( via fanpop )
Não sou magra, esbelta e ruiva.
Os meus olhos não são claros.
E os homens não param à minha passagem.
Não sou magra, esbelta e ruiva.
Os meus olhos não são claros.
E os homens não param à minha passagem.
Mas se ao menos atentassem...
Na minha pele pálida e macia.
No meu cabelo castanho e refulgente.
Nos meus olhos banais e sinceros.
Na minha pele pálida e macia.
No meu cabelo castanho e refulgente.
Nos meus olhos banais e sinceros.
No meu perfeccionismo ansioso.
Na minha anuência submissa.
Na minha anuência submissa.
Neste corpo que se recusa a ser o meu,
Nesta alma que tende a fugir,
Neste espírito que está sempre a gritar.
Nesta alma que tende a fugir,
Neste espírito que está sempre a gritar.
Mas sou eu.
Sou mesmo assim.
E sei que hão-de gostar de mim,
Pois sou única em cada imperfeição.
Sou mesmo assim.
E sei que hão-de gostar de mim,
Pois sou única em cada imperfeição.

Temos aqui a nova Florbela Espanca! Venham mais destes, por favor, é uma lufada de ar fresco na blogosfera, um poema sobre sentimentos sem ser sentimentalão.
ResponderEliminarMelhor comparação não podia ser possível, camarada! Florbela Espanca é das minhas poetisas favoritas. Obrigada.
ResponderEliminargostas de ti?
ResponderEliminarSempre tive dificuldade em me aceitar tal como sou. Mas como digo no "poema": «sou única em cada imperfeição». Assim, por ser única, todos os dias tento gostar mais de mim, aperfeiçoar-me e alcançar essa utopia que é a felicidade.
ResponderEliminarO meu grande problema é o facto de, como me disse um amigo, ser, por um lado, «inteligente, bonita [dependendo do gosto], sensata e racional» e, por outro, «magoada, ferida e presa».
( Vou tentar escrever coisas mais positivas. Prometo. :P )