Na passada sexta-feira, no âmbito de uma formação que actualmente frequento, tive a oportunidade de visitar o Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja.
Este "é um centro de cultura científica, vocacionado para a apresentação de exposições temporárias que ilustram a relação milenar estabelecida entre o Homem e as Plantas. O Museu tem como objectivos conservar, estudar e divulgar objectos e conhecimentos provenientes de recolhas e estudos, de botânica económica e de etnobotânica, desenvolvidos em Portugal e no estrangeiro. Através do estudo de objectos manufacturados a partir de plantas, de matérias-primas vegetais e de objectos naturais, o visitante pode redescobrir o engenho do Homem e o poder criativo da Natureza".
Esta foi uma visita guiada por Luís Mendonça de Carvalho, professor e director do Museu, o que grandemente enriqueceu o seu interesse e, felizmente, consegui ver a exposição acerca do papel das plantas no desastre do Titanic pouco antes de ser desmontada. Deixo-vos as fotografias da praxe, com modestas tentativas de explicação de alguns dos pormenores.
Na foto, da esquerda para a direita: trigo, em sementes e em rama, além de um artefacto; a maior semente do Reino Vegetal, o coco-do-mar; bijuteria em marfim vegetal; algodão em rama, gangas e tecido tingido com a cor indígo; a maior pinha; o fruto da árvore da bala-de-canhão.
Na foto, da frente para trás: bola na madeira mais pesada, a madeira-da-vida; tábua na madeira mais leve, a balsa; cássia, o produto que nos é vendido como canela; e a verdadeira canela, mais cara e difícil de encontrar.
Entrando na exposição Titanic, encontrava-se o colete que os tripulantes usaram, cujo interior era em cortiça. Foi-nos explicado que, ao mergulhar, caso o colete se encontrasse mal atado, a parte inferior viria repentinamente para cima, o que deu origem a diversos maxilares partidos...
As cordas utilizadas na época eram feitas a partir de côco.
A lista e fotografias de passageiros do Titanic.
A madeira escolhida para as barcas salva-vidas, a balsa, incluindo uma das fotografias que retrata uma das barcas encontradas com sobreviventes.
As bebidas utilizadas na época e a sua origem vegetal correspondente.
Um jornal de notícias da época.
Um chapéu de palha, bastante duro, com fabrico à época.
Gravuras variadas e mais vestígios vegetais.
Cartazes promocionais anunciando as viagens do Titanic.
Fotografias das fases de construção do navio.
E outras curiosidades, como o sabonete utilizado, o tabaco, entre outras.
Houve direito a outras curiosidades, onde se observou:
A cortiça em vários estados.
Inúmeros frascos com sementes, especiarias e outras substâncias.
E maravilhosas (e curiosas) manufacturas de origem vegetal.
Para o mês de Setembro está prevista uma exposição sobre a simbologia das plantas na Inglaterra vitoriana que, certamente, irei visitar já que é uma das minhas épocas favoritas.
Contactos:
Museu Botânico
Escola Superior Agrária de Beja
Apartado 6158
7801-908 Beja Codex
Telefone: 284 314 300 / Fax: 284 388 207
Email: museu@esab.ipbeja.pt
Site: www.esab.ipbeja.pt/museu/ [Temporariamente indisponível]
Horário:
Todos os dias úteis das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30
Preços: Gratuito
Fonte: CMBeja

























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