quarta-feira, 5 de outubro de 2016

"Contos ASSESTA - Alentejo" [Opinião]

Título: Contos ASSESTA - Alentejo
Autores: Carlos Campaniço, Dora Nunes Gago, Fernando Évora, Fernando Guerreiro, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Contente, Luís Miguel Ricardo, Maria Ana Ameixa, Napoleão Mira, Olinda P. Gil, Vítor Encarnação
Ilustradores: Alexandra Prieto, Beatriz Lacerda, Danuta Wojciechowska, Flávio Horta, Hugo Lucas, Igor Nunes Silva, João Brilhante, Joaquim Rosa, Paulo Monteiro, Pilar Puryana, Rita Cortez
Edição/reimpressão: 2015
Editora: ASSESTA
Temática: Contos
N.º de páginas: 144
Para adquirir:



Sinopse:
Contos ASSESTA é uma obra na modalidade de conto, escrita por 12 autores alentejanos. Cada um dos textos, para além de dar vazão à identidade literária do seu criador, reflete o Alentejo, as suas gentes e tradições, narrado de uma forma viva, envolvente e sedutora, ora com o drama, ora com a comédia, ora com a aventura, ora com a desventura que caracterizam tão bem esse pedaço de terra desafogada que se espraia além do Tejo. Escrevem: Carlos Campaniço, Dora Nunes Gago, Fernando Évora, Fernando Guerreiro, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Contente, Luís Miguel Ricardo, Maria Ana Ameixa, Napoleão Mira, Olinda P. Gil e Vitor Encarnação.

E porque cada conto tem uma ilustração, ilustram: Alexandra Prieto, Anita, Beatriz Lacerda, Danuta Wojciechowska, Flávio Horta, Hugo Lucas, Igor Nunes Silva, Joaquim Rosa, João Brilhante, Paulo Monteiro, Pilar Puyana e Rita Cortez.

A capa é da autoria de Joaquim Rosa.

Opinião:

Assim que recebi este livro fiquei, sem dúvida, curiosa. Primeiro, porque são histórias da minha terra, ou acerca dela inspiradas e cada vez mais a aprecio, sobretudo depois de ter estado noutras paragens. Segundo, porque reúne o contributo de vários escritores, acerca alguns dos quais já tinha referências - Carlos Campaniço, Fernando Évora, Olinda P. Gil. Por isso, foi com expectativa que parti para esta leitura.

Tal como a classificação que se segue indica, os contos que mais prazer me deram, quer pela história, quer pela escrita, foram Porquêra de Fernando Évora e A Parvoinha de Joaninha Duarte pelas realidades duras que retratam; A ilustre luta de leitores de pensamentos de José Teles Lacerda pelo seu tom satírico; e O bibliotecário de Napoleão Mira, pelo amor aos livros ternamente plantado.

Porém, tal não é sinónimo que a leitura dos restantes não valha a pena. Todos estão preenchidos de sol abrasador, da consoladora sombra do sobreiro, das vozes cavernosas do cante, da fala característica do povo, das situações que se armam sem delas se dar conta.

Recomendo este livro sobretudo a quem queira mostrar esta terra a quem de fora chega, ou a quem deseje levá-la a outras paragens, tendo sempre em mente um Alentejo sem fim.

Classificação de cada conto (x/5*):

4,0 * Filhas de mulheres, mulheres são (Carlos Campaniço, com ilustração de Igor Nunes Silva)
4,0 * Uma história de amor (Dora Nunes Gago, com ilustração de Anita)
4,5 * Porquêra (Fernando Évora, com ilustração de João Brilhante)
3,5 * Micro contos da planície (Fernando Guerreiro, com ilustração de Pilar Puyana)
4,5 * A Parvoinha (Joaninha Duarte, com ilustração de Danuta Wojciechowska)
4,5 * A ilustre luta de leitores de pensamentos (José Teles Lacerda, com ilustração de Beatriz Lacerda)
4,0 * Até que a voz lhe soa (Luís Contente, com ilustração de Rita Cortez)
4,0 * Cante à Santinha (Luís Miguel Ricardo, com ilustração de Flávio Horta)
3,5 * Trovoada (Maria Ana Ameixa, com ilustração de Hugo Lucas)
4,5 * O bibliotecário (Napoleão Mira, com ilustração de Alexandra Prieto)
4,0 * Destilação (Olinda P. Gil, com ilustração de Paulo Monteiro)
4,0 * O tamanho da morte (Vítor Encarnação, com ilustração de Joaquim Rosa)

4,0/5* classificação final

Sobre a ASSESTA:
ASSESTA é Associação de Escritores do Alentejo. Foi pensada em meados de 2013 e constituída em setembro de 2015 (3 de setembro – Castro Verde). Na sua génese estiveram 15 escritores naturais do Alentejo ou com fortes vínculos à região empenhados em promover a literatura nas terras desafogadas de além Tejo. A Sede é na Casa da Cultura de Beja, mas o seu terreno de semeação é o Alentejo todo e as terras vizinhas. A ASSESTA apresenta-se como uma entidade mediadora entre criadores literários e comunidade consumidora de conteúdos literários.

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