sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Neste Natal... ofereçam-se livros!

Muitos e bons foram os lançamentos durante o ano corrente. Porém, sendo logisticamente impossível mencioná-los a todos, segue-se uma selecção reduzida dos que me suscitaram mais interesse e que poderão surgir na vossa lista de compras para as prendas de Natal.

( via GIPHY )

A acção de Norte e Sul decorre em meados do séc. XIX, narrando o percurso da protagonista desde o ambiente tranquilo mas decadente de uma Inglaterra sulista, até um norte vigoroso mas turbulento.

Neste romance, Elizabeth Gaskell mostra como a vida pessoal e pública se entrelaçavam numa sociedade recentemente industrializada.








A família Plumb destaca-se pela sua espetacular disfuncionalidade.

Há anos que os quatro irmãos Plumb desesperam por causa da herança. Em testamento, o pai ditou que o dinheiro fosse distribuído apenas quando a filha mais nova celebrasse 40 anos. O seu objetivo era salutar: incentivá-los a lutarem pelos seus sonhos. Mas o plano saiu gorado, pois a poucos meses do aniversário, eles estão tão endividados que só a fortuna familiar poderá salvá-los.

(...)

E quando estão prestes a deitar a mão ao dinheiro, Leo entra seu Porsche acompanhado por uma jovem empregada de mesa. O que acontece a seguir vai ter consequências devastadoras… e um preço exorbitante que só a herança poderá pagar.

Privados daquilo que os definiu perante si próprios e os outros, o que será dos irmãos Plumb?

A solução para todos os males parece estar nas mãos do próprio Leo. Estará ele disposto a sacrificar-se? Ou terão todos de se adaptar a novas (e infernais) circunstâncias? Unidos pela primeira vez, os irmãos revisitam velhos rancores, enfrentam novas verdades, e (finalmente!) refletem sobre as escolhas que fizeram na vida.


Ao fim de trinta e sete anos, Murakami publica os seus dois primeiros romances no Ocidente.

Durante a primavera de 1978, o jovem Haruki Murakami, quando chegava a casa já tarde, depois de mais um dia de trabalho no seu clube de jazz, começou a sentar-se todas as noites à mesa da cozinha, a escrever. O resultado foram duas novelas marcantes – Ouve a Canção do Vento e Flíper, 1973 – que lançaram a carreira de um dos mais aclamados autores da literatura mundial contemporânea.

Estes dois pequenos romances impressivos, em tom de fábula, que por vezes roçam o surreal pelos laivos de ficção científica que os povoam, abordam o quotidiano de dois jovens – o narrador cujo nome nunca chegamos a conhecer e o seu amigo Rato –, perpassado por solidão, obsessão e erotismo. Apresentando uma galeria pela qual desfilam uma rapariga com quatro dedos na mão esquerda, um escritor inventado, o dono de um bar que ouve as confissões de todos os que nele buscam refúgio, um par de gémeas e... gatos, estes dois textos contêm o embrião de todas as características que singularizaram e atravessam todas as obras-primas de Murakami, incluindo alguns dos seus mais recentes livros.


Os seus alunos assassinaram a sua filha. Esta é a sua vingança.

Os seus alunos assassinaram a sua filha. Ela não quer justiça, só vingança.

Confissões é um romance narrado a várias vozes, magistralmente construído onde o suspense é mantido até o fim, quando as diferentes peças encaixam. Mas também é uma reflexão sobre o sistema educativo, os laços familiares, o comportamento humano, o amor e a vingança.





Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.

Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.


Para todos os que se apaixonaram por «A Sombra do Vento», que se deleitaram com «O Jogo do Anjo» e se emocionaram com «O Prisioneiro do Céu», chega no dia 23 de Novembro o aguardado desfecho da série O Cemitério dos Livros Esquecidos, «O LABIRINTO DOS ESPÍRITOS», de Carlos Ruiz Zafón. O lançamento é feito em simultâneo em Espanha e na América Latina. Catapultados pela crítica internacional à categoria de clássico contemporâneo, os romances da série O Cemitério dos Livros Esquecidos, converteram-se num dos universos literários mais apaixonantes deste século e Carlos Ruiz Zafón no escritor espanhol mais lido em todo o mundo, depois de Cervantes.


Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, para cativar a juventude de Leste para a causa americana. É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista exímio, apaixonado, capaz de visualizar sons e de pintar retratos nas teclas do piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que encontrará dentro de uma caixa de sapatos um caminho para recuperar a alegria.




Os textos e desenhos que aqui se publicam são, na sua maioria, inéditos, provenientes de álbuns que estiveram mais de cem anos escondidos do público. Mesmo nos poucos casos em que os textos e as imagens já se encontravam publicados, nunca foram coligidos numa edição que restituísse a sua forma original. Estes álbuns não só nos revelam uma faceta quase desconhecida de Eça de Queiroz, a de desenhador, como nos permitem uma visão única do círculo familiar e de amigos em que o grande escritor viveu. Desde autocaricaturas a poemas escritos ao desafio, passando por retratos de perfil, partituras e até o desenho de um diabo nu, somos levados aos serões íntimos que Eça de Queiroz partilhava com os seus.


Uma combinação fascinante de beleza e horror.

Ela era absolutamente normal. Não era bonita, mas também não era feia. Fazia as coisas sem entusiasmo de maior, mas também nunca reclamava. Deixava o marido viver a sua vida sem sobressaltos, como ele sempre gostara. Até ao dia em que teve um sonho terrível e decidiu tornar-se vegetariana. E esse seu ato de renúncia à carne - que, a princípio, ninguém aceitou ou compreendeu - acabou por desencadear reações extremadas da parte da sua família. Tão extremadas que mudaram radicalmente a vida a vários dos seus membros - o marido, o cunhado, a irmã e, claro, ela própria, que acabou internada numa instituição para doentes mentais. A violência do sonho aliada à violência do real só tornou as coisas piores; e então, além de querer ser vegetariana, ela quis ser puramente vegetal e transformar-se numa árvore. Talvez uma árvore sofra menos do que um ser humano.

Este é um livro admirável sobre sexo e violência - erótico, comovente, incrivelmente corajoso e provocador, original e poético. Segundo Ian McEwan, «um livro sobre loucura e sexo, que merece todo o sucesso que alcançou». Na Coreia do Sul, depois do anúncio do Man Booker International Prize, A Vegetariana vendeu mais de 600 000 exemplares. Aplaudido em todos os países onde está traduzido, é um best-seller internacional.


Um Cântico de Natal (1843) é talvez o mais dickensiano dos contos. É que só Charles Dickens poderia, a propósito do Natal, criar personagens como Scrooge, o pequeno Tim, e os três Espíritos Natalícios, Passado, Presente e Futuro, e acrescentar-lhes o Fantasma de Marley.

Este livro tem passado de geração em geração, acompanhado do desejo do autor de que «assombre as casas dos leitores de forma agradável, e que ninguém deseje apaziguá-lo».

«O que faz o supremo encanto de La Fontaine como fabulista, o que constitui a sua imensa superioridade sobre todos os que antes e depois dele trataram este mesmo género, não é decerto a originalidade, porque raríssimas serão as fábulas cuja ideia ele não houvesse encontrado em Esopo e em Fedro, nos fabulários da Idade Média, ou nos contos italianos; não é também a beleza excecional do estilo, nem a pureza da metrificação. O que constitui o seu encanto supremo é a vida potente que ele sabe dar a todos esses animais que se movem no imenso tablado da natureza, que falam a linguagem que ele lhes presta, obedecendo a paixões que ele lhes atribui.»


O Mundo de Sofia é um desses inexplicáveis sucessos que têm gerado uma contagiante adesão por parte dos leitores, entre os quais se contam muitos jovens. Mas não só. Tornou-se de imediato um bestseller em muitos países: está traduzido em mais de cinquenta línguas. Esta intrigante aventura filosófica, que põe em cena um professor de filosofia e uma jovem de catorze anos, percorre a história do pensamento ocidental, sem excluir alguns dos seus mitos e lendas e fazendo breves incursões pelas filosofias orientais. O tema central está estreitamente ligado à construção do universo romanesco que se duplica misteriosamente pela intervenção de outros dois personagens, apresentando-se ele próprio como um enigma. As misteriosas interrogações dirigidas a Sofia: «Quem és tu?» e «De onde vem o mundo?» são aqui emblemáticas da atitude de espanto de alguém, como Gaarder, para quem a existência é um coelho branco que o ilusionista tira ludicamente da cartola.


Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele?

A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se.

Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.

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