domingo, 30 de abril de 2017

Música ao Domingo #35: Arctic Monkeys "Brianstorm"


Video for the single 'Brianstorm'. First single to be released from forthcoming album Favourite Worst Nightmare, out April 2007. | www.arcticmonkeys.com | www.dominorecordco.com

Brian
Top marks for not trying
So kind of you to bless us
With your effortlessness
We're grateful, so strangely comforted

And I wonder
Are you putting us under
'Cause we can't take our eyes
Off the t-shirt and ties combination?
Well, see you later, innovator

Some want to kiss, some want to kick you
There's not a net you couldn't slip through
Or at least that's the impression I get
'Cause you're smooth, and you're wet
And she's not aware yet
But she's yours

She'll be saying, use me
Show me the jacuzzi
I imagine that it's there, on a plate
You're whole rendezvous rate
Means that you'll never be frightened
To make them wait for a while
I doubt it's your style
Not to get what you set
Out to acquire the eyes are on fire
You are the unforecasted storm
Hup

Calm, collected and commanding
(Top marks for not trying)
You leave the other stories standing
With your renditions and jokes
Bet there's hundreds of blokes
That have wept 'cause you've stolen their

Thunder
Are you putting us under
'Cause we can't take our eyes
Off the t-shirt and ties combination

Well, see you later, innovator

Fonte: Google

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Passatempo #6: Dia Internacional do Livro Infantil [VENCEDOR]

A propósito do Dia Internacional do Livro Infantil, o As Horas... que me preenchem de prazer decidiu oferecer O Fantasma de Canterville de Oscar Wilde [para recordar aqui]. 


Assim, anuncio com prazer que a vencedora é...


Muitos parabéns!

Irei de seguida contactá-la e aguardarei que me confirme a sua morada de modo a proceder ao envio do livro.

Muito obrigada a todos os que participaram e não se esqueçam: têm até 7 de Maio para  ganhar um exemplar de Emily L. de Marguerite Duras! Participem aqui.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Livros censurados antes da Revolução de Abril

Entre muitas das liberdades conquistadas após o 25 de Abril, uma das mais preciosas será a da leitura livre de condicionamentos de qualquer espécie. Através da relação elaborada por José Brandão, relativa aos livros proibidos nos anos da ditadura [ver aqui], procurei alguns títulos que constassem da minha biblioteca e que, sem a revolução que alterou para sempre a história do nosso país não poderiam ser adquiridos, quanto mais lidos, sem subterfúgios engenhosos.

Nesta selecção, de entre os livros lidos (com excepção de Manhã Submersa e O Amante de Lady Chatterley) considero os mais marcantes Esteiros Capitães da Areia. Ambos tendo como personagens crianças órfãs ou pertencentes famílias desestruturadas, alvo de privações e sem direitos considerados garantidos nos dias que correm, como a saúde ou a educação. Talvez seja esse o motivo por que os seus retratos são tão tocantes e genuínos.


As sinopses:

Manhã Submersa de Vergílio Ferreira: O despertar para a vida de uma criança, entre a austeridade da casa senhorial de D. Estefânia, a sensualidade da sua aldeia natal e o silêncio das paredes do seminário. Um jovem seminarista de 12 anos, é obrigado a ir para o seminário. E a história desenrola-se em torno das vivência e sentimentos que o jovem seminarista vai experimentando. Num ambiente negro, triste, ríspido e severo do seminário, o jovem descobre-se e descobre o mundo que o rodeia: a repressão na educação, a pobreza da sua terra, as desigualdades sociais, o desejo do seu corpo, a camaradagem, a amizade, o amor. 

Gaibéus de Alves Redol é um clássico do neo-realismo português: descreve o drama de um rancho de ceifeiros que do Norte do País descem a participar na batalha sem fim travada na lezíria. Esta obra já foi vertida no sistema Braille. Publicações Europa-América sente-se honrada por reeditar uma obra de um dos maiores escritores contemporâneos, que sempre soube defender os humilhados, ofendidos e deserdados. Com opinião aqui.




O Amante de Lady Chatterley de D. H. Lawrence é por muitos considerado como o romance pioneiro ao abordar questões de sexo e amor na literatura contemporânea. O papel que a energia sexual desempenha em todo o livro provocou reacções indignadas e escandalizadas das fracções mais puritanas e institucionais - a sua primeira edição, de 1928, foi impressa em Itália, depois de uma proibição em Inglaterra, onde só seria integralmente autorizado em 1960. No centro da narrativa está a relação, muito física, entre um proletário e uma mulher da aristocracia. 


Bichos de Miguel Torga, incluído no Plano Nacional de Leitura, Bichos é um dos mais lidos e famosos livros de Miguel Torga. A respeito desta obra dirigia-se ao leitor com as seguintes palavras: 

«São horas de te receber no portaló da minha pequena Arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-te uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto. Este livro teve a boa fortuna de te agradar, e isso encheu-me sempre de júbilo. […]

És, pois, dono como eu deste livro, e, ao cumprimentar-te à entrada dele, nem pretendo sugerir-te que o leias com a luz da imaginação acesa, nem atrair o teu olhar para a penumbra da sua simbologia. Isso não é comigo, porque nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam. Saúdo-te apenas nesta alegria natural, contente por ter construído uma barcaça onde a nossa condição se encontrou, e onde poderemos um dia, se quiseres, atravessar juntos o Letes […].»

Esteiros de Soeiro Pereira GomesGineto, Gaitinhas, Malesso, Maquineta, tantos outros, são os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo. Sujeitos à dureza do trabalho quando o conseguem arranjar, vadiando ou roubando para comer durante o resto do tempo, apesar de tudo - sonham.

Esteiros é um dos textos inaugurais do neo-realismo e um romance marcante da literatura portuguesa do século XX. 




Capitães da Areia de Jorge Amado, publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e desde então sucederam-se as edições nacionais e estrangeiras, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema.

Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza, dramatismo e lirismo poucas vezes igualados na literatura universal, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia.

Dividido em três partes, o livro atinge um clímax inesquecível no capítulo .Canção da Bahía, Canção da Liberdade., em que é narrada a emocionante despedida de um dos personagens da história, que se afasta dos seus queridos Capitães da Areia «na noite misteriosa das macumbas, enquanto os atabaques ressoam como clarins de guerra». 

domingo, 23 de abril de 2017

"Emily L." de Marguerite Duras [Opinião + Passatempo #7]

No As Horas... que me preenchem de prazer é já habitual comemorar as efemérides literárias com o lançamento de passatempos. É por isso que, assinalando-se hoje o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, vos deixo a opinião sobre Emily L. de Marguerite Duras, uma publicação da Edições Texto & Grafia e que gentilmente cedeu um exemplar para sortear entre os nossos seguidores.

Título: Emily L.
Título original: Emily L.
Autora: Marguerite Duras
Tradutor: João Carlos Alvim
Edição/reimpressão: 2017
Editora: Edições Texto & Grafia
Temática: Romance
N.º de páginas: 128
Para adquirir:

Sinopse: 

No conjunto da obra de Marguerite Duras, Emily L. é visto pela generalidade dos seus admiradores e pela crítica literária como o texto mais identificador da sua maneira de descrever, de cruzar personagens e histórias de uma forma quase sempre misteriosa; e talvez também o seu melhor romance.

Um romance tão importante deve estar ao dispor do público português, o que não acontecia há anos. É por isso que as Edições Texto & Grafia consideram que esta é a altura oportuna para trazer até aos seus leitores esta obra fundamental de Marguerite Duras, publicada originalmente em 1987.

Opinião:

Verão em Quillebeuf, localidade contígua ao rio Sena e quase perto da sua foz. Com vista para este cenário um pretenso casal, possivelmente de escritores, encontra-se num bar onde, na sua troca de divagações surgem acusações veladas - "Por vezes, quando falamos os dois, isso é tão difícil como morrer" - e uma procura de sentido sobre aquilo que os une, ou desune.

Ao engano vamos se julgamos que encontraremos a história da narradora e do seu incógnito companheiro com que a narrativa se inicia. Até ao fim há um desconhecimento das circunstâncias da sua ligação, dando azo a especular se não seria  a voz de Marguerite Duras a acompanhar-nos. Será antes dado destaque ao amor de um casal de ingleses, Captain e a sua mulher poeta, Emily L. A sua vida será recriada pelo casal de observadores e nela se fala de infidelidade, abdicação e fuga. A fuga necessária para preservar um amor conservado em álcool e marcado pela diferença entre classes sociais e entendimentos.

Dividida em pequenas partes ao invés de capítulos, é uma leitura que flui sem entraves, porém paragens para reflexão exigem-se. A história adquire importância relativa pelas suas indefinições: um relato que não explora os pormenores em demasia, dando primazia aos sentimentos e emoções das personagens.

Surgem apontamentos sobre a criação literária que reflectem a visão da narradora e, quem sabe, a da própria autora: "Que alguém tenha dito isso naquele dia é o que fará com que este livro se escreva. O livro será sincero. Que o tenhamos dito nós, ou o tenhamos ouvido através da parede, dito por outro qualquer a uma outra qualquer, é indiferente para o livro, uma vez que o ouviu ao mesmo tempo que eu ouvi, num mesmo lugar. Num mesmo susto".

Uma falha que aponto é a ausência de tradução das frases em inglês. Quem desconheça a língua terá certamente de recorrer a um dicionário variadas vezes.

Este livro é um exercício que nos leva a questionar as problemáticas da capacidade criativa dos escritores e, tema intemporal, o papel do amor nas nossas vidas.


Classificação: 4,0/5*

Sobre a autora:
Escritora e cineasta francesa, Marguerite Duras nasceu no Vietname em 1914 e veio a falecer em 1996 em França. A sua obra, habitada por personagens em busca de amor até aos limites da loucura ou do crime, foi visceralmente marcada pela juventude passada na Indochina. O romance autobiográfico L'Amant (1984) foi adaptado ao cinema. Escreveu também o argumento do filme Hiroxima meu amor e realizou Nathalie Granger (1973) e India Song (1975). Fonte: WOOK | Fotografia: Pinterest


Regras:
1. Só são válidas as participações em que os dados solicitados sejam correctamente preenchidos.
2. Apenas é permitida uma participação por pessoa e por morada (moradas de envio em Portugal Continental e Ilhas).
3. Só são válidas participações de seguidores da página de Facebook e/ou do blogueque realizem partilha pública do passatempo mencionando dois amigos (na partilha), tal como solicitado no formulário.
4. O passatempo termina a 7 de Maio às 23h59m.
5. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do mecanismo criado para o efeito pertencente aos formulários Rafflecopter.
6. O vencedor será anunciado no blogue e contactado pelo e-mail que indicar no formulário. Tem 72h para responder ao e-mail, caso contrário, será sorteado um novo vencedor.
7. O passatempo é realizado em parceria com a editora Edições Texto & Grafia, que cede um (1) exemplar para sorteio.
8. O envio do prémio não representa qualquer custo para o vencedor e a administração do blogue e a editora não se responsabilizam por eventuais extravios dos CTT.
9. Caso não concorde com algum dos pontos anteriormente referidos, por favor, abstenha-se de participar.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Rubricas sobre livros #1: Os Livros

Existem várias rubricas sobre literatura. algumas em emissão, outras disponíveis online e, como tal, considerei relevante partilhar as que acompanho. Aqui fica a primeira recomendação:


Em Os Livros aos “sábados e domingos, na RTP3, Inês Fonseca Santos passa-lhe o testemunho de um livro, na companhia de quem o leu ou de quem o escreveu.” Horário: 12h50 e 20h50.

Para acompanhar aqui. | Página oficial no Facebook aqui.

Edição e apresentação: Inês Fonseca Santos | Realização e imagem: Pedro Macedo  | Montagem: Micael Espinha | Design: Pedro Rodrigues | Música: Tiago Inuit | Assessoria jurídica: Patrícia André | Produção: Framed Films  | Maquilhagem: Rita Fialho | Cabelos: Elvira Guedes Day Spa 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

"O Prisioneiro do Céu" de Carlos Ruiz Zafón [Opinião]

Título: O Prisioneiro do Céu
Título original:  El Prisionero del Cielo
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Sérgio Coelho
Edição/reimpressão: 2012
Editora: Planeta Editora
Temática: Romance
N.º de páginas: 400
Para adquirir:


Sinopse:


Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.

Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.

Opinião:

Desta tetralogia de Carlos Ruiz Zafón, em que se revisita o Cemitério dos Livros Esquecidos, O Prisioneiro do Céu foi a terceira obra publicada. Em relação às duas anteriores, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu assume o papel de prefácio para a primeira e de posfácio para a segunda, esclarecendo vários aspectos, sobretudo de O Jogo do Anjo em que, no fim de contas, nem tudo correspondeu à realidade.

Mistérios por desvendar continuam a marcar esta narrativa através dos artifícios linguísticos característicos da escrita de Zafón,  porém ausente o sobrenatural marcante em O Jogo do Anjo, e  mais presente desta vez a ficção de teor histórico e social.

É neste contexto que a tão adorada personagem de A Sombra do Vento, Fermín Romero de Torres, surge para novamente brilhar. As revelações acerca do seu passado como prisioneiro no sinistro castelo de Montjuic ainda mais o engrandecem pelo perseverança do seu espírito irreverente. Sujeito a tais condições muitos teriam pura e simplesmente sucumbido à morte ou à loucura.

As condições desta prisão e a luta por um lugar ao sol da personagem Mauricio Valls, director de tão amistoso lugar e o antagonista, mostram o funcionamento da máquina franquista, a escalada na hierarquia instalada na típica luta pelo poder e, na base, os estropiados, esquecidos e sobreviventes, como Fermín ou Rociíto.

Relativamente a outras personagens anteriores, surge igualmente o famigerado David Martín, ele sim o prisioneiro do céu, cuja história terminou de forma abrupta em O Jogo do Anjo e que, afinal, é ainda mais trágica do que se poderia imaginar. Em Daniel Sempere, a quem Fermín dirige os seus desabafos, encontramos os efeitos do que lhe havia sucedido em A Sombra do Vento e descobrimos que homem se tornou. 

Em menos de dois dias estava lido, embrenhada que fiquei com a narrativa de Fermín, como se o mesmo ma estivesse a contar naquela mesa de restaurante.  O final deixa em aberto a mudança sentida em Daniel e em suspenso a sua possível conversão para a escuridão que no seu íntimo nasceu, causando grande ansiedade em relação ao desfecho desta saga no último volume O Labirinto dos Espíritos.   

Uma leitura realizada no âmbito do:


Classificação: 4,5/5*

Nota: 
Rosa de fuego é um conto que nos revela algumas pistas sobre a origem do Cemitério dos Livros Esquecidos e que, segundo o Goodreads, se situa entre O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Das versões disponíveis online (desconheço se estará disponível a versão em papel) em espanhol e inglês, decidi-me por ler a espanhola. 

Outrora um homem brilhante e poderoso, a sua insatisfação fá-lo aceitar um novo desafio proposto pelo último imperador romano de Constantinopla, porém não o executa a tempo de o implementar, antes da queda da cidade. Edmond de Luna, o arquitecto de labirintos, regressa então à Barcelona do século XV, na época da Inquisição, e traz uma maldição para a cidade e a origem do local mais nebuloso e, em simultâneo, fascinante e intrigante da tetralogia de Zafón. 

Apesar de demasiado curto e de consistir em mais um estímulo para explorar este labirinto misterioso que maravilha os leitores, este conto carrega em si a veia fantástica do autor e uma moral tão velha como o mundo: a ambição desmedida não trará nada além da destruição. 

Classificação: 4,0/5*

Sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona em 1964. Inicia a sua carreira literária em 1993 com El Príncipe de la Niebla (Prémio Edebé), a que se seguem El Palacio de la Medianoche, Las Luces de Septiembre (reunidos no volume La Trilogía de la Niebla) e Marina. Em 2001 publica A Sombra do Vento, que rapidamente se transforma num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008), O Prisioneiro do Céu (2011) e O Labirinto dos Espíritos (2016) regressa ao Cemitério dos Livros Esquecidos. As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes. Actualmente, Carlos Ruiz Zafón reside em Los Angeles, onde trabalha nos seus romances, e colabora habitualmente com La Vanguardia e El País. Fonte: WOOK [adaptado]

domingo, 9 de abril de 2017

Música ao Domingo #34: The Gift "Primavera"



Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci

Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti

E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim

Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...

Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim

Não sou tão só, somente só

Fonte: YouTube

quarta-feira, 5 de abril de 2017

"Eusébio Macário" de Camilo Castelo Branco [Opinião]

Título: Eusébio Macário
Autor: Camilo Castelo Branco
Edição/reimpressão: 2016
Editora: Alêtheia Editores
Temática: Romance
N.º de páginas: 120
Para adquirir (outra edição da obra):
 

Sinopse:

«Camilo confessa em carta a um amigo que teve a intenção de divertir o público. "Estimo que o Eusébio Macário fizesse rir. Era o escopo que eu tinha em olho." Mas quê? Pode-se fazer rir de muitas maneiras, e Camilo não ajuda a dizer qual. Pelo contrário, lança sobre o caso uma cortina de fumo (será talvez excessivo dizer: engendra uma estratégia). E nós especulamos. Seria o Eusébio Macário um simples exercício de emulação de escola, empreendido quase por diversão? Ou, menos inocentemente, uma caricatura acintosa? Ou ainda uma vingança espirrada na cara dos atrevidos arautos da nova literatura, que afanosamente desacreditavam os cânones ficcionais a que Camilo toda a vida tinha obedecido, e na verdade tinham feito a sua reputação literária?» A. M. Pires Cabral, in Prefácio

Opinião:

De Camilo Castelo Branco havia lido há alguns anos A Queda Dum Anjo e Amor de Perdição: duas obras claramente resultantes da pena do mesmo autor, contudo totalmente opostas nos temas abordados.

Em Eusébio Macário, o prefácio foi preponderante para compreender o propósito da obra: através de uma impiedosa «tentativa» de imitação, Camilo quis parodiar o estilo em que se alcançaria o expoente máximo com Eça: o realismo. O resultado é uma história tremendamente divertida, com enumerações longuíssimas, descrições detalhadas e personagens, no mínimo, ridículas.

Em resposta a um desafio da sua companheira Ana Plácido, Camilo respondeu-lhe com esta história. Eusébio Macário é o boticário da terra, um negócio que herdou do pai, incluindo as fórmulas utilizadas para a cura de todo o tipo de maleitas. Em seu redor coexistem um conjunto de personagens inesquecíveis de tão risíveis: o filho José Fístula, canastrão inveterado que, após uma passagem pouco proveitosa pela universidade de Coimbra, se dedica ao negócio do pai; a filha Custódia, rapariga dada aos bailaricos; o abade Justino, seu grande amigo que de religião pouco prega e que de política - e mulheres - muito sabe e a «fêmea» deste abade, Felícia: sendo-lhe bastante dedicada é, em igual medida, mal amada.

Todos vivem em Basto, localidade do Norte de Portugal, na década 20 do século XIX. A ordem das coisas altera-se devido à chegada do «brasileiro» Bento, o comendador e irmão de Felícia, recheado da fortuna - e que fortuna! - encontrada no Brasil, que decide visitar a irmã e, naturalmente, todas as atenções lhe passam a ser reservadas.

Num puro desafio satírico, Camilo criou situações num enredo risível do princípio ao fim. A quem for possível ultrapassar as condicionantes linguísticas - que até senti serem menores comparativamente a A Queda Dum Anjo - esta pode ser uma leitura prazerosa e, acima de tudo, muito divertida, algo a que o autor me habitou.

A moral desta história leva-nos a reflectir sobre o poder do dinheiro para alterar estilos de vida, ambições, sonhos, esperanças e, até, o conformismo.

Classificação: 4,0/5*

Sobre o autor:
Camilo Castelo Branco nasce na Encarnação, Lisboa, no dia 16 de março de 1825, e faleceu no dia 1 de Junho de 1890 em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão. Era filho ilegítimo de Manuel Joaquim Botelho e Jacinta Maria. Passou a infância em Vila Real (Trás-os-Montes), depois da morte dos pais. Frequentou a sociedade portuense, dedicando-se ao jornalismo, e teve uma vida romanticamente agitada, desde vários casos amorosos e prisão. Sentindo-se cego, suicida-se com um tiro na cabeça na casa de São Miguel de Seide. Notabilizou-se com várias novelas, uma delas Amor de Perdição, adaptada diversas vezes ao cinema. É um dos maiores escritores portugueses do século XIX e o mais prolífico. Quase toda a sua obra ficcional se insere na corrente romântica, tendo feito algumas experiências que partilham certas características com a estética realista e naturalista, como Eusébio Macário (1879), A Corja (1880) e A Brasileira de Prazins (novela, 1883). Fonte: Projecto Vercial Fotografia: Luso Livros

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Aquisições de Março

Prevendo um Abril modesto, entre trocas, ofertas, passatempos e compras Março foi mais um mês muito fértil relativamente ao crescimento da minha biblioteca:


O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry e Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll resultam da oferta, por parte da Revista Visão, pela minha opinião [ver aqui] no âmbito da iniciativa Ler Faz BemSão edições lindíssimas, a primeira com anotações de José Luís Peixoto, a segunda comentada por Rui Reininho e constituem um óptimo pretexto para a releitura destes clássicos infantis. 

No Dia Mundial da Poesia aproveitei a promoção da WOOK para adquirir Todas as Palavras de Manuel António Pina, livro constante da minha wishlist há alguns anos. Da mesma forma, fiquei muito feliz por receber Memórias do Cárcere de Camilo Castelo, um dos autores clássicos portugueses que mais prazer tenho em ler.

Quanto a leituras, podem encontrar a opinião sobre Diário de Florbela Espanca aqui e Amor em Minúsculas de Francesc Miralles terá opinião publicada em breve.

Todas as informações sobre os livros:

domingo, 2 de abril de 2017

Passatempo #6: Dia Internacional do Livro Infantil

A 2 de Abril assinala-se o Dia Internacional do Livro Infantil, pelo que o As Horas... que me preenchem de prazer associou-se à festividade e tem para oferecer aos seus seguidores O Fantasma de Canterville de Oscar Wilde, uma edição Porto Editora. 

Sobre o livro:

A primeira história publicada por Oscar Wilde leva-nos a um castelo assombrado, adquirido por uma abastada família americana que não acredita no sobrenatural, obrigando o pobre fantasma residente a encetar uma série de estratagemas para assustar os seus novos hóspedes. Nunca o fantástico, o terror e a comédia se combinaram numa trama tão genial, que nos diverte e nos leva a refletir sobre os valores mais elevados da vida.

A Coleção Reino das Letras nasce da vontade de aliar a magia das melhores histórias de todos os tempos à leitura sempre renovada que delas podemos fazer. No Reino das Letras, o rei chama-se Sonho e a rainha Imaginação!

Regras:
1. Só são válidas as participações em que os dados solicitados sejam correctamente preenchidos.
2. Apenas é permitida uma participação por pessoa e por morada (moradas de envio em Portugal Continental e Ilhas).
3. Só são válidas participações de seguidores da página de Facebook e/ou do blogueque realizem partilha pública do passatempo mencionando dois amigos (na partilha), tal como solicitado no formulário.
4. O passatempo termina a 24 de Abril às 23h59m.
5. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do mecanismo criado para o efeito pertencente aos formulários Rafflecopter.
6. O vencedor será anunciado no blogue e contactado pelo e-mail que indicar no formulário. Tem 72h para responder ao e-mail, caso contrário, será sorteado um novo vencedor.
7. O envio do prémio não representa qualquer custo para o vencedor e a administração do blogue não se responsabiliza por eventuais extravios dos CTT.
8. O passatempo não é patrocinado por qualquer grupo editorial, sendo o exemplar em questão adquirido e sorteado a título pessoal.
9. Caso não concorde com algum dos pontos anteriormente referidos, por favor, abstenha-se de participar.