já agora quero que saibam que estou sempre a sorrir, há até
uma associação que tem o meu nome, “O Sorriso da Rita”.» Fonte: TEDxVilaReal

