domingo, 28 de agosto de 2016

Música ao Domingo #15: Samuel Úria "Forasteiro"



Produção: Motion Stripes | Pos-produção: Bruno Fonseca | Realização: Hugo Gomes
Música e Letra de Samuel Úria | Samuel Úria: voz, guitarra, coros | Miguel Sousa: teclas, coros | Filipe Sousa: baixo, coros | Tiago Ramos: bateria, coros | Jónatas Pires: guitarra solo | João Só: coros | David Pires: shaker
 Canção gravada por Nélson Carvalho e Tiago de Sousa | Produzida por Nélson Carvalho

Se o mundo é uma pedra de tropeço, eu arremesso-o
E ofereço a esfera ao espaço, está suspenso o meu apreço
Se o mundo me merece tanta prece, nem por isso
A mundos dou interesse, nem a crises dou acesso

Se o mundo é uma bolha de lamento, eu arrebento
E tento não estar dentro se se encontra em pronto pranto
Se o mundo não demora, que a agrura morra agora
E eu choro com quem chora pra os pescar do mundo fora

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado

Se o mundo é só um espelho do que eu valho, então trabalho-o
Eu definho o grilho velho que ainda escolho quando falho
Se o mundo é só a mágoa com que meço, então despeço-o
E regresso ao troço estreito exterior ao Universo

Tresmalho o rebanho
Aqui eu sou estranho
Minha marcha é recta
A vida é rotunda
O que não me afecta
Já não me afunda

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado

E eu sou doutro lado

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Os blogues que sigo #2: Estante de Livros

Um dos blogues literários que sigo há mais tempo é o Estante de Livros. Ainda o meu vício pela leitura se estava a consolidar e já partilhava a minha humilde biblioteca com a Célia Marteniano, para que a partilhasse no seu espaço [ver aqui]. Felizmente está bastante maior e as estantes são outras, apesar de ainda sonhar com umas mais indicadas para livros...

Assim, pedi-lhe que, na continuação desta rubrica, falasse um pouco do seu blogue e do que a leva a conservá-lo. 

http://www.estantedelivros.com/


«O blogue “Estante de Livros” existe desde julho de 2007 e foi criado com o objetivo principal de partilhar opiniões sobre aquilo que ia lendo, com a possibilidade de se tornar um espaço de troca de ideias, sugestões literárias e interação entre leitores. Sempre gostei de ler, mas a presença assídua na Internet mostrou-me todo um novo mundo de possibilidades no que à leitura dizia respeito e, subitamente, vi-me a interagir com pessoas com a mesma paixão que eu pelos livros. Fiz – e continuo a fazer – muitas amizades por causa do “Estante de Livros” e isso é impagável.

Desde que foi criado, o “Estante” passou por diversas fases – algumas mais animadas e dinâmicas, outras mais paradas e apáticas – mas nunca pensei desistir porque é o meu refúgio, já faz parte de quem sou. Todos precisamos de portos de abrigo, daqueles sítios a que nos sabe bem regressar, como quando reencontramos um velho amigo, e o “Estante”, apesar de ser um espaço virtual, tem sido um desses lugares.

Gosto muito de partilhar opiniões sobre o que vou lendo, ainda que tenha a perfeita noção que continua a existir muito espaço para melhorar os textos que escrevo, a nível de sistematização de ideias, de reflexões, de estrutura e de inspiração. Mas não pretendo ser uma crítica literária profissional, por isso penso que não é grave. Penso que já é muito bom conseguir escrever um texto onde transpareça de forma clara as sensações que um livro me transmitiu, sem erros de português. A satisfação que me dá recomendar um livro e depois haver quem me diga que adorou é incomparável.

Gosto mesmo de escrever sobre o que leio – o que se deve notar pela insistência e frequência com que o faço. Mentiria se dissesse que escrevo em primeiro lugar para terceiros; escrevo para mim, como um diário, mas esperando sempre que isso possa ajudar quem vai ao blogue vem procurar ajuda. E espero continuar a fazê-lo durante muito mais tempo.

Obrigada, Helena, pelo convite para falar sobre o meu blogue.»

Muitas das leituras da Célia correspondem aos géneros e autores que também mais aprecio - uma mistura de ficção contemporânea e fantasia, autores consagrados lusófonos e de língua estrangeira, pelo que a continuarei a seguir com a assiduidade habitual. 

Convido-vos a conhecerem as suas opiniões e a segui-la nas seguintes plataformas:

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Roteiros por Beja #4: Museu da Farmácia e Capela de Nossa Senhora da Piedade

O último roteiro por Beja passou pelo Museu da Farmácia e pela Capela de Nossa Senhora da Piedade, localizados na Santa Casa da Misericórdia de Beja. Ambos os locais mereciam uma recuperação urgente e uma apropriada divulgação.

O Museu da Farmácia (ou Botica do Hospital Grande) pode ser encontrado no antigo Hospital Grande da Nossa Senhora da Piedade ou Hospital da Misericórdia, actual Santa Casa da Misericórdia de Beja. 

Apresenta uma exposição de antigos instrumentos utilizados ao longo do período de vida do Hospital, construído em 1490 por ordem de D. Manuel I, Duque de Beja. Podem ser observadas fotografias dos seus principais doutores, frascos contendo os medicamentos utilizados, balanças, aparelhos de electroterapia, entre outros.
 

Sobre o Museu da Farmácia:
Localizado à entrada da Santa Casa da Misericórdia, na rua D. Manuel I, n.º 9, está aberto dos os dias, das 10h às 12h e das 14h às 17h. A entrada é gratuita. Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Beja


Com cerca de 526 anos, a Capela de Nossa Senhora da Piedade foi criada em 1490 pelo Duque de Beja, D. Manuel I, com permissão de D. João II, representando a transição do gótico, o estilo original, para o manuelino.

Contém profusa talha dourada colocada em 1743, de estilo rococó, provinda do Convento de S. Francisco aquando do seu encerramento em 1834. Esta foi cortada de forma a se conseguir colocar nesta Capela, já que é de menor dimensão comparativamente ao local onde estava colocada no Convento. Há a pretensão, por parte da Santa Casa da Misericórdia e da Diocese de Beja, de que seja avaliada por um especialista e, posteriormente, recuperada, dado o seu avançado estado de deterioração. 

Observam-se frescos do século XVI e quadros também provenientes do Convento de estilo italiano retratando: Zacarias e o anjo Gabriel, o nascimento de S. João Baptista e o registo do nome de S. João Baptista pelo seu pai, Zacarias, por exemplo, além de estátuas de Santo António, S. José e Nossa Senhora de Lourdes.

Ocorreram alterações na disposição da Capela devido ao terramoto de 1755, inclusive com perda dos frescos na abóbada. O chão de tacos não é o original, uma vez que está a tapar o de pedra, onde seriam enterradas pessoas, como era usual nas antigas igrejas.

As janelas do coro permitiam que as freiras assistissem aos cultos resguardadas e o óculo gótico é essencial para a entrada de ar e luz.

À entrada/saída da Capela encontra-se uma lápide com a seguinte inscrição "Abençoado seja quem por aqui passa".

Sobre a Capela da Nossa Senhora da Piedade:
Localizada igualmente na Santa Casa da Misericórdia, na rua D. Manuel I, n.º 9, está aberta todos os dias das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h. A entrada é gratuita. Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Beja

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Promoções #15


Amanhã, na Wook: Desconto até 30% em cartão Wookmais: 1 livro = 10%, 2 livros = 20% e 3 ou mais livros = 30%.

Promoção válida em livros exceto escolares, técnicos, eBooks, portes e livros com menos de 18 meses desde a data de edição. Nos termos do regime jurídico do Preço Fixo do Livro, o desconto máximo em edições com menos de 18 meses é 10%.

Oferta de portes válida para entregas em Portugal Continental, em encomendas de valor igual ou superior a 15€ e para envios em CTT Expresso Clássico ou Rede Pickup. Devolução do valor dos portes em cartão Wookmais para encomendas de valor inferior a 15€. Nos envios para as ilhas dos Açores e da Madeira, 30% de desconto no envio em CTT Expresso Clássico para encomendas de valor superior a 15€ ou devolução daquele valor em cartão Wookmais para encomendas inferiores a 15€. Tipos de envio disponíveis para encomendas até 10 kg.

Campanha válida para encomendas registadas e pagas nos dias 24 e 25 de agosto de 2016 e não acumulável com outras promoções em vigor.

Saiba mais aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Prémio recebido, leitora feliz!

A querida Sílvia Pedro, vencedora do primeiro passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer, partilhou connosco a fotografia do seu prémio, que já foi lido:

Segundo ela, foi uma leitura fácil e que não a desiludiu, o que naturalmente me deixa muito feliz, além de incentivada a realizar novos passatempos e a partilhar o prazer de ler.

Podem ver a opinião completa da Sílvia aqui (no seu cantinho de nome Joaninha Azul) à qual agradeço a fotografia e a opinião. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Música ao Domingo #14: Ornatos Violeta "Capitão Romance"


PROJECTO 476 |Gravado no Coliseu dos Recreios de Lisboa a 27 de Outubro de 2012 | Realização: Tiago Pereira com Mariana Rodrigues e Rita Neves | Som: Mariana Pinheiro Rodrigues | Uma produção Tiago Cação para a MPAGDP

Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar
Parto rumo à primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu
Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que resistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou

Eu vi
Mas não agarrei

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz

Eu vi

Mas não agarrei

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Passatempo #4: 2 livros + marcadores [TERMINADO]

Nada melhor para começar esta semana do que um feriado... e mais um passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer.

No mês passado prometi que, caso chegássemos aos 400 likes na nossa página do Facebook, haveria uma surpresa [ver aqui]. Pois aqui fica ela:

2 livros + marcadores

Sobre os livros:
Sinopse:

Sabemos que vivemos num país imperfeito, que nós próprios somos imperfeitos e que as duas coisas talvez estejam relacionadas. Quer dizer, por um lado sim, estão, mas por outro lado não, o mais certo é uma coisa não ter nada que ver com a outra. Para o autor, como provavelmente para os portugueses em geral, não há certezas sobre esta relação direta, apenas hipóteses. Poderá ser a nossa obsessão com o «mais ou menos» ou com o «por acaso»? Serão as nossas embirrações e indignações? Ou passará por esta nossa mania de ter opinião a respeito de tudo e mais alguma coisa, de estarmos convencidos de que a crise que se vive é sempre a pior que Portugal já passou ou de nos afirmarmos orgulhosamente tristes e pessimistas ao primeiro inquérito que nos puserem à frente? Estes e outros assuntos intrigam e ocupam o autor ao longo do livro.

Viver em Portugal é também viver Portugal, país cheio de amor ao amor que os outros têm por nós, doidos por malucos, por telejornais de hora e meia, tudólogos e paixões. Compreender Portugal já é outra história completamente diferente.

Sinopse:

Há uma conspiração mortal que está a ser levada a cabo no coração de Roma.

Apenas um homem poderá evitar que o pior aconteça.

Em Roma, no interior da Basílica de Santa Maria, um padre dispara uma arma, provocando um grande estrondo.

O disparo falha o seu alvo, a agente policial Gabriella Fierro, que anda a investigar desvios de fundos numa igreja. Ela está prestes a descobrir a verdade, mas há quem esteja disposto a tudo para que a verdade permaneça escondida.

Agora, o jornalista Alexander Trecchio, destacado pelo jornal La Repubblica para investigar o mesmo caso, terá de agir rapidamente para revelar uma conspiração que ameaça o futuro da Igreja Católica e salvar Gabriella, antes que seja tarde demais.

Génesis: Um Novo Começo é a história que antecede o sensacional romance Dominus, que a Topseller publicou em maio de 2016.

Regras:
1. Só são válidas as participações em que os dados solicitados sejam correctamente preenchidos.
2. Apenas é permitida uma participação por pessoa e por morada (moradas de envio em Portugal Continental e Ilhas).
3. Só são válidas participações de seguidores da página de Facebook e/ou do blogue, que realizem partilha pública do passatempo, tal como solicitado no formulário.
4. O passatempo termina dia 31 de Agosto às 23h59m.
5. O vencedor será escolhido aleatoriamente através de Random.org.
6. O vencedor será anunciado no blogue e contactado pelo e-mail que indicar no formulário. Tem 72h para responder ao e-mail, caso contrário, será sorteado um novo vencedor.
7. O envio do prémio não representa qualquer custo para o vencedor e a administração do blogue não se responsabiliza por eventuais extravios dos CTT.
8. Caso não concorde com algum dos pontos anteriormente referidos, por favor, abstenha-se de participar.

domingo, 14 de agosto de 2016

Música ao Domingo #13: Deolinda "Corzinha de Verão"



Porque é que o sol nunca brilha quando fico de férias
Fins-de-semana, ou nos meus dias de folga
Eu passo os dias a ver pessoas em fatos de banho
Calções e havaianas e eu sempre de camisola

E eu andei o ano inteiro, a juntar o meu dinheiro
Para esta desilusão
Dava todo o meu ouro por um pouco do teu bronze
Uma corzinha de verão

Vento, eu na praia a levar com vento
A rogar pragas e a culpar São Pedro
Que mal fiz eu ao céu
E vento, Juro imaginar bom tempo
Espalho o protector solar e estendo o corpo no museu

Porque tudo conspira contra a minha vontade
Sim sim é verdade não estou a ser pessimista
É que a vizinha da cave é sempre a mais bronzeada
Traz um sorriso na cara e não sabe quem foi Kandinsky

E eu andei o ano inteiro, a juntar o meu dinheiro
Para esta desilusão
Dava todo o meu ouro por um pouco do teu bronze
Uma corzinha de verão

Vento, eu na praia a levar com vento
A rogar pragas e a culpar São Pedro
Que mal fiz eu ao céu
E vento, Juro imaginar bom tempo
Espalho o protector solar e estendo o corpo no museu (2x)

O corpo no museu

Ana Bacalhau: Voz, coros/ Vocals, backing vocals
Pedro da Silva Martins: Guitarra Clássica, coros/ Classic guitar, backing vocals
Luís José Martins: Machetes, coros/ Machetes, backing vocals
Zé Pedro Leitão: Contrabaixo, coros, pandeireta/ Double bass, backing vocals, tambourine

Músicos convidados/Guest musicians:
Mário Costa: Percussão/ Percussion
Eurico Amorim: Hammond
António Serginho: Vibrafone/ Vibraphone

Letra e Música/ Written by de Pedro da Silva Martins 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

"Com os Olhos do Coração" de Virginia MacGregor [Opinião]

Título: Com os Olhos do Coração
Título original: What Milo Saw
Autora: Virginia MacGregor
Tradutora: Raquel Dutra Lopes
Edição/reimpressão: 
Editora: Edições ASA
Temática: Romance 
N.º de páginas: 336
Para adquirir:

Sinopse:

Milo tem nove anos e é praticamente cego - é como se visse tudo pelo buraco de uma agulha. Felizmente a bisavó, de 92 anos, ensina-o a olhar para o mundo de uma maneira diferente: se ele prestar mesmo muita atenção, conseguirá ver coisas que mais ninguém vê.

E o que ele vê não é bonito. Desde que o pai se foi embora de casa, "com a sua Galdéria para Abu Dhabi", a mãe anda triste, sempre com o mesmo vestido de folhos, e a queixar-se de falta de dinheiro. Resta-lhe apenas o consolo de Hamlet, o seu porquinho de estimação, e as conversas com a bisavó sobre tempos idos.

Um dia, porém, a bisavó quase incendeia a casa e é enviada para um lar de terceira idade. Milo fica destroçado. Ainda por cima ele vê no lar coisas que mais ninguém vê. Por trás da fachada imaculada do edifício, os idosos vivem aterrorizados pela diretora, a sinistra Enfermeira Thornhill. Milo tem agora uma missão quase impossível.

Com os Olhos do Coração é a epopeia heróica de um rapaz que não se conforma em perder a bisavó e que tudo fará para a resgatar.

Obra de culto de Virginia MacGregor, traduzida em mais de vinte países, Com os Olhos do Coração dá-nos a conhecer uma inesquecível personagem e, através dela, a insensatez do mundo em que vivemos.

Opinião:

Decidi-me por uma leitura mais leve após as anteriores (As Horas de Michael Cunningham e Mrs. Dalloway de Virginia Woolf).

O escolhido foi este Com os Olhos do Coração de Virginia Macgregor: um cocktail de personagens muito variado: Milo, o centro da história e um menino muito atento devido à sua retinose pigmentar; a sua bisavó Lou, muda e já com visíveis dificuldades na orientação e autonomia; a mãe de Milo, Sandy, que engravidou na adolescência, recém-separada, desempregada e claros problemas de auto-estima; Andy, o sempre irresponsável e omnipresente nos pensamentos de Sandy e Milo, ainda que distante fisicamente; Tripi, o refugiado sírio que procura a sua irmã Ayaishah e que encontrou trabalho no lar Não Me Esqueças; e, não esquecer, o porquinho Hamlet, rechonchudo, inteligente e o grande apoio de Milo; entre muitos outros.

A história inicia-se com um incêndio causado pela avó Lou que piores consequências não teve graças à pronta intervenção de Milo. A partir daí, Sandy decide colocar Lou num lar e passamos a observar a senda de Milo em conseguir que a avó regresse a tempo do Natal. Esta vai ser uma tarefa que assume contornos de missão quando Milo constata que a sua avó e os restantes utentes do lar estão em perigo…

A escrita é simples, despretensiosa e o fio condutor não apresenta muitas quebras. De registar apenas algumas ocorrências previsíveis.

O principal ponto forte deste livro é, sem dúvida, a forma equilibrada como conjuga temas tão diversos como a educação das crianças, as limitações advindas das doenças, o respeito e cuidados que devemos aos mais velhos, a paternidade responsável, o drama dos refugiados, o amor pelos animais ou a importância de cultivar e cuidar das relações.

É assim que a perspectiva de Milo, simples e ingénua, doce e terna, sem ambições além da felicidade da família, ensina-nos que, acima de tudo, se deve aprender a estar atento, focar a nossa visão – e restantes sentidos – no que nos rodeia, para que, desta forma, o mais importante não nos passe despercebido.

Classificação: 3,5/5*

Sobre a autora:
Virginia MacGregor cresceu entre a Alemanha, França e Inglaterra, no seio de uma família onde sempre se contaram histórias. Assim que aprendeu a segurar na caneta, começou ela própria a escrever os seus próprios contos. Estudou em Oxford e tornou-se professora de Inglês, nunca abandonando a escrita. É autora dos romances juvenis When I Hold My Breath e Before I See The Sky. Este Com os Olhos do Coração é o seu primeiro livro para adultos. Vive atualmente em Berkshire, Inglaterra, com o marido e os seus dois gatos. Fonte: Biografia do livro Fotografia: Goodreads

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Roteiros por Beja #3: No Museu Jorge Vieira e no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano

A manhã do passado dia 4 foi dedicada a visitar dois locais: o Museu Jorge Vieira - Casa das Artes e o Núcleo Museológico da Rua do Sembrano 

Inaugurado em 1995 por iniciativa de Carreira Marques, o presidente da Câmara Municipal de Beja de então, no Museu Jorge Vieira - Casa das Artes encontra-se um conjunto de esculturas, maquetas e desenhos da autoria de Jorge Vieira (1922-1998), nome maior da arte portuguesa do século XX.

Pai do surrealismo e do abstraccionismo português, inspirava-se em Picasso e, nas suas obras, dava primazia à terracota, ao ferro, ao mármore e ao bronze. Além disso, foi um apaixonado pelo Alentejo que, não sendo o seu local de nascimento, se tornou seu pela afectividade com que as suas gentes o recebiam, motivo pelo qual escolheu Beja para receber as doações realizadas.


Encontram-se obras públicas da sua autoria em Lisboa (Homem Sol), Estremoz (Monumento ao Mármore), Grândola (Monumento à Liberdade), Osaka, entre outros locais, além da presença em diversas colecções nacionais e internacionais. Em Beja pode encontrar-se o Monumento ao Preso Político Desconhecido, neste momento instalado em frente à Pousada de S. Francisco, além das peças presentes no museu, claro.

De realçar que este museu necessita de claras obras de reabilitação ou, melhor ainda, de uma transferência para um local com melhores condições e acessibilidades. 


Sobre o Museu Jorge Vieira - Casa das Artes:
Localizado na Rua do Touro, n.º 33, está aberto de Terça-feira a Domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h (encerra à 2ªfeira, 1/01, 1/05 e 25/12). É gratuito e não acessível a visitantes com mobilidade reduzida. Fonte: CMBeja


O Núcleo Museológico da Rua do Sembrano situa-se no que antes seria uma casa privada na qual, ao entrar em obras, se encontraram vestígios que levaram às escavações ocorridas nos anos 80 e 90. 

Graças a elas foram encontrados inúmeros vestígios que indicam a ocupação daquilo que hoje é Beja desde a Pré-História à Época Contemporânea, incluindo uma larga muralha da Idade do Ferro e termas do período romano, que podem ser facilmente visualizados devido ao chão em vidro que constitui o piso do Núcleo.


Existe uma exposição permanente com objectos retirados das escavações que nos fala da ocupação pré-romana de Beja e de Beja Romana, na Antiguidade Tardia, Islâmica, Medieval, na Idade Moderna e na Época Contemporânea.


Encontrava-se igualmente patente outra exposição, mas de carácter temporário: Sob a Terra e as Águas - 20 anos de arqueologia entre o Guadiana e o Sado, apresentando diversos vestígios descobertos ao longo dos trabalhos desenvolvidos relativos ao Alqueva. Numa selecção apurada entre mais de duas mil peças, encontram-se, desde o Paleolítico até à Idade Moderna,  objectos cuja descoberta vai permitir reescrever a História.


O painel de azulejos localizado à entrada do Núcleo, dedicado ao ciclo da água, é da autoria de Rogério Ribeiro e, pessoalmente, acho-o lindíssimo e digno de ser paulatinamente admirado.



Sobre o Núcleo Museológico da Rua do Sembrano:
Localizado na Rua do Sembrano/Largo de S. João, está aberto de Terça-feira a Domingo das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h (encerra à Segunda-feira, 1/1, 1/5, 25/12). É gratuito e  acessível a visitantes com mobilidade reduzida. Visitas guiadas, gratuitas, em português, inglês ou castelhano, deverão ser marcadas com antecedência através do telefone 284 311 920. Fonte: CMBeja

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Promoções #14


Mais uma promoção da Wook: hoje temos devolução de 5€ em cartão em encomendas superiores a 15€ e devolução de 10€ em cartão em encomendas superiores a 30€.

Promoção válida apenas nos livros assinalados com o símbolo , exceto escolares, técnicos, eBooks, portes e livros com menos de 18 meses desde a data de edição ou reimpressão.


Ao aderir a esta campanha beneficia de portes grátis para Portugal continental em CTT Expresso Clássico ou Rede Pickup. 30% de desconto, ou devolução em cartão, nos envios para as ilhas dos Açores e Madeira, em CTT Expresso Clássico. Tipos de envio disponíveis para encomendas até 10 kg.

Campanha válida para encomendas registadas e pagas no dia 9 de agosto de 2016 e não acumulável com outras promoções em vigor.

Saiba mais aqui.

domingo, 7 de agosto de 2016

Música ao Domingo #12: Mew "Comforting Sounds"



I don't feel alright
In spite of these comforting sounds
You make
I don't feel alright
Because you make promises
That you break
Into your house
Why don't we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude
It's hard to make sense
Feels as if I'm sensing you
Through a lens
If someone else comes
I'll just sit here listening to the drums
Previously I never called it solitude
And probably you know
All the dirty shows I've put on
Blunted and exhausted like anyone
Honestly I tried to avoid it
Honestly
Back when we were kids, we would always know when to stop
And now all the good kids are
Messing up
Nobody has gained or
Accomplished anything

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

XIV Palavras Andarilhas [Divulgação]


A biblioteca sai à rua, ganham voz as palavras e as histórias fazem sonhar. Há 14 anos que assim é e este ano não será excepção. A programação já está disponível aqui e, como não podia deixar de ser, no As Horas... que me preenchem de prazer aguarda-se com expectativa mais esta edição das Palavras Andarilhas.

"As Palavras Andarilhas são uma festa da Palavra – lida, escutada, contada – que de dois em dois anos se faz em Beja – a cidade dos Contos. Este encontro é promovido desde 1999 pela Câmara Municipal de Beja através da Biblioteca Municipal de Beja José Saramago e pela Associação para a Defesa de Património da Região de Beja e assume-se hoje como um grande momento de aprendizagem colectiva, em torno da promoção da leitura, da narração oral e da literatura.

Porque fazemos as Palavras Andarilhas?

Para promover a relação e reforço de competências dos mediadores de leitura que em diferentes contextos desenvolvem a sua actividade facilitando a partilha de saberes e experiências e de novas práticas e atitudes face à animação e promoção do livro e da leitura;

Para potenciar o ganho de competências na abordagem da palavra – falada e escrita – que se traduzam na criação de novas estratégias na formação de leitores;

Para valorizar o conto, na sua vertente de tradição oral de recriação da palavra escrita,  e os contadores e aprendizes do contar – enquanto veículos da  expressão da memória, cultura e afectos das comunidades;

Porque acreditamos no contributo da palavra, da literatura, da arte em geral para a formação do Homem Novo.

A quem se dirigem as Palavras Andarilhas?

A todos os que potenciam a relação com a palavra e fazem dela um instrumento de reflexão sobre o MUNDO: bibliotecários, técnicos de biblioteca, narradores, animadores sócio – culturais, ilustradores; agentes educativos e pais, leitores e não leitores e à cidade de Beja." Fonte: Palavras Andarilhas