Título original: Alice's Adventures through the Looking Glass
Autor: Lewis Carroll
Tradutora: Maria Filomena Duarte
Tradutora: Maria Filomena Duarte
Edição/reimpressão: 1988 (1.ª publicação em 1872)
Editora: Círculo de Leitores
Temática: Literatura juvenil
N.º de páginas: 160
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3.º ciclo, destinado a leitura
autónoma.
Alice do outro lado do espelho (1872) narra o regresso da
jovem ao país encantado da sua primeira aventura, onde desta vez encontrará
personagens como Humpty Dumpty, Tweedledee e Tweedledum. Num quente mês de
Março, Alice brinca com as suas gatas quando se pergunta como será o mundo do
outro lado do espelho. Para sua grande surpresa, descobre que tem o poder de
atravessar um espelho e descobre um livro misterioso que só pode ser lido pelo
seu reflexo. Quando atravessa o jardim das flores vivas, Alice encontra a
Rainha Preta e depara-se com um grandioso jogo de xadrez em que ela terá de
participar.
Opinião:
Um dos pioneiros da literatura infantil, Lewis Carroll, após as aventuras nos país das maravilhas, leva Alice a entrar noutra dimensão através do espelho presente na sua sala, onde tudo segue uma lógica alternativa à nossa. O mundo que encontra está organizado como se de um tabuleiro de xadrez se tratasse, contrariamente ao antecessor, Alice no país das maravilhas, em que os naipes de cartas surgiam constantemente. O caminho percorrido levará Alice a participar no jogo e à possibilidade de vir a ser a rainha.
Um dos pioneiros da literatura infantil, Lewis Carroll, após as aventuras nos país das maravilhas, leva Alice a entrar noutra dimensão através do espelho presente na sua sala, onde tudo segue uma lógica alternativa à nossa. O mundo que encontra está organizado como se de um tabuleiro de xadrez se tratasse, contrariamente ao antecessor, Alice no país das maravilhas, em que os naipes de cartas surgiam constantemente. O caminho percorrido levará Alice a participar no jogo e à possibilidade de vir a ser a rainha.
Sem conseguir esquecer a história de Alice no país das maravilhas, senti que esta leitura me levou para um mundo ainda mais caótico, onde se encontra o total nonsense, numa verdadeira imersão no mais profundo absurdo.
Aquando da recente adaptação cinematográfica, a história teve de ser moldada de modo a que o argumento fosse transponível para filme. Ora, quem já leu o livro compreende perfeitamente este facto: o fio narrativo está longe de ser linear e vários são os episódios em que, o que sobra, é um enorme ponto de interrogação.
Entre Alice no país das maravilhas e Alice do outro lado do espelho, é no primeiro que encontramos as personagens mais icónicas: o Chapeleiro Maluco, o Coelho Branco ou o Gato de Chesire, por exemplo, enquanto que no segundo surgem Humpty Dumpty e Tweedleedee e Tweedledum [em baixo nas ilustrações de John Tenniel], entre inúmeras outras de menor relevo.
É um livro curto, mas que requer a entrega do leitor, para descodificar e penetrar onde o real e o sonho se confundem e a sátira dá, certamente, o ar da sua graça.
Entre Alice no país das maravilhas e Alice do outro lado do espelho, é no primeiro que encontramos as personagens mais icónicas: o Chapeleiro Maluco, o Coelho Branco ou o Gato de Chesire, por exemplo, enquanto que no segundo surgem Humpty Dumpty e Tweedleedee e Tweedledum [em baixo nas ilustrações de John Tenniel], entre inúmeras outras de menor relevo.
É um livro curto, mas que requer a entrega do leitor, para descodificar e penetrar onde o real e o sonho se confundem e a sátira dá, certamente, o ar da sua graça.
Classificação: 4,0/5*
Lewis Carroll (1832-1898), pseudónimo de Charles Lutwidge
Dodgson, distinguiu-se como escritor, matemático e fotógrafo. Autor de contos e
poemas como Jabberwocky, obteve a consagração com Alice no País das Maravilhas
e Alice do Outro Lado do Espelho. Fonte: WOOK



