Título: Contos Breves
Autora: Olinda P. Gil
Ilustradora: Claudia Banza
Ilustradora: Claudia Banza
Edição/reimpressão: 2013
Editora: Edição de Autor (impresso por: Tipografia Vitória, Lda. - Aljustrel)
Temática: Contos
N.º de páginas: 112
Sinopse:
Neste opúsculo estão reunidas pequenas narrativas
inconscientes: digo isto porque na altura em que foram redigidas era tão jovem
que nem sabia que estava a escrever um tipo específico de conto.
O conjunto daqui resultante é uma selecção e revisão de
textos criados entre 1999 e 2007, período que corresponde, aproximadamente, à
minha colaboração do DN Jovem (suplemento do Diário de Notícias direccionado
para os jovens). Muitos dos textos aqui presentes foram lá publicados. Contudo,
estão também incluídos alguns que estavam inacabados, tendo sido agora
trabalhados.
Opinião:
Serem breves é realmente o que mais caracteriza estes contos, uma vez que alguns nem uma página inteira ocupam. Não quero com isto dizer que a sua qualidade pelo tamanho se meça, antes pelo contrário.
A autora aborda temas diversos - a liberdade de escrita, o 25 de Abril visto pelos olhos de uma criança, o rapaz que se metamorfoseia ao crescer -, mas são as relações que se tornam um tema recorrente. São pautadas por uma certa ânsia, uma frustração e uma sensualidade que surge naturalmente, não parecendo nada imposta.
Nota-se igualmente que, por a primeira pessoa do singular ser uma constante, há sempre uma proximidade entre quem lê e as personagens. Pergunto-me se teria sido opcional ou próprio do discurso da autora.
Desconheço se os contos estão ordenados cronologicamente, mas julguei notar um acréscimo na densidade das histórias e na qualidade da escrita à medida que cada conto se sucedia. E confesso que tendo a apreciar mais as histórias quanto mais chegam ao nosso âmago.
Espero voltar a ler mais contos da Olinda. E, cá entre nós, vale a pena continuares a escrever.
Classificação de cada conto (x/5*):
3,5 * Multidão
A autora aborda temas diversos - a liberdade de escrita, o 25 de Abril visto pelos olhos de uma criança, o rapaz que se metamorfoseia ao crescer -, mas são as relações que se tornam um tema recorrente. São pautadas por uma certa ânsia, uma frustração e uma sensualidade que surge naturalmente, não parecendo nada imposta.
Nota-se igualmente que, por a primeira pessoa do singular ser uma constante, há sempre uma proximidade entre quem lê e as personagens. Pergunto-me se teria sido opcional ou próprio do discurso da autora.
Desconheço se os contos estão ordenados cronologicamente, mas julguei notar um acréscimo na densidade das histórias e na qualidade da escrita à medida que cada conto se sucedia. E confesso que tendo a apreciar mais as histórias quanto mais chegam ao nosso âmago.
Espero voltar a ler mais contos da Olinda. E, cá entre nós, vale a pena continuares a escrever.
Classificação de cada conto (x/5*):
3,5 * Multidão
3,0 * Liberdade de Escrita
3,0 * A História de Apenas uma Página
3,0 * O Eremita
3,5 * Pensamentos de um Marinheiro
3,5 * A Vela
4,0 * Estranha Rotina
3,0 * No Dia em que as Espingardas Atiraram Flores em Vez de Balas
4,0 * Agora, para mim, afinal o tempo existe
4,0 * Como lhe dizer que o amo
4,5 * A Rua do Memorial Perdido
4,0 * Morreste
4,5 * Menina que Te Foste Embora
4,0 * Organismos
4,0 * Na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires
4,5 * Numa memória uma ruga
4,0 * Interseccionismo
5,0 * Niger Olor
4,5 * Sophia
3,5 * Numa Pastelaria
3,5 * O Mestre de Ioga
4,0 * Conto Quase Erótico
4,0 * O Pai
4,0 * Anaïs
4,0 * Clube de Teatro
4,0 * Silêncio
3,5 * Comemoração
4,0 * O Hotel
3,0 * Xadrez Alcoolizado
3,0 * João e Maria
4,0 * Palestra
3,0 * A História de Apenas uma Página
3,0 * O Eremita
3,5 * Pensamentos de um Marinheiro
3,5 * A Vela
4,0 * Estranha Rotina
3,0 * No Dia em que as Espingardas Atiraram Flores em Vez de Balas
4,0 * Agora, para mim, afinal o tempo existe
4,0 * Como lhe dizer que o amo
4,5 * A Rua do Memorial Perdido
4,0 * Morreste
4,5 * Menina que Te Foste Embora
4,0 * Organismos
4,0 * Na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires
4,5 * Numa memória uma ruga
4,0 * Interseccionismo
5,0 * Niger Olor
4,5 * Sophia
3,5 * Numa Pastelaria
3,5 * O Mestre de Ioga
4,0 * Conto Quase Erótico
4,0 * O Pai
4,0 * Anaïs
4,0 * Clube de Teatro
4,0 * Silêncio
3,5 * Comemoração
4,0 * O Hotel
3,0 * Xadrez Alcoolizado
3,0 * João e Maria
4,0 * Palestra
3,8/5* classificação final
Este livro foi uma oferta da autora, aquando do 1.º piquenique literário da ASSESTA [para recordar aqui].
Este livro foi uma oferta da autora, aquando do 1.º piquenique literário da ASSESTA [para recordar aqui].
Sobre a autora:
Olinda P. Gil é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas
e mestre em Ensino do Português e das Línguas Clássicas. Tem também uma pós-graduação
em Gestão de Recursos Humanos.
Foi colaboradora do "DnJovem", suplemento do
"Diário de Notícias". Participou com outros colaboradores do
suplemento no site na-cama.com e jotalinks.
Foi 3º prémio do concurso literário "Lisboa à
Letra" em 2004, na categoria de prosa. Foi seleccionada no 4º concurso de
Mini-Contos do IST Taguspark.
Tem textos publicados nas revistas "Ao Sul de Nenhum
Norte", "Bang!", "Nanozine", "Revista Literária
Sítio" e "InComunidade". Publicou nas colectâneas "Ocultos
Buracos", "Beijos de Bicos" e "Poesia sem Gavetas".
Irá publicar, no Brasil, na colectânea "Livros" da
Editora Estronho.
Lançou em Novembro de 2013
um conjunto de micronarrativas intitulado "Contos Breves".
Escreve no blog www.olindapgil.com
Gostaria de ter entre as suas principais influências Sophia
de Mello Breyner Andresen, Hélia Correia, Ana Teresa Pereira e a belga Amelie
Nothomb mas não tem a certeza se o consegue. Fonte: Olinda P. Gil blog


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