terça-feira, 7 de junho de 2011

Árvore


( pintura elaborada por mim )

Tronco meu corpo
Raízes minha vida,
A elas busco a seiva que o faz medrar.
Nascem as ilusões
E em ramos se vão mostrar.
Por vezes entrelaçam-se,
Por vezes folhas surgem,
Poucas vezes brotam flores,
Ainda menos frutos nascem.

O vento sopra:
As folhas caem,
Os frutos despedaçam-se,
As flores morrem.
Resta o meu corpo
Vazio,
Tão frio.

Quem me vem salvar?

Ai vida, dá-me a seiva!
E ela dá, sem nunca parar.

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