domingo, 14 de abril de 2019

Parceria JB Comércio Global - Panini e Primo [Divulgação]


A parceria com a JB Comércio Global* continua e, mais uma vez, o As Horas... que me preenchem de prazer foi alvo da sua generosidade. 

Assim recebemos dois livros Panini - Milla Maghilla e O Livro Faz Tudo 2 -, tal como uma mala Primo recheada, pronta a estimular a criatividade da pequenada ou dos graúdos mais afoitos.


Além da leitura, os livros Panini promovem a interacção, estimulando a criança a realizar actividades, sejam elas o desdobrar das páginas e de figuras nelas contidas, como em Milla Maghilla, ou a colagem, a pintura e o desenho em O Livro Faz Tudo 2

A maleta Primo pode tornar-se um auxiliar precioso da imaginação, já que no seu interior encontramos um kit variado: um boião de pintura a dedos, lápis de cera, lápis de pastel, plasticina, entre outros materiais especialmente pensados para os artistas de palmo e meio.

Certamente estão garantidas horas de entretenimento e diversão!

Recordem a publicação sobre a apresentação desta parceria aqui, ou visitem directamente a JB Comércio Global, onde podem conhecer estes e outros produtos de papelaria Primo e livros didácticos Panini

*A JB Comércio Global vende exclusivamente para profissionais, não o fazendo de forma directa a consumidores finais - B2B). 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

"Ala Feminina" de Vanessa Ribeiro Rodrigues [Opinião]

Título: Ala Feminina
Autora: Vanessa Ribeiro Rodrigues
Edição/reimpressão: 2018
Editora: Desassossego (chancela da Saída de Emergência)
Temática: Memórias e Testemunhos
N.º de páginas: 272
Para adquirir:

Sinopse:

Pode a reclusão revelar mistérios da condição da mulher?

O que têm em comum uma colombiana, uma romena, uma angolana, uma venezuelana, uma uruguaia, três brasileiras e nove portuguesas? Para elas, a liberdade é um desejo que carregam na mente, livre para sonhar, com o corpo preso num cárcere, labirinto entre o Rio de Janeiro, o Porto e Lisboa.

São mães, vaidosas, filhas, amantes, sonhadoras, escrevem cartas, leem livros, amam. São barqueiras invisíveis entre dois mundos: o mundo cá de fora e um céu gradeado. Este é mais do que um livro-reportagem, é a intuição subjetiva a partir de conversas com mulheres privadas de liberdade: os medos, os desafios, as conquistas, os desabafos, a ânsia de ser livre.

Opinião:

Ouvir, não há muito, relatos sobre a situação das prisões, em específico as limitações derivadas da greve dos guardas prisionais, ressuscitou-me a vontade de escrever sobre este livro.

Vanessa Ribeiro Rodrigues, jornalista de formação, delineia em Ala Feminina um retrato de cunho próprio da condição das prisioneiras em Portugal. Oriundas de outros domínios ou nascidas no nosso país, todas partilham o mesmo destino: a condenação a uma pena efectiva e o estigma do crime. 

A autora envereda por uma linguagem, além de jornalística, literária, não se esquivando a um caminho difícil de trilhar. Nas suas palavras,
 (...) este livro só fazia sentido formar-se em camadas literárias, em linguagens que se sobrepõem, em sedimentos que se transformam numa matéria viva, em fragmentos de histórias e vivências, itinerâncias e recortes do real. - p. 257
Surge assim a forma de contextualizar as passagens entre os actos - as entrevistas - não o tornando um mero repositório de perguntas e respostas. 
Um pai e uma filha reunidos por um crime? Há de Soraia dizer que se a vida assim foi, terá valido a pena. Há de sossegar, perdoar-se, para ter o abraço paterno. Talvez, então, I-t-a-g-u-a-í, essa palavra-verbo, essa onomatopeia prolongada, seja isso mesmo: o som de um rio a misturar-se no outro, numa forma natural de reconciliação. - p. 57 
Vanessa interroga-se, nomeia e dá voz aos anseios das presidiárias. Começa pelo Brasil e recentra-se em Portugal: Margarida, Aurora, Aida, Elis, Agostinha são exemplos das que sonham com o futuro, para algumas ao virar de poucos meses, tecendo planos e a sofrer antecipadamente pela libertação.

Poderíamos afirmar que estas mulheres são vítimas das circunstâncias, e são-lo, sem dúvida. Porém, confrontadas com as decisões que as levaram às celas, tinham consciência da infracção em que poderiam incorrer, ainda que o risco fosse longínquo no seu horizonte. Apresentam-se na defensiva: dependência, pobreza, doença e enganos, a elementar sobrevivência, uma súmula de factores de condicionamento, encurta-lhes a vista e fá-las saltar a barreira entre o certo e o errado por impulso ou premeditação.

As prisões são, para a generalidade da população, uma realidade velada em que a separação entre eles, os que estão presos, e nós, está sempre presente. A tarefa de a tornar conhecida parece hercúlea. A realização destas entrevistas causa incómodos e leva a reflexões sobre o que se esconde, sobre o que tanto se receia mostrar. Pela minha parte, questiono: revelar as condições das prisões poderia produzir empatia suficiente para que surgissem exigências? A voz dos presidiários é limitada, tal como demonstrado nos últimos protestos.

O cumprimento dos seus direitos viabilizará a sua integração na sociedade. Se, à partida, essa garantia for negada, a possibilidade de uma recaída no mesmo padrão de vida - se é que dele conseguiram entretanto sair - será certa. 

Este livro constitui um contributo relevante para tal debate, permitindo em simultâneo uma leitura prazerosa. Poderia, por certo, integrar o Plano Nacional de Leitura. Fica a dica.

Classificação: 4,0/5*

Sobre a autora:
Vanessa Ribeiro Rodrigues é jornalista, realizadora de cinema documental e professora universitária. Navega entre a poesia, o jornalismo, a literatura, o documentário, a fotografia e a pesquisa académica. Colabora de forma independente com vários órgãos de informação. É investigadora em Comunicação para o Desenvolvimento, mestre em Informação e Jornalismo. Realizou o filme documental Baptismo de Terra, sobre a emigração portuguesa no Rio de Janeiro, que recebeu o Prémio de Melhor Documentário Português no Festival de Cinema Art&Tur e a menção especial de TV no Festival de Cinema de Avanca. A reportagem da TSF Palestina, diários de um lugar incerto ganhou uma menção honrosa no Prémio Jornalismo Direitos Humanos & Integração – UNESCO (2015). Em 2014 foi distinguida com o prémio literário OFF FLIP, Paraty, Brasil, na categoria de conto. Fonte: WOOK Fotografia: ISCIA

sábado, 12 de janeiro de 2019

Aquisições de Novembro e Dezembro

E depois da contenção de Setembro e Outubro, veio o desgoverno total nos últimos meses do ano. Felizmente o reflexo na carteira continua a ser diminuto, o espaço é que, para não variar, impõe as suas restrições, pelo que pensar em desfazer-me de alguns livros cuja leitura não seja premente, ou cuja continuidade nas minhas estantes não seja mandatária, será uma prioridade em 2019.

[clicar na imagem para aumentar]

Relativamente às novas aquisições dou destaque aos clássicos Noites Brancas de Fiódor Dostoiévski, uma obra do autor russo com um teor romântico, lida entretanto e mais do que recomendável e A Flecha Negra de Robert L. Stevenson, pertencente a uma colecção do jornal Público, da qual tenho O Conde de Monte Cristo e Moby Dick, entre outros. 

Além destes encontrei o para mim desconhecido O Romance do Genji hipnotizada pela sinopse e pela capa, o preço sedutor não me deu outra hipótese a não ser adoptá-lo. Ao chegar a casa e após breve pesquisa, descobri ser este o primeiro de dois volumes, pelo que terei, obviamente, de adquirir o segundo tomo em breve (um belo incentivo para uma livrólica anónima, não é?). 

Da Bertrand Livreiros chegou Os Contos de Giuseppe Tomasi di Lampedusa que ofereceu, pelo Natal, duzentos livros a duzentos leitores através de desafios lançados no Facebook. Sendo a escolha aleatória, fiquei surpreendida por a Bertrand Livreiros ter acertado em cheio no meu gosto literário.

Em ficção contemporânea, adquiri A História Secreta de Donna Tartt, neste caso para aproveitar a substituição por outra edição que, tendo o mesmo tradutor, seria melhor pela qualidade do papel e da capa dura características das edições Círculo de Leitores. O Último Adeus de Kate Morton e A Praia de Manhattan de Jennifer Egan resultaram de trocas.

De autores lusófonos temos na pilha Mulheres de Cinza de Mia Couto, oferta da JB Comércio Global e O rapaz de bronze de Sophia de Mello Breyner Andresen que vem continuar a minha colecção das suas obras infantis. Camilo Castelo Branco e o seu Novelas do Minho dispensam apresentações, tal como Os Avieiros de Alves Redol.

Para o fim deixei A Piada Infinita de David Foster Wallace, uma obra da qual tenho ouvido maravilhas. Com receio de uma possível futura ruptura de stock e por ser Natal e o meu aniversário se aproximar, aproveitei uma promoção da WOOK e ofereci-o a mim sem mais hesitações.


Informações sobre todos os livros:

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Leituras de 2018: Top 5

Inspirada por inúmeras partilhas sobre as melhores leituras de 2018, escolhi o meu top 5 de um total de trinta e três leituras realizadas. Aqui fica, sem uma ordem específica.


José Saramago é um dos autores preferidos e pretendo realizar a leitura de, pelo menos, um dos seus livros a cada ano até atingir a totalidade da sua obra. Posto isto, não é admirar que Levantado do Chão tenha marcado o meu ano e surja neste top 5. Até ao momento, ainda que seja impossível gostar de todas as suas obras por igual, este é um autor que nunca me desiludiu. 

Opinião publicada aqui.



Desde 2016 que trazia estes Contos de Hans Christian Andersen na mesa-de-cabeceira.  Facilmente deixei que se intrometem-se outros livros e, sendo o conto um narrativa curta, nunca senti dificuldade em retomar a leitura, mesmo ficando largos meses sem o fazer. Contudo, foi chegado o momento de a terminar - da mesma colecção tenho Fábulas de La Fontaine e Contos Completos dos Irmãos Grimm, decidindo fazê-lo até ao fim do ano. 



Razões para Viver é o testemunho do autor, Matt Haig, sobre a sua relação com a depressão e a ansiedade. Apesar de sentir que se poderiam ter aprofundado determinados aspectos, considero este livro a introdução e uma ferramenta ideal para familiarizar o leitor com estes conceitos.






 Em Uma Volta ao Mundo com Leitores, Sandra Barão Nobre conduz-nos numa viagem pelo mundo em que o encontro com leitores é o pretexto. Seja qual for a leitura, a autora pretendeu imortalizar os actos de leitura e interrogar sobre a motivação para os mesmos.

Opinião publicada aqui.




Uma narrativa poderosa, O Grande Gatsby é uma das obras maiores de F. Scott Fitzgerald. Nela Jay Gatsby procura recuperar o tempo perdido e resgatar o amor de Daisy Buchanan através da riqueza e do luxo ofuscantes. Envolveu-me os sentidos pela sua prosa delicada, raiando a perfeição e por uma história que não esquecerei tão cedo.