sexta-feira, 22 de abril de 2011

José e Pilar


Se há amores que perduram além da morte, este é um deles.


Um filme tocante que acompanha dois dos últimos anos de vida de José Saramago. 

Dos melhores filmes que vi,  este é o retrato das duas metades que formam uma só vontade: José Saramago e Pilar del Río.   

Nele observamos o dia-a-dia do escritor, vencedor do prémio Nobel da Literatura, e da presidenta da sua fundação, a sua esposa e o seu pilar. Possuidores de caracteres vincados e polémicos, são companheiros, literalmente: Pilar apoia José no seu destino, o de ser escritor, e José só com Pilar a seu lado é feliz, e nem a diferença de idades o impede. São vários os momentos em que o sorriso nos aflora aos lábios: irónicos e sagazes, não deixam passar nem sequer uma oportunidade de fazerem um comentário não muito politicamente correcto. 

O mundo literário é apresentado de uma forma nua e crua: desde o processo de criação à tradução - neste caso do livro A Viagem do Elefante - , ao relacionamento com os leitores e a comunicação social, além dos inúmeros compromissos que surgem a um escritor laureado pelo prémio Nobel, nada é deixado de lado.
Sinceros, fortes, idealistas, são uma fonte de inspiração para qualquer um. Daí que tenha adorado o filme: ultimamente bem tenho precisado de exemplos inspiradores. E, mais do que nunca, a minha convicção de que almas assim nunca deviam partir de entre nós saiu reforçada. 

Assim, José e Pilar é:  óptimo para quem é fascinado pelo mundo literário; ainda melhor para quem é fã do escritor e da sua obra e essencial para quem acredita nos poderes da perseverança e do amor enquanto realizadores de tudo aquilo que desejamos alcançar.

O documentário completo, disponibilizado pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes:

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