Autor: Miguel Morais
Data de edição: 2012
Editora: Edições Vieira da Silva
Temática: Humor
Sinopse:
Se o seu sonho é morar numa vivenda, contente-se por não
viver num prédio assim. Quando uma infiltração nas arrecadações põe à prova os
condóminos deste prédio, o que sairá da cabeça de uma corja constituída por um
cantor desafinado, uma psicóloga deprimida, um polícia brutamontes, um
informático chulo, uma estudante prostituta, um cientista maluco, um casal com
sete filhos e um escritor javardo?
Opinião:
Gosto de histórias decorridas em prédios, como Claraboia de
José Saramago ou Caminho Como Uma Casa em Chamas de António Lobo Antunes.
Porém, naturalmente que não estava a esperar encontrar um registo semelhante. Surgiu-me
antes uma narrativa humorístico-satírica em que as personagens são directamente
apresentadas e respectivamente colocadas nos seus andares, pelo que não temos
de descortinar através da leitura quem é quem ou onde mora esta ou aquela
personagem.
Acompanham-se então as peripécias, sobretudo as que reúnem
os condóminos, em busca da solução para o problema que atingiu o prédio.
Acabou por ser uma leitura rápida, mas que se perdeu em
figuras-tipo demasiado estereotipadas: o que era para ser engraçado, acaba por
não o ser demasiadas vezes, roçando apenas o seu objectivo.
Apreciei bem mais as duas histórias em anexo, sobretudo A
volta aos cavalos com a sereia taxista, devido ao carácter surreal de uma
sociedade conviver tão naturalmente com sereias taxistas e outros seres
mitológicos.
Classificação: 2,5/5*
Sobre o autor:
Nasceu a 6 de outubro de 1977, em Lisboa. Publicou Poesia para médicos, farmacêuticos, biólogos e afins (2009), A (p)Alma da Arte (2010), A crise financeira do Pai Natal (2010), A viagem da Flor Dourada (2011) e O prédio (2012). O seu mais recente trabalho, O ano mais estúpido do meu irmão mais novo (2015), foi lançado em três volumes, um por cada quadrimestre.
Nasceu a 6 de outubro de 1977, em Lisboa. Publicou Poesia para médicos, farmacêuticos, biólogos e afins (2009), A (p)Alma da Arte (2010), A crise financeira do Pai Natal (2010), A viagem da Flor Dourada (2011) e O prédio (2012). O seu mais recente trabalho, O ano mais estúpido do meu irmão mais novo (2015), foi lançado em três volumes, um por cada quadrimestre.


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