sexta-feira, 24 de junho de 2011

The Killers "All These Things That I've Done"


When there's nowhere else to run
Is there room for one more son
One more son
If you can hold on
If you can hold on, hold on
I wanna stand up, I wanna let go
You know, you know - no you don't, you don't
I wanna shine on in the hearts of men
I want a meaning from the back of my broken hand

Another head aches, another heart breaks
I am so much older than I can take
And my affection, well it comes and goes
I need direction to perfection, no no no no

Help me out
Yeah, you know you got to help me out
Yeah, oh don't you put me on the blackburner
You know you got to help me out

And when there's nowhere else to run
Is there room for one more son
These changes ain't changing me
The cold-hearted boy I used to be

Yeah, you know you got to help me out
Yeah, oh don't you put me on the blackburner
You know you got to help me out
You're gonna bring yourself down
Yeah, you're gonna bring yourself down
Yeah, you're gonna bring yourself down

I got soul, but I'm not a soldier
I got soul, but I'm not a soldier
...

Yeah, you know you got to help me out
Yeah, oh don't you put me on the blackburner
You know you got to help me out
You're gonna bring yourself down
You're gonna bring yourself down
Yeah, oh don't you put me on the blackburner
Yeah, you're gonna bring yourself down

Over and out, last call for sin
While everyone's lost, the battle is won
With all these things that I've done
All these things that I've done
If you can hold on
If you can hold on

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sonho



Procuro na ilusão do que não terei, nem tão pouco serei, e tudo redonda em nada. Vivo numa eterna insatisfação, iluminada de efémeras esperanças. Cada vez menos falo, cada vez mais me perco. Prendi-me numa masmorra da qual deitei fora a chave. Para sair, só saltando, e não será tarefa fácil. Nem sempre sei quem sou ou o que procuro. Apenas sei que tudo redonda em desilusão. Porque o mundo não é feito para quem sonha acordado tão doces utopias...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vazio


Hoje não consigo escrever. Pura e simplesmente não consigo. 
Quando penso que cheguei ao fundo, eis que se abre um alçapão.
Mas renascerei das cinzas. Again and again and again...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

KT Tunstall "Suddenly I See"


Her face is a map of the world
Is a map of the world
You can see she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
And everything around her is a silver pool of light
The people who surround her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

Suddenly I see (Suddenly I see)
This is what I wanna be
Suddenly I see (Suddenly I see)
Why the hell it means so much to me

I feel like walking the world
Like walking the world
You can hear she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
She fills up every corner like she's born in black and white
Makes you feel warmer when you're trying to remember
What you heard
She likes to leave you hanging on her word

Suddenly I see (Suddenly I see)
This is what I wanna be
Suddenly I see (Suddenly I see)
Why the hell it means so much to me

And she's taller than most
And she's looking at me
I can see her eyes looking from a page in a magazine
Oh she makes me feel like I could be a tower
A big strong tower
She got the power to be
The power to give
The power to see

Suddenly I see (Suddenly I see)
This is what I wanna be
Suddenly I see (Suddenly I see)
Why the hell it means so much to me

terça-feira, 7 de junho de 2011

Árvore


( pintura elaborada por mim )

Tronco meu corpo
Raízes minha vida,
A elas busco a seiva que o faz medrar.
Nascem as ilusões
E em ramos se vão mostrar.
Por vezes entrelaçam-se,
Por vezes folhas surgem,
Poucas vezes brotam flores,
Ainda menos frutos nascem.

O vento sopra:
As folhas caem,
Os frutos despedaçam-se,
As flores morrem.
Resta o meu corpo
Vazio,
Tão frio.

Quem me vem salvar?

Ai vida, dá-me a seiva!
E ela dá, sem nunca parar.

domingo, 5 de junho de 2011

"Precious" de Sapphire [Opinião]

Título original: Push
Autor: Sapphire
1.ª publicação: 1996
Editora: Impresa Publishing (Revista Visão)
Temática: Romance
ISBN: 978846120594
N.º de páginas: 180

Para adquirir (outra edição da obra):


Sinopse:

Esta é a história de Claireece Precious Jones, uma jovem de 16 anos, igual às outras raparigas da sua idade em muitas coisas... mas muito singular noutras: Claireece é obesa, analfabeta, foi vítima de abusos sexuais do seu pai, do qual teve uma filha, e é maltratada psicologicamente pela sua mãe. Quando Precious, após outra violação, fica novamente grávida, é expulsa da escola e começa uma nova educação num centro especial para casos extremos... e a sua vida mudará para sempre.

Poucos filmes causaram tanta comoção nos festivais de Sundance e de Cannes de 2009 como Precious de Lee Daniels, no qual as interpretações da recém-chegada ao grande ecrã Gabourey Sidibe no papel de Precious e Mo'Nique no da sua abusiva mãe foram celebradas pela crítica e arrasaram todos os prémios do ano.



Opinião:

Li há poucos dias Precious de Sapphire porque senti necessidade de um exemplo de força e coragem, o que me fez lembrar que este era um livro que falava disso mesmo.

Quem nos fala é Claireece Precious Jones, uma rapariga afro-americana de 16 anos, obesa, que está grávida pela segunda vez do próprio pai (foi mãe pela primeira vez aos 12 anos de uma criança com Síndrome de Down) e que chegou ao 9.º ano analfabeta (só chumbou duas vezes) - para ela todas as páginas são iguais. É ainda vítima da violência física e psicológica da mãe, uma pessoa desestruturada a todos os níveis, que culpa a filha, por ela ter engravidado, de o pai as ter abandonado.

A linguagem tenta retratar as dificuldades por que passa alguém que só aprende a ler e a escrever aos 16 anos. Não sinto que o objectivo tenha sido alcançado, porque se via que Precious tanto escrevia mal palavras simples, como conseguia escrever palavras no mínimo complicadas para uma pessoa possuidora de tão reduzido vocabulário. Ressalve-se que a linguagem utilizada é explícita, o que não nos deixa passar indiferentes por esta leitura - obriga-nos a parar e a reflectir, a retomar o fôlego e a preparar-nos para mais um murro no estômago - o que deve,  sem dúvida alguma, perturbar as mentes mais susceptíveis.

A sucessão de desgraças que ocorrem a Precious é tão intensa que se torna inverosímil: parece padecer e concentrar em si todos os sofrimentos possíveis e imagináveis. Apesar disso, a sua força é, no mínimo, inspiradora. Com a ajuda das suas colegas e da professora Blue Rain da escola alternativa Each One Teach One, vai ultrapassando todas as contrariedades que se lhe deparam, preocupando-se com o seu destino, na medida em que este inclua também um futuro risonho para os seus filhos.
O livro fala ainda de casos de outras mulheres, colegas de turma de Precious: vítimas da droga, do incesto, do roubo e da violência, foram crianças que não existiram...

Está patente uma intensa crítica ao sistema de ensino americano que permitiu que Precious chegasse ao 9.º ano (com 16 anos e só chumbando em dois anos) sem saber ler nem escrever (chegou a ter óptimas notas!). Nenhum dos professores que a ensinaram se preocupou em descobrir as causas dos alarmantes sinais de perturbação emocional que demonstrava.

Igualmente se critica o Well Fare State, correspondente à Segurança Social portuguesa, relativamente à sua  importância para salvar as pessoas de uma situação de penúria extrema, por um lado, e à fiscalização ineficiente, por outro, criando situações viciosas como a de mãe de Precious que, para além de não trabalhar e não procurar emprego, ainda por cima utiliza a filha e a neta - esta última que nem sequer está a seu cargo, mas sim com a mãe, avó de Precious - para obter os cheques da Segurança Social.


O filme: Confesso que as minhas expectativas não eram muitas uma vez que o filme foi produzido pela Oprah Winfrey (o conceito do programa dela é pelo menos duvidoso...). Por outro lado, na altura em que foi lançado, foi tão aclamado pela crítica que ainda me lembrava disso três anos depois. É uma adaptação quase integral do livro, com poucas alterações, que se notam principalmente a partir do meio do filme e não se poupa em reproduzir as suas imagens chocantes. Felizmente estas são alternadas com momentos menos maus que nos ajudam a ver o filme até ao fim. Termina com o destino de Precious em aberto, dando-nos a esperança de que a partir dali só algo de bom lhe pode suceder.

Certo é que, tanto no livro como no filme, a mensagem patente é a de que se tem de lutar para que não nos deixemos dominar pelo infortúnio e para que alcancemos os nossos sonhos. A vida não é fácil, porém, não é menos verdade que podemos sempre fazer algo para que ela melhore.

Classificação: 4/5* (Vale, sobretudo, pela sua mensagem)