terça-feira, 28 de junho de 2016

1.° piquenique da ASSESTA: entre palavras e partilhas

E, tal como anunciado aqui, dia 25, Sábado, decorreu o 1.° piquenique literário da ASSESTA, inserido na programação do Beja na Rua, e no qual estive presente. Esta presença deveu-se ao convite da escritora e autora do blogue Alentejo Literário, Olinda P. Gil, que já tinha tido prazer de conhecer. 


Os eventos programados decorreram maioritariamente no Largo da Conceição, em frente ao Museu Regional, onde se deu, em simultâneo, o Mercado Livre [iniciativa periódica, da responsabilidade da Arruaça Associação Juvenil, que visa a venda ou troca de produtos usados - aquilo a que se chamaria de feira da ladra e de velharias e que acontece no início de cada estação do ano]. 


E foi aí que a exposição em banca com as obras dos autores no Mercado Livre esteve.


Por volta das 11h, deu-se a flash mob da palavra dita, com Joaninha Duarte, contadora de histórias, Marta D'Almeida, música e cantora e Napoleão Mira, que muito gostei de ouvir na declamação de poemas.


O piquenique literário, mais exclusivo do que o esperado, decorreu no Jardim Público: entre garfadas de salada, mãos cheias de frango assado e apreciados refrescos para o calor aliviar, partilharam-se histórias e anedotas, não se esquecendo alguns livros que marcaram. De modo a preservar a intimidade do momento, optei não tirar fotografias.

Nas arcadas do Museu Regional de Beja, discutiu-se se "Ainda vale a pena escrever?". Com introdução musical de Marta D'Almeida e moderação de Luís Miguel Ricardo, os participantes (Olinda P. Gil, Vitor Encarnação, Joaninha Duarte, Mercedes Guerreiro, enquanto escritores e eu, enquanto leitora e crítica, e, ainda, o participante espontâneo António Oliveira) falaram sobre a sua relação com a escrita, a edição, a leitura, a crítica/opinião, a narração oral. Foi interessante observar como em tão soalheira tarde se juntaram perspectivas tão diferentes sobre o mundo livresco.  E sim, ainda vale a pena escrever, mais não seja pela expressão, pela partilha e pelo enriquecimento do imaginário colectivo, ainda que seja um caminho árduo, repleto de ilusões e, sobretudo, desilusões.


Tive o prazer da oferta de dois livros para opinião no blogue: Contos Breves de Olinda P. Gil e Contos ASSESTA - Alentejo de variados autores: Carlos Campaniço, Dora Nunes Gagos, Fernando Évora, Fernando Guerreiro, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Contente, Luís Miguel Ricardo, Maria Ana Ameixa, Napoleão Mira, Olinda P. Gil, Vítor Encarnação. Curiosa com ambos, já iniciei a leitura do primeiro. 


Em jeito de conclusão, apenas posso agradecer a forma como fui recebida por todos e por ter feito parte de um grupo tão encantador, além de, cereja no topo do bolo, ter sido agraciada com o estatuto de Amiga da ASSESTA.



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