sábado, 29 de julho de 2017

"Marina" de Carlos Ruiz Zafón [Opinião]

Título: Marina
Título original:  Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutora: Maria do Carmo Abreu
Edição/reimpressão: 2010
Editora: Editorial Planeta
Temática: Romance
N.º de páginas: 264
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Sinopse:


«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»

Opinião:


Óscar Drai é um jovem aventureiro que se perde pelas ruas de Barcelona para combater o tédio, até ao dia em que um canto hipnotizante o leva a invadir uma das velhas mansões. Assim conhece Marina e a luz que se acende perante o seu encontro alumiará as suas solidões. É a história de ambos que ele recordará 15 anos depois.

Através das suas investigações, Óscar e Marina encontram aquele que luta obsessivamente contra o inexorável passar do tempo, condenando-se a ele e todos os que quer salvar à sua perdição. 

Ao preceder a tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos, não é de estranhar que em Marina encontremos os elementos caracterizadores dos universos de Zafón. Óscar é a personagem masculina dúbia, Marina é a personagem feminina amaldiçoada, mas cuja fortaleza é invejável. E sempre o ambiente barcelonês, repleto de encantos e recantos, onde ao virar de cada esquina se encontram mistérios cujas resoluções causam danos irreparáveis nos destinos dos seus personagens. 

Uma atmosfera densa e a presença de elementos sobrenaturais reportam para O Jogo do Anjo, onde se incluem ainda referências steampunk e a evocação de Frankenstein, com o surgimento de María Shelley e do seu pai, o doutor Shelley. 

Tendo em conta o tamanho reduzido da narrativa - em comparação com o enorme O Labirinto dos Espíritos - a acção desenrola-se vertiginosamente e o efeito dramático é mais impactante. 

Tornou-se uma leitura mais dura do que as anteriores - ainda que a tenha adorado -, onde Zafón deixava, nos seus finais, a porta aberta ao futuro, ainda que não da forma mais imediata. Em Marinapela tremenda sensação de impotência, fica a certeza de que algo se perdeu e não mais se poderá reclamar, porque a morte é sempre o mais injusto dos fins.

Uma leitura realizada no âmbito do:



Classificação:  5,0/5*

Sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona em 1964. Inicia a sua carreira literária em 1993 com El Príncipe de la Niebla (Prémio Edebé), a que se seguem El Palacio de la MedianocheLas Luces de Septiembre (reunidos no volume La Trilogía de la Niebla) e Marina. Em 2001 publica A Sombra do Vento, que rapidamente se transforma num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008), O Prisioneiro do Céu (2011) e O Labirinto dos Espíritos (2016) regressa ao Cemitério dos Livros Esquecidos. As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes. Actualmente, Carlos Ruiz Zafón reside em Los Angeles, onde trabalha nos seus romances, e colabora habitualmente com La Vanguardia e El País. Fonte: WOOK [adaptado]

terça-feira, 18 de julho de 2017

Autores ASSESTA - Novos Livros e Projectos [Divulgação]

Venham descobrir as vidas literárias de cinco escritores da ASSESTA - Fernando Évora, Luís Miguel Ricardo, Napoleão Mira, Olinda Gil e Vítor Encarnação -, esta 5.ª feira, às 21h30, na Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago. Fica o convite para um serão entre amantes das letras!


Para mais informações:

domingo, 16 de julho de 2017

Música ao Domingo #39: Miguel Araújo e Samuel Úria "Império"



Acredito que depois de morto serei solto.
Para isso não tenho que ser bom,
Tenho que ser sério.
Não contabilizo as boas acções,
Palavra de escuteiro.
Sem contas de cabeça vou marchar pelo Império.

As leis da estoicidade ligam a sirene.
Pedem que abrande o riso,
Tenho que ser sério.
E ao mandarem-me encostar
Não tiram a mão do coldre.
Deixo o carro e vou marchar pelo Império.

O caminho é estreito demais para o meu ego,
Mas para me tornar numa criança
Tenho que ser sério.
Não é a estrada que se alarga,
Sou eu que me apequeno.
A passo de bebé eu vou marchar pelo Império.

Ser imperialista é coisa tida do passado;
Pra me mostrar tão certamente errado
Tenho que ser sério.
E ao queimarem-me a bandeira
Seguram o facho.
Com orgulho inflamado vou marchar pelo Império.

"Faço o bem que quero e o mal que não quero não faço".
Estava a brincar com a verdade
E tenho que ser sério.
A mão à palmatória e à geada
Para ter coração quente.
Sem estrada congelada vou marchar pelo império.

Sei mais da eternidade que do amanhã,
Mas para um futuro risonho
Tenho que ser sério.
Pedir a mão para não perder o pé
E saber pedir perdão.
Com a carga aliviada vou marchar pelo Império.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Rubricas sobre livros #2: O Livro do Dia


"Editam-se em Portugal 15 mil livros por ano. A maior parte deles nunca encontra os leitores a quem se destina. O Livro do Dia procura ser a montra privilegiada do que de melhor se edita em Portugal nas mais diversas áreas: dos clássicos da literatura à revelação de novos autores, da não-ficção ao livro infanto-juvenil. Diariamente, trazemos à antena um novo livro com a escolha do jornalista Carlos Vaz Marques.

O Livro do Dia, com Carlos Vaz Marques, de segunda a sexta, às 06h25, 10h15, 14h50 e 20h35.

Uma parceria com o Plano Nacional de Leitura."

Para ouvir aqui.

domingo, 2 de julho de 2017

Música ao Domingo #38: The Killers "All These Things That I've Done"


Music video by The Killers performing All These Things That I've Done. (C) 2005 The Island Def Jam Music Group

When there's nowhere else to run
Is there room for one more son
One more son
If you can hold on
If you can hold on, hold on
I want to stand up, I want to let go
You know, you know, no you don't, you don't
I want to shine on in the hearts of men
I want a meaning from the back of my broken hand

Another head aches, another heart breaks
I am so much older than I can take
And my affection, well it comes and goes
I need direction to perfection, no no no no, help me out
Yeah, you know you got to help me out
Yeah, oh don't you put me on the backburner
You know you got to help me out, yeah

And when there's nowhere else to run
Is there room for one more son
These changes ain't changing me
The cold-hearted boy I used to be

Yeah, you know you got to help me out
Yeah, oh don't you put me on the backburner
You know you got to help me out, yeah
You're gonna bring yourself down
Yeah, you're gonna bring yourself down
Yeah, you're gonna bring yourself down

I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier

Yeah, you know you got to help me out
Yeah, oh don't you put me on the backburner
You know you got to help me out
Yeah, you're gonna bring yourself down
Yeah, you're gonna bring yourself down
Yeah, oh don't you put me on the backburner
You're gonna bring yourself down
Yeah, you're gonna bring yourself down

Over and again, last call for sin
While everyone's lost, the battle is won
With all these things that I've done
All these things that I've done
(Time, truth, hearts)
If you can hold on
If you can hold on

Fonte: SongMeanings