Edição/reimpressão: 2007
Editora: Oficina do Livro
Temática: Romance
N.º de páginas: 192
Para adquirir:

Sinopse:
Uma criança que adivinha o futuro e um homem que escreve cartas de amor cruzam-se num universo mágico de lendas e crenças.
Opinião:
Algures ouvi comentar que Joaquim Figueira Mestre, falecido director da Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago, era um bom escritor. Por isso, quando me surgiu a oportunidade de adquirir este A Imperfeição do Amor, não hesitei.
As histórias que conta desenrolam-se em Mazouco, vila galega, e nas aldeias circundantes. Nesta vila, onde as ocorrências extraordinárias apenas haviam surgido como ficção, contadas de boca em boca, dá-se um acontecimento invulgar: Quico Regueiro, filho dos taberneiros, nasce com um sinal em forma de sardinha e, durante treze dias, a abundância deste peixe nas águas de Mazouco é excepcional. Passará a ser considerado um santo e a sua vida é em tudo por isso limitada, tornando-se o ícone da terra.
Além de acompanharmos a sua existência, seguimos a de várias outras personagens das quais se destacam a de Ilena, filha da anã, infeliz e trágica; a de Fernando, um padre pouco respeitoso quanto ao celibatarismo e com um percurso de inconstâncias trespassado; ou a de Manuel de la Formoseda, um escritor, para todos os lacónicos, de cartas de amor.
No que à narração diz respeito, momentos houve em que me pareceu apressada, com algo por contar nas entrelinhas de histórias que teriam potencial para maior desenvolvimento. Porém, neste universo marcado pela superstição e pela magia, mas igualmente pelo preconceito, a imaginação do autor surpreende e desperta imagens difíceis de esquecer, como a de uma casa assombrada à beira-mar de onde se ouvem os gritos dos náufragos falecidos.
Pretendo, desta forma, apesar de não me ter conquistado inteiramente, ler mais obras deste autor, tais como O Perfumista ou Breviário de Almas, vencedor do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca.
Classificação: 3,5/5*
Nota: A propósito de homenagear este escritor e "promover, defender e valorizar a Língua Portuguesa e a Identidade e Diversidade Cultural da Região Alentejo", num protocolo estabelecido entre a ASSESTA e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, foi criado o Prémio Literário Joaquim Mestre. Mais informações sobre o mesmo aqui.
Sobre o autor:
Para adquirir:
Sinopse:
Uma criança que adivinha o futuro e um homem que escreve cartas de amor cruzam-se num universo mágico de lendas e crenças.
A vila de Mazouco, na Galiza, nunca mais foi a mesma desde a
noite em que uma estrela parou sobre a taberna de Xosé Regueiro e nasceu o seu
filho, Quico Regueiro. Os acontecimentos que se seguiram, deixando todos
maravilhados, vão construindo e ao mesmo tempo desvendando uma teia narrativa
que evoca autores como Juan Rulfo ou Gabriel García Márquez.
Uma criança prodigiosa capaz de adivinhar o futuro, a
história de um pastor enganado pela mulher, uma artista de circo pouco dada aos
pudores da vida ou um homem que escreve cartas de amor que enfeitiçavam as
mulheres fundem-se numa história de grande riqueza onírica e uma linguagem
poética envolvente.
Depois de O Perfumista, editado também pela Oficina do Livro, A Imperfeição do Amor vem confirmar a originalidade da escrita de Joaquim Mestre na literatura portuguesa actual.
Depois de O Perfumista, editado também pela Oficina do Livro, A Imperfeição do Amor vem confirmar a originalidade da escrita de Joaquim Mestre na literatura portuguesa actual.
Algures ouvi comentar que Joaquim Figueira Mestre, falecido director da Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago, era um bom escritor. Por isso, quando me surgiu a oportunidade de adquirir este A Imperfeição do Amor, não hesitei.
As histórias que conta desenrolam-se em Mazouco, vila galega, e nas aldeias circundantes. Nesta vila, onde as ocorrências extraordinárias apenas haviam surgido como ficção, contadas de boca em boca, dá-se um acontecimento invulgar: Quico Regueiro, filho dos taberneiros, nasce com um sinal em forma de sardinha e, durante treze dias, a abundância deste peixe nas águas de Mazouco é excepcional. Passará a ser considerado um santo e a sua vida é em tudo por isso limitada, tornando-se o ícone da terra.
Além de acompanharmos a sua existência, seguimos a de várias outras personagens das quais se destacam a de Ilena, filha da anã, infeliz e trágica; a de Fernando, um padre pouco respeitoso quanto ao celibatarismo e com um percurso de inconstâncias trespassado; ou a de Manuel de la Formoseda, um escritor, para todos os lacónicos, de cartas de amor.
No que à narração diz respeito, momentos houve em que me pareceu apressada, com algo por contar nas entrelinhas de histórias que teriam potencial para maior desenvolvimento. Porém, neste universo marcado pela superstição e pela magia, mas igualmente pelo preconceito, a imaginação do autor surpreende e desperta imagens difíceis de esquecer, como a de uma casa assombrada à beira-mar de onde se ouvem os gritos dos náufragos falecidos.
Pretendo, desta forma, apesar de não me ter conquistado inteiramente, ler mais obras deste autor, tais como O Perfumista ou Breviário de Almas, vencedor do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca.
Classificação: 3,5/5*
Nota: A propósito de homenagear este escritor e "promover, defender e valorizar a Língua Portuguesa e a Identidade e Diversidade Cultural da Região Alentejo", num protocolo estabelecido entre a ASSESTA e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, foi criado o Prémio Literário Joaquim Mestre. Mais informações sobre o mesmo aqui.
Sobre o autor:
Joaquim Figueira Mestre nasceu em Trindade, concelho de Beja. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e
pós-graduado em Ciências Documentais. Viveu no Alentejo, ermo a que alguns chamam
a sua casa, e onde as pessoas andam com o sol nas mãos e a lonjura no olhar.
Viveu num monte onde tem uma vinha e sonha ali fazer um grande vinho. Gostava de
ler e sonhar, de comer e beber, de amar e viajar… e de escrever. É autor do
livro de contos O Livro do Esquecimento e dos romances O Perfumista e A
Imperfeição do Amor, ambos editados pela Oficina do Livro. Foi director da
Biblioteca Municipal de Beja. Em 2008, venceu a 7.ª edição do Prémio Nacional de
Conto Manuel da Fonseca. Faleceu em 2009, vítima de linfoma. [adaptado] Fonte: Oficina do Livro Fotografia: Abaciente's Blog























