quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

"Um certo incerto Alentejo" de António José da Costa Neves - Prémio Literário Joaquim Mestre [Divulgação]


Na sua primeira edição, em 2017, o Prémio Literário Joaquim Mestre distinguiu como vencedora a obra Um certo incerto Alentejo de António José da Costa Neves. Indica o título tratar-se de uma narrativa decorrida em pleno Alentejo onde "ninguém é inocente", "a maldade é relativa e a redenção tanto se faz na igreja como nas tabernas".

A apresentação do livro terá lugar no próximo Sábado, 15 de Dezembro, pelas 16h30 na Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago. Conta com a participação de Luís Miguel Ricardo (presidente da ASSESTA) e de Helena Rocha (Direcção Regional da Cultura do Alentejo).

 

Acrescente-se que António José da Costa Neves, sob o pseudónimo de E. S. Tagino, teve publicadas as obras Mea Culpa!, Adamastor, O Pequeno Incendiário, Nem por Sonhos, editadas pela Saída de Emergência, sendo que Mataram o Chefe de Posto e O Amor nos Anos de Chumbo estão ainda disponíveis para aquisição.

( via Bran Morrighan )

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Parceria JB Comércio Global [Divulgação]

Se por acaso passaram pela página de Facebook do As Horas.. que me preenchem de prazerou pelo perfil no Instagram, terão reparado no destaque dado à mais recente aquisição: Mulheres de Cinza de Mia Couto, o primeiro livro de As Areias do Imperador - uma trilogia moçambicana.



Tal se deve a ser fruto de uma gentileza da JB Comércio Global, com a qual estabelecemos parceria. Se ainda não conhecem esta incrível empresa, é um prazer apresentá-la sem mais delongas.

A JB é uma empresa vilacondense - e 100% portuguesa - importadora, grossista e distribuidora das principais marcas em Portugal. Fundada em 1998, conta com vinte anos de experiência enquanto comercializadora em diversas áreas: Papelaria, Economato, Jogos e Brinquedos, Livraria, Gift e Embalagem, Cosmética, Guloseimas, Informática e Tecnologia, Higiene e Copa, Equipamentos, Apresentação Visual e Mobiliário de Escritório, entre outros. É um sem fim de artigos aos melhores preços de revenda!

Podem visitar o seu espaço físico com 1000 m2 de exposição em Vila do Conde (Cash & Carry) ou encontrar os produtos que desejam em JBnet.ptDispõe ainda de um Clube Vip, que lhes permitirá aceder a fantásticos prémios e outras regalias, incluindo campanhas de portes grátis.

Vende exclusivamente para profissionais, não o fazendo de forma directa a consumidores finais - B2B). Além de envios para todo o território nacional, os seus artigos chegam também a países africanos de língua portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

A JB não esquece o seu papel na sociedade e orgulha-se de ter realizado diversas acções de solidariedade social. Foram várias as entidades beneficiadas, como a Cruz Vermelha Portuguesa, o IPO do Porto, Banco de Bens Doados da Entreajuda, Fundação Infância Feliz (em Cabo Verde), entre outras. Já doou mais de 200 mil livros pois tem consciência de que, se todos ajudarmos, não custa!

Além disso, prima pelas boas práticas ambientais, como o comprova a sua adesão à Sociedade Ponto Verde e a preocupação com a eficiência energética e com a minimização do impacto da sua actividade.

Fiquei naturalmente satisfeita pelo contacto amistoso da sua colaboradora, a Joana. Deu-me a conhecer uma empresa com consciência social e ambiental, empreendedora e conhecedora das necessidades de inovação num mercado cada vez mais global e exigente. E sinal disso é o contacto directo estabelecido através destas gentis parcerias. Na parte que me toca, deixo o meu agradecimento pois encheram-me as medidas com esta obra de Mia Couto!

Podem encontrar a JB Comércio Global na sua página oficial, JBnet.pt, ou segui-la através das redes sociais:



sábado, 24 de novembro de 2018

"As Primeiras Quinze Vidas de Harry August" de Claire North [Opinião]

Título: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
Título original:  The First Fifteen Lives of Harry August
Autora: Claire North
Tradutor: Casimiro da Piedade
Edição/reimpressão: 2016
Editora: Saída de Emergência
Temática: Ficção científica
N.º de páginas: 412
Para adquirir (a edição mais recente):


Sinopse:

Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele?

A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se. Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.

Opinião:

Os membros do Clube Cronus, os kalachakras, têm em comum um destino: após a sua morte todos renascem, regressando sempre ao ponto de origem. Desta forma, a Harry August está garantido que, assim que morra, voltará às circunstâncias do seu nascimento: o dia de Ano Novo de 1919, numa casa de banho em que a mãe o dá à luz. Este ciclo irá repetir-se, levando-o a passar uma e outra vez pelo período que tinha acabado de viver, com a mesma família e no mesmo contexto social, e são os acontecimentos das suas primeiras quinze vidas que ele nos vem narrar.

Existem clubes Cronus em todas as épocas, desde o passado remoto a um futuro desconhecido e o espírito de entre-ajuda predomina. Quando o seu equilíbrio é posto em causa, pela infracção da regra de ouro de não se interferir e influenciar os marcos históricos, é Harry quem recebe a mensagem do caos futuro e cabe a ele descobrir a sua origem.
"Era uma lembrança do velho adágio segundo o qual tudo o que a tirania precisa para florescer é da cumplicidade de alguns homens bons"
No confronto entre si e aquele que oscila entre seu amigo e arqui-inimigo, surge um retrato da complexidade das relações humanas, inúmeras questões éticas e, mais uma vez, as ambições desmedidas que apodrecem os espíritos. E ainda que se considere o nosso narrador o bom da fita, nem por isso deixa de ter o seu lado negro, nem as suas escolhas deixarão de causar danos.
"Haverá inocência na ignorância? E se há, será que toleramos os outros por causa da sua ignorância? Sentado dentro daquele comboio, com o vapor do meu bafo a juntar-se ao deles e a subir até ao tecto, e a carruagem a saltar sobre cada junção na linha como uma jovem gazela, descobri que não tinha qualquer resposta satisfatória a essa pergunta"
De 1919 até ao final do século XX, o protagonista revive um período abundante em episódios históricos, onde a evolução da espécie se acelerou prodigiosamente. Desde a II Guerra Mundial à expansão espacial, passando pela evolução tecnológica e por construções e colapsos de sistemas políticos, muitos são os acontecimentos abordados na narrativa e que, sem dúvida, a enriquecem. 

Foi uma leitura que, ao não me desiludir, me fez ter ainda mais vontade de ler este género - a ficção científica - que, de inferior, nada tem. Uma obra completa que me trouxe os mesmos prazeres de As Horas Invisíveis de David Mitchell, sobretudo porque não se limita a ficcionar a ciência, mas também alternativas históricas e ambientes sociais, assim como o comportamento humano perante estas possibilidades.

A edição lida (não a referida acima, mas a pertencente à colecção Admiráveis Mundos da Ficção Científica) tem como prefaciadora Inês Botelho, que nos fala sobre a ficção científica, em concreto a sua indevida menorização relativamente a outros géneros literários - percepção essa que partilho - e que ficções como esta vêm desmistificar.  No final, há um posfácio em que Nuno Galopim se debruça sobre obras que se reportam a Histórias que manipulam os calendários, entre as quais 1984 de George Orwell, A Máquina do Tempo de H.G. Wells, ou Dune de Frank Herbert.

Classificação: 4,5/5*

Sobre a autora:
Claire NorthClaire North é um dos dois pseudónimos de Catherine Webb – uma autora britânica nascida em 1986. Estudou História na London School of Economics e Teatro na RADA. A sua estreia, Mirror Dreams, foi publicada quando tinha apenas 14 anos. O livro foi publicado em 2002 e granjeou comparações a Terry Pratchett e Phillip Pullman. Webb publicou mais sete romances, conquistando as críticas, o público e mais duas nomeações para a medalha Carnegie. Sob o pseudónimo Kate Griffin, publicou seis obras de fantasia. Em 2014 publicou o primeiro romance de ficção científica sob o pseudónimo de Claire North, As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, tendo sido um bestseller. Em 2015 e 2016, publicou Touch e The Sudden Appearance of Hope. Fonte: WOOK

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Aquisições de Setembro e Outubro

A caminhar para o final do ano, a contenção tem marcado as aquisições, até porque o espaço nas estantes vai ficando reduzido (novamente, após arrumações e reencaminhamentos para a sala...). Por agora, estes ainda tiveram lugar, vamos ver os próximos!

[clicar na imagem para aumentar]

Através de uma troca consegui O Messias de Duna de Frank Herbert, por isso fiquei legitimada a adquirir Duna do mesmo autor. A ficção científica não me intimida, por isso tudo o que se enquadre na categoria de clássico merece atenção.

A Invenção das Asas de Sue Monk Kidd e Invencível de Laura Hillenbrand, adaptado ao cinema por Angelina Jolie foram igualmente fruto de proveitosas trocas. São duas histórias decorridas em contextos e realidades afastadas, porém realçam a capacidade de superação e sobrevivência.

Por serem verdadeiras pechinchas, que não admitiram recusa conscienciosa, vieram Livro Sem Ninguém, Se Eu Fosse Chão, Os Sonhos de Einstein e O Crime do Padre Mouret e Sangue do Meu Sangue. Com este último poderei reencontrar Michael Cunningham, cuja obra As Horas me inspirou o nome do blogue.

Aproveitando o saldo da WOOK, recebi Arquivos de Dresner de Afonso Cruz, ficando a um passo de reunir toda a Enciclopédia da Estória Universal já publicada- falta-me Biblioteca de BrasovA Ruína de Jennifer Egan e Razões para Viver de Matt Haig, lido num ápice mal chegou. Recomendo-o sobretudo a quem se queira inteirar sobre temas que, apesar de corriqueiros, são marcados por desinformação e preconceito: saúde mental, especificamente estados depressivos e de ansiedade. De qualquer forma, uma opinião mais aprimorada virá em breve.

Resta agora saber o que trará o final do ano para as minhas mui estimadas estantes! 

Todas as informações sobre os livros: