sábado, 12 de janeiro de 2019

Aquisições de Novembro e Dezembro

E depois da contenção de Setembro e Outubro, veio o desgoverno total nos últimos meses do ano. Felizmente o reflexo na carteira continua a ser diminuto, o espaço é que, para não variar, impõe as suas restrições, pelo que pensar em desfazer-me de alguns livros cuja leitura não seja premente, ou cuja continuidade nas minhas estantes não seja mandatária, será uma prioridade em 2019.

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Relativamente às novas aquisições dou destaque aos clássicos Noites Brancas de Fiódor Dostoiévski, uma obra do autor russo com um teor romântico, lida entretanto e mais do que recomendável e A Flecha Negra de Robert L. Stevenson, pertencente a uma colecção do jornal Público, da qual tenho O Conde de Monte Cristo e Moby Dick, entre outros. 

Além destes encontrei o para mim desconhecido O Romance do Genji hipnotizada pela sinopse e pela capa, o preço sedutor não me deu outra hipótese a não ser adoptá-lo. Ao chegar a casa e após breve pesquisa, descobri ser este o primeiro de dois volumes, pelo que terei, obviamente, de adquirir o segundo tomo em breve (um belo incentivo para uma livrólica anónima, não é?). 

Da Bertrand Livreiros chegou Os Contos de Giuseppe Tomasi di Lampedusa que ofereceu, pelo Natal, duzentos livros a duzentos leitores através de desafios lançados no Facebook. Sendo a escolha aleatória, fiquei surpreendida por a Bertrand Livreiros ter acertado em cheio no meu gosto literário.

Em ficção contemporânea, adquiri A História Secreta de Donna Tartt, neste caso para aproveitar a substituição por outra edição que, tendo o mesmo tradutor, seria melhor pela qualidade do papel e da capa dura características das edições Círculo de Leitores. O Último Adeus de Kate Morton e A Praia de Manhattan de Jennifer Egan resultaram de trocas.

De autores lusófonos temos na pilha Mulheres de Cinza de Mia Couto, oferta da JB Comércio Global e O rapaz de bronze de Sophia de Mello Breyner Andresen que vem continuar a minha colecção das suas obras infantis. Camilo Castelo Branco e o seu Novelas do Minho dispensam apresentações, tal como Os Avieiros de Alves Redol.

Para o fim deixei A Piada Infinita de David Foster Wallace, uma obra da qual tenho ouvido maravilhas. Com receio de uma possível futura ruptura de stock e por ser Natal e o meu aniversário se aproximar, aproveitei uma promoção da WOOK e ofereci-o a mim sem mais hesitações.


Informações sobre todos os livros:

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Leituras de 2018: Top 5

Inspirada por inúmeras partilhas sobre as melhores leituras de 2018, escolhi o meu top 5 de um total de trinta e três leituras realizadas. Aqui fica, sem uma ordem específica.


José Saramago é um dos autores preferidos e pretendo realizar a leitura de, pelo menos, um dos seus livros a cada ano até atingir a totalidade da sua obra. Posto isto, não é admirar que Levantado do Chão tenha marcado o meu ano e surja neste top 5. Até ao momento, ainda que seja impossível gostar de todas as suas obras por igual, este é um autor que nunca me desiludiu. 

Opinião publicada aqui.



Desde 2016 que encontrava estes Contos de Hans Christian Andersen na mesa-de-cabeceira.  Facilmente deixei que se intrometem-se outros livros e, sendo o conto um narrativa curta, nunca senti dificuldade em retomar a leitura, mesmo ficando largos meses sem o fazer. Contudo, foi chegado o momento de a terminar - da mesma colecção tenho Fábulas de La Fontaine e Contos Completos dos Irmãos Grimm, decidindo fazê-lo até ao fim do ano. 



Razões para Viver é o testemunho do autor, Matt Haig, sobre a sua relação com a depressão e a ansiedade. Apesar de sentir que se poderiam ter aprofundado determinados aspectos, considero este livro a introdução e uma ferramenta ideal para familiarizar o leitor com estes conceitos.






 Em Uma Volta ao Mundo com Leitores, Sandra Barão Nobre conduz-nos numa viagem pelo mundo em que o encontro com leitores é o pretexto. Seja qual for a leitura, a autora pretendeu imortalizar os actos de leitura e interrogar sobre a motivação para os mesmos.

Opinião publicada aqui.




Uma narrativa poderosa, O Grande Gatsby é uma das obras maiores de F. Scott Fitzgerald. Nela Jay Gatsby procura recuperar o tempo perdido e resgatar o amor de Daisy Buchanan através da riqueza e do luxo ofuscantes. Envolveu-me os sentidos pela sua prosa delicada, raiando a perfeição e por uma história que não esquecerei tão cedo.