Autor: Canal de História
1.ª publicação: 2008
Editora: Clube do Autor
ISBN: 9789898452061
Temática: História
Páginas: 440
Sinopse:
"A História da humanidade está repleta de grandes mistérios. Desde as civilizações mais antigas, passando por continentes perdidos e lendários, até um passado mais recente, são incontáveis os factos «históricos» que carecem de uma explicação razoável. Eis Os Grandes Mistérios da História decifrados com o rigor e perícia do Canal de História.
Mitos, lendas e enigmas seculares são explicados na obra Os Grandes Mistérios da História através da exposição de teorias distintas defendidas por historiadores de renome.
A Atlântida existe? Como foram construídas as pirâmides do Egipto? Onde está, afinal, o Santo Graal? Porque continuam a acontecer desaparecimentos no Triângulo das Bermudas? A História está repleta de perguntas sem resposta, enigmas inquietantes que têm deixado perplexos até os investigadores mais reputados.
Civilizações antigas, tesouros ocultos, fenómenos inexplicáveis, personagens lendárias … Os Grandes Mistérios da História revela as respostas aos temas mais controversos e aparentemente incompreensíveis da história da humanidade."
Opinião:
Para todos os amantes da História, seja ela comprovada ou ainda um mito, este é um livro indispensável. Através de uma linguagem acessível, todos os mistérios são apresentados de forma concisa, seguindo-se as teorias e contra-teorias que os tentam desvendar, ou, simplesmente, a sua explicação quando tudo o que o rodeia está já a descoberto. No que me toca, foi uma leitura compulsiva e assaz agradável, mas a minha opinião é tendenciosa, já que adoro História... De qualquer forma, aqui ficam imagens e algumas citações de alguns dos mistérios que achei mais fascinantes:
O mistério dos anasazi
"Mesa Verde, no Sudoeste do Colorado, é uma terra de
canyons escarpados e mesetas elevadas onde se localizam algumas das ruínas
pré-históricas mais impressionantes dos Estados Unidos e alguns dos maiores
mistérios da arqueologia norte-americana. (...) No entanto, ninguém conseguiu
ainda explicar a razão que terá levado os índios anasazi, antigos habitantes do
Sudoeste dos Estados Unidos, a construir estes povoamentos incríveis em
alcantilados para os abandonarem décadas depois e nunca mais regressarem."
O que mais me impressionou: a complexidade das construções,
o desaparecimento sem deixar rasto deste povo e a brutalidade dos rituais que
lhe é associado.
( via Top Tenz )
Os gémeos do Titanic
"Os grandes transatlânticos Olympic, Titanic e Britannic nasceram na primeira década do século XX, quando este tipo de embarcações majestosas dominava o mundo. Os três navios, quase idênticos, tiveram uma existência estranha e um final trágico. Chegou-se mesmo a falar de navios marcados pela desgraça".
O que mais me impressionou: a monumentalidade dos navios - assustadoramente imensos! - e o trágico destino que tiveram.
( via Faro é Faro )
A lenda do rei Artur
"Entre os relatos perduráveis ao longo de séculos na
civilização ocidental, e que chegaram aos nossos dias, salienta-se um cuja
origem data da Alta Idade Média, numa época de convulsas migrações e brutais
guerras étnicas. Um relato de heróis e de grandes batalhas, de um poderoso e
magnânimo rei, de fraternidade de nobres cavaleiros e da sua cruzada para
criarem o mundo perfeito (...) a lenda
do rei Artur e dos seus cavaleiros da Távola (ou mesa) Redonda."
O que mais me impressionou: a explicação clara de todas as possibilidades acerca da remota origem da lenda do rei Artur, incluindo o próprio idealismo medieval que muitos pormenores terá acrescentado a esta lenda.
( via Britannia )
O Santo Sudário
"Desde 1578, atraídos pela mais famosa relíquia do
cristianismo, milhares de crentes acorrem à cidade italiana de Turim. Querem
ver um pedaço de lençol de pouco mais de quatro metros de comprimento por cerca
de um metro de largura, onde se exibe a imagem de frente e de costas de um
homem morto por crucificação. Como tantos outros milhões de cristãos, estão
convencidos de que se trata da autêntica mortalha de Jesus, o «Santo Sudário»
que lhe envolveu o corpo após a sua morte."
O que mais me impressionou: o combate renhido entre a Fé e a Ciência, sem que nenhum ganhe definitivamente. Muitas são as reticências que ficam, ainda que eu me incline a aceitar a datação por carbono 14 que situa a origem do Sudário entre os séculos XIII e XIV - opinião meramente pessoal, influenciada pelo meu agnosticismo, tendente ao ateísmo...


